{"id":972,"date":"2024-03-07T11:55:47","date_gmt":"2024-03-07T14:55:47","guid":{"rendered":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=972"},"modified":"2024-03-07T11:55:47","modified_gmt":"2024-03-07T14:55:47","slug":"sons-da-resistencia-a-revolucao-cultural-do-reggae-maranhense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=972","title":{"rendered":"Sons da resist\u00eancia: a revolu\u00e7\u00e3o cultural do reggae maranhense"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Giovanna de Oliveira e Julia Mantuani<\/em><\/p>\n<p>Em setembro de 2023, foi sancionada a lei 14.668, que concede \u00e0 cidade de S\u00e3o Lu\u00eds, no Maranh\u00e3o, o t\u00edtulo de Capital Nacional do Reggae. O ritmo, que surgiu no final da d\u00e9cada de 60 na Jamaica, conquistou os ouvidos dos maranhenses por volta de 1970.<\/p>\n<p>\u201cChamou a minha aten\u00e7\u00e3o que um ritmo cantado em um idioma que a maioria das pessoas n\u00e3o compreende, esteja t\u00e3o fortemente presente em seus cotidianos\u201d. Foi assim que Carlos Benedito, pesquisador natural de Campinas, em S\u00e3o Paulo, e que escolheu S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o como lar, se interessou em estudar o reggae em 1985.<\/p>\n<p>Quem nunca ouviu uma m\u00fasica do Bob Marley, Peter Tosh ou Jimmy Cliff? Eles, sem d\u00favidas, s\u00e3o alguns dos maiores nomes do reggae no mundo todo. Mas, para uma parte da popula\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Lu\u00eds, o ritmo vai muito al\u00e9m dos tr\u00eas grandes cantores, segundo o pesquisador.<\/p>\n<p>As m\u00fasicas que faziam sucesso na regi\u00e3o nos anos 70 eram s\u00f3 de artistas jamaicanos, cantadas em ingl\u00eas. Mas isso n\u00e3o foi um impeditivo para chamar a aten\u00e7\u00e3o das pessoas.<\/p>\n<p>O gingado do reggae se constituiu como um ve\u00edculo de forte mobiliza\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra e de baixa renda que habitava as palafitas da cidade de S\u00e3o Lu\u00eds: \u201cAli o reggae come\u00e7ou a ser frequentado nos chamados barrac\u00f5es, tornando-se o principal elemento de lazer para essa popula\u00e7\u00e3o\u201d, explica Benedito.<\/p>\n<p>O ritmo, nesses mais de cinquenta anos no estado do Maranh\u00e3o, ganhou vida pr\u00f3pria e v\u00e1rias caracter\u00edsticas particulares do reggae maranhense \u2013 n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que S\u00e3o Lu\u00eds recebeu o t\u00edtulo de capital do reggae no Brasil. Hoje, existe uma infinidade de artistas da regi\u00e3o que criam os chamados \u201cmel\u00f4s\u201d, as m\u00fasicas de reggae t\u00edpicas do estado.<\/p>\n<p>Para Jos\u00e9 Reis de Souza, produtor de mel\u00f4s conhecido como DJ Reis Show e morador de S\u00e3o Lu\u00eds, o reggae maranhense \u00e9 uma forma de identifica\u00e7\u00e3o entre quem escuta as m\u00fasicas: \u201cA letra \u00e9 contagiante, rom\u00e2ntica, sofredora\u2026 fala da nossa vida\u201d.<\/p>\n<p>O ritmo \u201cregueiro\u201d n\u00e3o \u00e9 algo exclusivo das fronteiras do estado do Maranh\u00e3o. As m\u00fasicas alcan\u00e7am v\u00e1rias outras partes do pa\u00eds, como \u00e9 o caso de Cristiane Lima da Silva, que prefere ser chamada de Estrela. Moradora de Salvador, na Bahia, e grande f\u00e3 do reggae maranhense. Ela defende que o que chama a aten\u00e7\u00e3o no reggae s\u00e3o as lutas pelo amor, paz e luz.<\/p>\n<p>Um grupo de reggae que nasceu na Ilha do Amor e ganhou todo o Brasil, por exemplo, foi a Tribo de Jah. A banda surgiu em 1985 e o sucesso \u00e9 tanto que, em um v\u00eddeo de um show ao vivo do grupo, publicado no ano passado, as visualiza\u00e7\u00f5es j\u00e1 ultrapassam a marca de 1,5 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos mel\u00f4s, outra particularidade \u00e9 que, diferentemente do que normalmente se faz em outros lugares do mundo, no Maranh\u00e3o, o reggae se dan\u00e7a a dois, \u201cagarradinho\u201d.<\/p>\n<p>O pesquisador Carlos Benedito explica que \u201cisso reflete determinada sensualidade inscrita na tradi\u00e7\u00e3o da heran\u00e7a cultural dos corpos negros livres, de homens e mulheres denunciando a exclus\u00e3o que a escravid\u00e3o imp\u00f4s e os processos da modernidade sustentam\u201d.<\/p>\n<p>Ou seja, al\u00e9m de ser uma forma de lazer e uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural bem expressiva na regi\u00e3o, trata-se tamb\u00e9m de uma estrat\u00e9gia de resist\u00eancia.<\/p>\n<h2><strong>Os caminhos do reggae at\u00e9 o Maranh\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>Mas, afinal, como o reggae chegou no Maranh\u00e3o? A verdade \u00e9 que ningu\u00e9m sabe ao certo como o ritmo conquistou o estado. O que se tem hoje s\u00e3o algumas teorias.<\/p>\n<p>Uma das mais conhecidas \u00e9 a de que moradores maranhenses sintonizavam o r\u00e1dio em emissoras do Caribe durante a madrugada, ainda nos anos 70. Por isso, criaram familiaridade com ritmos afro-caribenhos, como o bolero, salsa, carimb\u00f3, merengue e, principalmente, o reggae.<\/p>\n<p>Outra, \u00e9 a de que que marinheiros que chegavam ao porto de S\u00e3o Lu\u00eds deixavam discos trazidos da Jamaica como moeda de troca em \u00e1reas de prostitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, um fator importante, segundo Carlos Benedito, \u00e9 a semelhan\u00e7a entre a hist\u00f3ria da Jamaica e a do Maranh\u00e3o.<br \/>\nNo pa\u00eds da Am\u00e9rica Central, 90% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 negra. No estado do Nordeste brasileiro, o percentual \u00e9 de 80%. \u201cAs caracter\u00edsticas foram herdadas dos povos africanos escravizados nas Am\u00e9ricas e no Caribe e as pr\u00e1ticas de exclus\u00e3o impostas pelas elites coloniais acabam sendo um elo de liga\u00e7\u00e3o entre as duas regi\u00f5es\u201d, afirma o pesquisador.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1057\" aria-describedby=\"caption-attachment-1057\" style=\"width: 747px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-1057\" src=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Colagem-com-forografias-de-Ingrid-Barros-1-1086x768.jpg\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"528\" srcset=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Colagem-com-forografias-de-Ingrid-Barros-1-1086x768.jpg 1086w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Colagem-com-forografias-de-Ingrid-Barros-1-300x212.jpg 300w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Colagem-com-forografias-de-Ingrid-Barros-1-768x543.jpg 768w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Colagem-com-forografias-de-Ingrid-Barros-1-1536x1086.jpg 1536w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Colagem-com-forografias-de-Ingrid-Barros-1-2048x1448.jpg 2048w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Colagem-com-forografias-de-Ingrid-Barros-1-120x85.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1057\" class=\"wp-caption-text\">Cortesia: Ingrid Barros<\/figcaption><\/figure>\n<p>As teorias sem d\u00favidas existem, por\u00e9m ainda h\u00e1 v\u00e1rias incertezas sobre as origens do reggae do Maranh\u00e3o. Mas isso n\u00e3o impede que o pulsar contagiante do ritmo que encontrou solo f\u00e9rtil nas ra\u00edzes do Maranh\u00e3o esteja transformando a imagem de S\u00e3o Lu\u00eds.<\/p>\n<h2><strong>Atenas brasileira d\u00e1 lugar \u00e0 Jamaica brasileira?<\/strong><\/h2>\n<p>A capital maranhense \u00e9 conhecida como a \u201cAtenas brasileira\u201d e a \u201ccidade fundada por franceses\u201d pelos intelectuais maranhenses desde o s\u00e9culo 19. No entanto, a predomin\u00e2ncia do reggae tem feito cada vez mais essa vis\u00e3o dividir o posto com um novo t\u00edtulo: o de \u201cJamaica brasileira\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1058\" aria-describedby=\"caption-attachment-1058\" style=\"width: 747px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-1058\" src=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sao-Luis-Albani-Ramos-1-1086x768.jpg\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"528\" srcset=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sao-Luis-Albani-Ramos-1-1086x768.jpg 1086w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sao-Luis-Albani-Ramos-1-300x212.jpg 300w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sao-Luis-Albani-Ramos-1-768x543.jpg 768w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sao-Luis-Albani-Ramos-1-1536x1086.jpg 1536w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sao-Luis-Albani-Ramos-1-2048x1448.jpg 2048w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sao-Luis-Albani-Ramos-1-120x85.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1058\" class=\"wp-caption-text\">Centro hist\u00f3rico da capital maranhense (velha S\u00e3o Lu\u00eds), com a cidade nova ao fundo (nova S\u00e3o Lu\u00eds).<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c9 claro que essa transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorreu do dia para a noite. Logo que chegou ao Maranh\u00e3o, o reggae era um ritmo escutado por negros marginalizados, que povoavam as palafitas do estado. Ou seja: era visto de forma pejorativa pela elite maranhense.<\/p>\n<p>Por volta dos anos 80, come\u00e7aram os programas de r\u00e1dio FM, levando o reggae a outros ouvidos \u2013 \u00e0s popula\u00e7\u00f5es brancas de classe m\u00e9dia, universit\u00e1rios e artistas tradicionais que passaram tamb\u00e9m a frequentar os clubes de reggae mais pr\u00f3ximos ao centro da cidade.<\/p>\n<p>Isso fez com que o reggae atingisse a classe empresarial e pol\u00edtica, sendo usado em propagandas das lojas e campanhas eleitorais.<\/p>\n<p>Foi a\u00ed que o reggae cresceu exponencialmente na cidade de S\u00e3o Lu\u00eds e se tornou uma ferramenta de lazer em grande parte do estado. No entanto, embora o ritmo tenha alcan\u00e7ado grupos mais elitizados, o preconceito sobre a m\u00fasica de origem nas palafitas e guetos maranhenses segue presente.<\/p>\n<p>Para Carlos Benedito, mesmo que tenha se expandido atualmente para outros setores considerados \u201cmais higienizados\u201d da cidade, o reggae ainda n\u00e3o \u00e9 aceito por esses grupos como um s\u00edmbolo da cultura maranhense, pois isso remeteria S\u00e3o Lu\u00eds a uma Jamaica negra e pobre.<\/p>\n<p>Marcelo Carlos, que \u00e9 morador de S\u00e3o Lu\u00eds e f\u00e3 de reggae desde que tinha 8 anos, explica que sente na pele os preconceitos sobre o ritmo que toma conta das ruas maranhenses: \u201cTem muita gente que gosta, mas outras tamb\u00e9m sentem muita raiva das m\u00fasicas\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1059\" aria-describedby=\"caption-attachment-1059\" style=\"width: 747px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-1059\" src=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Homem-Cores-do-ReggaeIngrid-Barros-1150x768.jpg\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Homem-Cores-do-ReggaeIngrid-Barros-1150x768.jpg 1150w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Homem-Cores-do-ReggaeIngrid-Barros-300x200.jpg 300w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Homem-Cores-do-ReggaeIngrid-Barros-768x513.jpg 768w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Homem-Cores-do-ReggaeIngrid-Barros-1536x1026.jpg 1536w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Homem-Cores-do-ReggaeIngrid-Barros.jpg 2040w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1059\" class=\"wp-caption-text\">Cortesia: Ingrid Barros<\/figcaption><\/figure>\n<h2><strong>S\u00edmbolo de resist\u00eancia latino-americana<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O reggae na Jamaica brasileira, portanto, \u00e9 muito mais do que apenas um g\u00eanero musical, \u00e9 um s\u00edmbolo vibrante de resist\u00eancia. Nas palafitas e vielas, o reggae se tornou o grito de uma popula\u00e7\u00e3o negra de baixa renda, resistindo \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o imposta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos \u00faltimos anos, o ritmo tem alcan\u00e7ado algumas conquistas importantes para manter a hist\u00f3ria do reggae no estado maranhense e em todo o Brasil. Em 2018, foi inaugurado o Museu do Reggae, na cidade de S\u00e3o Lu\u00eds.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No acervo do museu h\u00e1 v\u00eddeos e fotos hist\u00f3ricas, depoimentos gravados com personalidades do g\u00eanero, discos raros e as transforma\u00e7\u00f5es da moda reggae ao longo do tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O espa\u00e7o de manifesta\u00e7\u00e3o cultural \u00e9, tamb\u00e9m, uma forma de aquecer o turismo da regi\u00e3o e, consequentemente, gerar renda. Entre 2018 e 2020, nos dois primeiros anos do museu, 120 mil pessoas visitaram o lugar e cinquenta mil delas eram turistas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ou seja, o reggae tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de movimenta\u00e7\u00e3o da economia de S\u00e3o Lu\u00eds. Milhares de pessoas vivem da renda gerada por meio das m\u00fasicas, como \u00e9 o caso do DJ Reis Show, dos clubes de reggae e do turismo de quem visita a cidade para conhecer, de perto, o ritmo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Portanto, nessa jornada, o reggae maranhense se revela mais do que uma manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica: \u00e9 uma for\u00e7a que conecta S\u00e3o Lu\u00eds \u00e0 sua pr\u00f3pria ess\u00eancia e refor\u00e7a as origens da popula\u00e7\u00e3o local. Ao som dos mel\u00f4s e da dan\u00e7a agarradinha, o reggae ressoa como um poderoso s\u00edmbolo de resist\u00eancia latino-americana e ecoa pelos cora\u00e7\u00f5es da Jamaica brasileira.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os mel\u00f4s, a dan\u00e7a agarradinha e os clubes de reggae no Maranh\u00e3o representam mais do que um ritmo de m\u00fasica, \u00e9 um s\u00edmbolo latino-americano de resist\u00eancia e identidades\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=972\"> <\/a>","protected":false},"author":138,"featured_media":1056,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[169],"tags":[170,183,249,279,247,243,248,244,245,246],"class_list":["post-972","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-babel-2023-ed-dezembro","tag-america-latina","tag-brasil","tag-danca-agarradinha","tag-dezembro-2023","tag-identidade","tag-maranhao","tag-melos","tag-reggae","tag-reggae-maranhense","tag-resistencia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.10 - 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