(Imagem: Montagem por Alessandra Ueno)
Dados pessoais são coletados a todo momento na internet, você deixando ou não; especialistas dão dicas de como diminuir riscos
Por Julia Estanislau
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Para quem nasceu conectado, sumir da internet parece impossível ou mesmo impensável. Afinal, por onde as pessoas iriam se informar? Como seria a comunicação? E as redes sociais, ficariam vazias sem ninguém para postar algo? Em um mundo idealizado por Gordan Savicic, sim.
Nascido em Viena, na Áustria, Savicic se denomina como artista, educador e engenheiro crítico, vertente da profissão que se dedica à observação das mudanças no ambiente digital.
Ser engenheiro crítico rendeu a Savicic o cargo de CEO (Chief Euthanasia Officer, ou em português, Diretor de Eutanásia) na SuicideMachine.org, site desatualizado e atualmente fora de funcionamento, que geria à época com outros colaboradores.
Movidos pela máxima que todos têm o direito de “cometer suicídio” — no caso, matarem as próprias contas — nas redes sociais, o grupo criou um mecanismo que deletaria os perfis de um usuário em alguma rede quando ele fornecesse sua senha.
Tudo no site é um “gatilho”. Ao primeiro acesso, frases motivacionais instigam o internauta a ceder suas informações para ser apagado definitivamente das redes sociais. “Pare com a autoprocrastinação”, “diga adeus com dignidade”, “você consegue, é simples”, “que você descanse em uma vida melhor”. Para fechar com chave de ouro, há um espaço reservado para os obituários dos perfis, com data de nascimento e morte, além das últimas palavras ditas como internauta.

Captura de tela do site da web 2.0 suicide machine
A premissa parecia simples: uma vez fora das redes sociais, a vida só poderia ficar melhor. E se em 2010, quando a internet de acesso mundial ainda era criança, isso já era considerado por alguns, imaginem em 2025. Mas a promessa do site, vendida como solução para uma vida desconectada e despreocupada, é uma ilusão. Não se pode, realmente, sumir da web.
“Eu costumo falar que a gente deve assumir que, uma vez que colocamos algo na internet, essas coisas vão virar eternas”, diz Fernando Redigolo, professor e pesquisador no Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores da USP (LARC-USP).
Assim como os dinossauros deixaram rastros arqueológicos com informações importantes sobre quem eles eram e como viviam, os seres humanos fazem o mesmo ao acessarem a internet.
Pode até não parecer, mas tudo o que você faz na internet produz dados. Seja navegar por algum site ou cadastrar seu e-mail em algum jogo online, você sempre deixará uma “pegada digital”. Como explica Bianca Orrico, psicóloga e integrante da equipe de Educação da SaferNet Brasil, essa pegada é “o registro permanente das interações digitais que podem ser recuperadas, analisadas e utilizadas para diferentes finalidades.”
Existem dois tipos de rastros digitais: conscientes e inconscientes. O primeiro são os dados que você compartilha por escolha própria, como curtir ou postar uma foto, além de comentar em alguma publicação.
O segundo é produzido sem que você perceba, e coletado automaticamente. As páginas que acessou, o tempo que passa online, as informações enviadas por aplicativos, o endereço da sua máquina, a localização, suas preferências de consumo e metadados. Tudo isso é registrado.
Mas porque isso acontece? Parte desses dados são coletados para a melhoria do funcionamento dos sites. Geralmente acontece quando você aceita a instalação de “cookies”, que servem para rastrear e memorizar o comportamento do usuário dentro de um site.
Por exemplo, se você acessa hoje uma página e aceita os cookies, da próxima vez que você entrar, mesmo de outro computador, o dono do site saberá que as duas navegações são suas. Isso ajuda ele a solucionar problemas de acesso e até a pensar em produzir mais conteúdos que interessem ao seu público.
Outro motivo é saber mais sobre você e criar um perfil, o que ajuda no direcionamento de publicidade e pode até influenciar o seu comportamento. Por isso é tão comum ver anúncios de produtos do seu interesse mesmo se o site em que você está não tem nada a ver com o assunto.
Os posts que você vê na sua timeline do Instagram e do TikTok também são influenciados pelo rastro digital. A forma como você usa esses aplicativos, as pessoas que você segue, a trend que você decidiu fazer e até mesmo o que outras pessoas curtem e compartilham moldam o conteúdo “para você”.
A “pegada digital” pode ser benéfica e ajudar uma pessoa a ter uma experiência mais personalizada e cômoda na internet. É poder entrar no aplicativo do iFood e ver que ele lembra do seu último pedido, ou que o Google mostra o que você pesquisou antes.
A todo momento, as plataformas estão coletando essas informações e tornando sua experiência mais customizada. Mas isso pode trazer riscos para a privacidade e para a autonomia individual, diz Orrico.
Quais são os riscos?
Nada é oito ou 80, nem 100% bom ou 100% ruim, então fique esperto. Compartilhar dados pessoais aumenta a “pegada digital”. Pode, também, te expor a fatores de risco, como golpes, roubo de identidade, chantagem, perseguição e assédio.
Mas o que são dados pessoais? Qualquer informação relativa a uma pessoa física. Nome, RG, CPF, mas também dados que identificam essa pessoa, como aceitar cookies em um site.
Em 2025, quase sete em cada 10 denúncias à SaferNet são de abuso e exploração sexual infantil no ambiente online. Isso representa 64% do total de 76.997 notificações recebidas entre janeiro e julho deste ano pela ONG.
A SaferNet é uma associação que tem como objetivo a promoção e defesa dos direitos humanos na internet. Além de receber denúncias sobre crimes cibernéticos, também orienta crianças e adolescentes sobre como se proteger no ambiente digital.
Mandar nudes ou mensagens com teor sexual — também chamado de sexting —, não é seguro como você pode pensar, e pode não ficar em segredo. Em 2024, os problemas envolvendo vazamento de imagens íntimas e chantagem sexual foram os motivos mais recorrentes de busca por apoio no Canal de Ajuda da SaferNet. São 268 pedidos de ajuda. Logo atrás, com 246 pedidos, vieram os problemas envolvendo dados pessoais.
Postar ou confiar demais também abre brechas para ataques cibernéticos. Um exemplo é o phishing, que acontece quando criminosos se passam por instituições confiáveis e mandam mensagens que parecem legítimas, mas não são. O intuito é roubar informações pessoais, número de cartão de crédito, entre outros. Já o doxing consiste em pegar dados de uma pessoa e espalhá-los na internet como uma forma de assédio ou exploração.
O que está por trás desses riscos
“No fundo a gente não sabe o quanto é coletado da gente na internet, nem o que que vai ser feito desse uso”, diz Redigolo. Apesar disso, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), de 2018, exige que as informações sobre quais dados vão ser coletados e por quê sejam passadas com clareza para os internautas.
“Quando a gente fala de segurança, sempre vai ter um fator desconhecido, um risco”. E muitos dos problemas hoje, principalmente fraudes, começam pelo próprio usuário.
Por isso que golpes com engenharia social, que usam características do ser humano contra ele mesmo, dão certo. Por exemplo, receber uma mensagem da Receita Federal dizendo que o CPF foi cancelado faz surgir o medo. Movidos por esse sentimento, pessoas clicam no link da mensagem e pronto, no momento seguinte já há roubo de dados.
Nesse tipo de ataque, sempre apelam para a confiança, medo, curiosidade ou ganância, diz o professor. “E todos esses, de uma forma geral, te induzem a clicar em algo que vai te comprometer”.
Já nas redes sociais, o grande problema é outro: o compartilhamento em excesso. Imagine o cenário: um hacker quer invadir sua conta do Instagram e começa a coletar dados a partir do que você posta. Sua conta é aberta, então ele tem acesso a suas fotos, amigos, data de aniversário e nome do cachorro, e passa a aprender sobre o que você gosta. A partir disso, começa a testar variações de senhas, até encontrar a certa.
Gabriel Viel, 17, não teve sua conta invadida, mas passou por algo parecido. Em 2024, recebeu uma mensagem no Instagram de uma mulher que nunca tinha visto antes. “Você é essa pessoa aqui?” perguntou ao enviar um perfil que tinha as fotos de Gabriel no feed, mas não era o Gabriel. Foi aí que se deu conta de que alguém pegou suas informações e estava se passando por ele.
“Por um momento senti muita raiva, porque a pessoa se aproveitou da minha imagem. E depois, inseguro, com medo, porque não sabia o que essa pessoa poderia estar fazendo usando a minha imagem. Não sei se ela estava ameaçando, assediando ou, não sei, dando em cima das pessoas, entende?”, diz Gabriel.
O perfil falso @yudii.yamamoto ficou no ar durante três meses, tinha 624 seguidores (mais do que a conta real), seguia pessoas que não são do círculo social de Gabriel e criou até destaques no aplicativo com fotos roubadas do perfil original. Chegou a bloquear o perfil real, pensando que assim não seria descoberto.
“Depois desse episódio, passei a privar minha conta e a me questionar muito bem se era realmente necessário postar tal coisa”, diz. “Tanto que teve uma época que parei de usar o Instagram, porque me abalou bastante esse episódio, mas depois revi meus seguidores, excluí gente que não conhecia ou que não era muito chegado a mim. Agora só tenho meus amigos mais próximos.”
Graças a ajuda de colegas que denunciaram a conta, hoje o perfil de “yudii” não existe mais. Junto à sua mãe, Gabriel também recorreu à Meta, detentora do Instagram.
“Tudo o que vai para a internet pode ser compartilhado ou armazenado de forma muito rápida, é difícil conseguir ter o controle quando algo é publicado online”, alerta Orrico. “Por isso é tão importante aprender a gerir os rastros digitais de maneira mais crítica, consciente e responsável.”
Gabriel faz parte dos 24,5 milhões de pessoas entre 9 a 17 anos que usam a internet. Isso equivale a 93% de todos nessa faixa etária, segundo dados do TIC Kids Online 2024. A pesquisa também apontou que 95% desses jovens utilizavam a internet todos ou quase todos os dias, enquanto dados de 2025 mostram que 84% deles usa mais de uma vez por dia. Ainda, 73% relataram que sabiam denunciar um conteúdo ofensivo relacionado a si ou a outra pessoa.
“Ao expor a sua imagem e seus dados, você está vulnerável para diversos tipos de violência digital que tem um grande impacto na sua vida real, porque hoje não separamos mais online do offline”, diz Mariana Mandelli, coordenadora de comunicação do Instituto Palavra Aberta.
Caso emblemático é o do filho de Walkyria Santos, integrante da Banda Magníficos. Aos 16 anos, Lucas cometeu suicídio. Em vídeo postado nas redes sociais, a mãe atribuiu a tragédia a comentários maldosos e homofóbicos deixados em um dos vídeos publicados pelo menino no TikTok.
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O comportamento troll, aquele que deliberadamente comenta para gerar discórdia na internet, pode fomentar um efeito manada, explica Mandelli. Assim, um conteúdo postado nas redes viraliza e é replicado inúmeras vezes. Aquilo que muitos encaram como apenas tiração de sarro, como emojis, comentários e piadas, pode acabar configurando cyberbullying.
Cyberbullying ou Bullying Virtual é quando alguém deprecia, incita violência, adultera fotos, entre outros, com o intuito de constranger ou intimidar outra pessoa. A prática é considerada crime.
Ainda há outro perigo de compartilhar excessivamente nas redes sociais. Suas fotos podem ser usadas para criar deepfakes, imagens falsas geradas por inteligência artificial sem o consentimento das pessoas retratadas.
Levantamento da SaferNet, que analisou notícias sobre o tema de 2023 até agora, identificou 16 casos de deepfakes sexuais espalhados pelo Brasil, com 72 vítimas. Quase todas as ocorrências foram em escolas privadas.
Quando o assunto é IA, falar sobre direitos e proteções das vítimas ainda é terreno pantanoso. O marco da inteligência artificial (PL 2.338/2023), lei que busca regulamentar as ferramentas, foi aprovada no Senado em 2024, mas ainda não passou por aprovação da Câmara dos Deputados.
“A introdução de novas tecnologias traz novos desafios do ponto de vista da segurança e da privacidade. Pela rapidez, até da evolução, é muito difícil a gente acompanhar essas questões”, diz Redigolo, que admite que a IA é um grande desafio para a proteção de dados pessoais.
Por isso, Mandelli defende que tanto os pais como as escolas têm um papel importante na educação midiática dos adolescentes, ensinando-os a saber lidar com o que é dito sobre eles na internet, os perigos de postar sem pensar e discernir entre os tipos de mensagens e informações vistas na rede.
“É um pilar para eles entenderem a importância da democracia, da informação de qualidade, do respeito à diversidade e aos direitos humanos. Por isso que a escola é fundamental”, afirma Mandelli. Ainda mais porque, uma vez postado, “o print é eterno” — e as coisas podem sair do controle.
Em 2012, por ocasião da comemoração de um Bar Mitzvah (cerimônia que marca a passagem de um menino judeu para a vida adulta ao completar 13 anos), o pai de Nissim Ourfali publicou no YouTube um vídeo-paródia da música “What Makes You Beautiful”, da banda One Direction.
“Nasci aqui, 13 anos atrás, e minha história agora vou contar”, começa a cantar Nissim no vídeo. Com montagens mal-feitas e uso de tela verde para criar efeitos especiais, o vídeo, de 3 minutos e 21 segundos, se tornou um marco dos memes no país.
O que era para ser um divertimento para os Ourfali e amigos da família, se tornou uma briga judicial. O pai, na intenção de publicar o vídeo de forma privada na plataforma, acabou deixando-o público. Mesmo retirado do ar, em pouco tempo a paródia viralizou. No final do mesmo ano, a família entrou na Justiça e pediu uma indenização de R$ 30 mil ao Google, dona do YouTube.
Em 2014, porém, um juiz da 1ª Vara Cível de São Paulo negou o pedido da família para que o Google retirasse o vídeo da plataforma, do Blogger e do Orkut (rede social famosa nos anos 2000 e desativada em 2014). Ele argumentou que era impossível para a empresa excluir o material, já que o vídeo tomou proporções inimagináveis. Foram cerca de 5 milhões de visualizações, segundo reportagem da Folha, além das replicações.
Em 2016, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) contornou a situação e decidiu por obrigar o YouTube a deletar o vídeo. Apesar disso, Nissim Ourfali viralizou tanto que não foi possível apagar todos os vestígios da internet. Até hoje é possível encontrar notícias sobre ele no Google, e o vídeo está disponível na íntegra em contas de terceiros. São as consequências da pegada digital.
Internet, terra com lei: quais são os meus direitos?
Quando tudo isso aconteceu, o Marco Civil da Internet (MCI) não existia ainda. Ele foi sancionado em abril de 2014, dois anos antes da Justiça ficar ao lado de Nissim no processo. Na prática, essa lei “estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil”.
É o que garante a proteção da privacidade e de seus dados pessoais. Ela determina, inclusive, que as redes sociais informem, de forma clara, sobre a coleta, uso, armazenamento, tratamento e proteção de suas informações.
E como isso te afeta? A lei prevê, por exemplo, que conteúdos de nudez ou atos sexuais que foram divulgados sem a autorização da pessoa envolvida sejam excluídos. Bastaria denunciar na própria rede social.
O MCI também te protege ao exigir que os provedores guardem seus registros de acesso por seis meses. Esses dados podem ser usados para identificar e responsabilizar alguém que te fez mal no ambiente online.
“Apesar de tudo isso, ocorria uma grande demora para a remoção. Cada plataforma aplicava [a lei] do seu jeito, por não haver um prazo definido [para a ação], o que era muito ruim para a vítima”, diz Patricia Peck, especialista em Direito Digital e membro titular do Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber).
Isso muda com uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2025. Antes, as plataformas que são donas das redes sociais (como a Meta é do Instagram) só poderiam ser responsabilizadas pelo conteúdo postado online caso não o deletasse depois de uma ordem judicial.
Agora, elas são obrigadas a apagar publicações criminosas (como ameaças e cyberbullying grave) ou contas falsas (como o caso do Gabriel) apenas com uma ordem extrajudicial — uma espécie de carta, feita no cartório da sua cidade, que fala para uma pessoa ou uma empresa sobre algo que ela deve fazer. “Isso cria um caminho rápido de remoção para a maioria das condutas ilícitas que afetam adolescentes”, diz Peck.
A decisão também exige que as plataformas achem maneiras para que pornografia infantil, crimes sexuais, crimes contra crianças e adolescentes e instigação ao suicídio e automutilação nem sejam publicados. Ou seja, as próprias redes sociais terão que filtrar os conteúdos antes mesmo deles serem postados.
“[Essa autorregulação] inclui a disponibilização de canais de atendimento para denúncias, um devido processo que permita aos usuários recorrerem das decisões de remoção e a elaboração de relatórios anuais de transparência”, explica.
Somando-se a isso, entra a ECA Digital, aprovada em 17 de setembro deste ano após longas discussões sobre adultização nas redes sociais, impulsionadas pelo vídeo publicado por Felipe Bressanim, conhecido como Felca. Tudo que essa lei determina, o Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 já previa. O que tem de diferente são as especificidades relacionadas à tecnologia.
Assim, o ECA Digital pensa na proteção dos jovens no ambiente virtual, exigindo mecanismos fáceis, ágeis e efetivos para que eles consigam denunciar algum post, e para que a plataforma derrube esse tipo de conteúdo.
Na prática, o que vai mudar é o design das redes sociais, que deverá ser mais seguro, e a resposta à vítima, já que a remoção de publicações perigosas deve ser imediata. Além disso, as redes passam a ser obrigadas a comunicar esses crimes às autoridades.
“As plataformas devem implementar medidas tecnológicas para evitar que o conteúdo nocivo sequer se propague, usando mecanismos de moderação ativa de conteúdo criminoso e verificação etária eficiente”, explica a advogada.
A lei ainda estabelece dois mecanismos: a supervisão parental e a verificação etária. Isso significa que, para você baixar algum aplicativo ou acessar alguma página, além de ter autorização dos seus responsáveis, será necessário verificar se você tem idade o suficiente para isso.
Como me proteger?
“A principal forma é adotar uma postura crítica e cuidadosa ao compartilhar dados pessoais e sensíveis”, diz Bianca Orrico. Além disso, ela dá outras dicas de como preservar seus dados pessoais na internet:
- Reflita antes de publicar qualquer coisa na internet;
- Limite o acesso de pessoas desconhecidas em seu perfil;
- Revise as configurações de privacidade e permissões dos apps;
- Evite compartilhar informações que comprometam a segurança, como endereço, telefone ou rotina diária;
- Diversifique e atualize regularmente suas senhas;
- Habilite autenticação em dois fatores;
- Desconfie de pedidos de dados pessoais;
- Desative cookies de terceiros
Patricia Peck explica que, a partir da ECA Digital, as plataformas devem atuar como um “freio” de propagação de conteúdo e, se algo passar, devem removê-lo imediatamente depois que a vítima notificar. Isso pode ser feito por meio dos próprios aplicativos, como o do Instagram e do TikTok. Outras dicas você encontra no site da SaferNet, que também tem um canal de apoio e de denúncias relacionadas a crimes na internet.
Caso seja afetado, com a ajuda de seus pais, preserve as provas e denuncie nas plataformas. Dependendo do caso, abra uma ocorrência policial. Se necessário, com o Marco Civil da Internet, LGPD e ECA Digital você também pode recorrer ao âmbito jurídico para proteção ou remoção de algum conteúdo.
“Em um processo judicial, o advogado da vítima pode alegar que a plataforma foi negligente ao não cumprir seu dever de designar as configurações mais seguras por padrão ou ao não detectar riscos sistêmicos de violação”, diz Peck.
Apesar dos vários exemplos negativos aqui expostos, a internet e as redes sociais não são monstros. Convivemos com elas a todo o momento. O importante é ter noção dos perigos que corremos ao estar nesses ambientes e saber como nos proteger. Afinal, é uma ferramenta importante para estudo, trabalho e divertimento. Uma dica final: pense duas vezes antes de compartilhar nas redes!
