{"id":856,"date":"2022-12-23T12:26:52","date_gmt":"2022-12-23T15:26:52","guid":{"rendered":"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=856"},"modified":"2023-01-25T12:57:15","modified_gmt":"2023-01-25T15:57:15","slug":"parques-naturais-municipais-da-zona-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=856","title":{"rendered":"Na zona mais verde de S\u00e3o Paulo, focos de depreda\u00e7\u00e3o em parques disparam"},"content":{"rendered":"<p>Em meio a tanta pedra, S\u00e3o Paulo ainda guarda a sua selva. Talvez n\u00e3o por muito tempo, especialmente se levarmos em conta os dados do territ\u00f3rio mais verde da cidade, a zona Sul. Nos parques naturais municipais paulistanos localizados nessa regi\u00e3o, a degrada\u00e7\u00e3o aumenta. A reportagem de Babel fez uma an\u00e1lise exclusiva das ocorr\u00eancias nas \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. Os dados dispon\u00edveis preocupam: entre 2017 e 2022, houve parques em que as amea\u00e7as aumentaram mais de nove vezes.<\/p>\n<p>No dia a dia dos parques, \u201cocorr\u00eancia\u201d \u00e9 um termo comum no vocabul\u00e1rio dos vigilantes e gestores. \u201c\u00c9 uma ocorr\u00eancia que temos direto aqui, mas n\u00e3o pode\u201d, relata a gestora Ma\u00edra Galvanese se referindo ao corte de \u00e1rvores. Ma\u00edra \u00e9 uma das respons\u00e1veis pelo Parque Natural Municipal do Varginha, localizado no Graja\u00fa. Al\u00e9m de \u201csupress\u00e3o arb\u00f3rea\u201d, pesca, furtos e outras ilegalidades s\u00e3o enquadradas em ocorr\u00eancias e acontecem com frequ\u00eancia no entorno dos parques.<\/p>\n<p>Via Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (LAI), Babel pediu para a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) o compilado das ocorr\u00eancias desde a abertura dos parques, em 2012. Os dados s\u00e3o contabilizados apenas a partir de 2015 \u2013 ainda assim, de forma lacunar. \u00c9 poss\u00edvel observar aumentos nas ocorr\u00eancias em todas as quatro unidades da zona Sul abertas ao p\u00fablico. Os n\u00fameros exclusivos que voc\u00ea confere a seguir s\u00e3o do Parque Varginha, que possui os registros mais completos.<\/p>\n<p>Em 2017, de janeiro a dezembro, o Varginha teve 71 ocorr\u00eancias. Esse total aumentou mais que nove vezes: pulou para 684 at\u00e9 o fim de 2022, um aumento de 863%.<\/p>\n<p>A zona Sul de S\u00e3o Paulo abriga quatro Parques Naturais Municipais. Al\u00e9m do Varginha, h\u00e1 o Itaim, Jaceguava e o Boror\u00e9. Na maior cidade da Am\u00e9rica Latina, eles funcionam como uma barreira de prote\u00e7\u00e3o dos 12% remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica no Brasil. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m servem o prop\u00f3sito de educa\u00e7\u00e3o ambiental, com pesquisas cient\u00edficas sendo realizadas.<\/p>\n<p>S\u00e3o esses espa\u00e7os que puxam para cima a cobertura arb\u00f3rea da zona Sul. De acordo com um relat\u00f3rio da SVMA, a subprefeitura de Parelheiros tem 83% de seu territ\u00f3rio coberto por copas de \u00e1rvores. Ma\u00edra define a zona Sul como \u201ca p\u00e9rola da cidade\u201d ao lembrar da import\u00e2ncia hidrogr\u00e1fica, agr\u00edcola e ambiental da regi\u00e3o. \u201cMas vem passando por um processo complicado\u201d, ela continua.<\/p>\n<p>O alerta n\u00e3o vem ao acaso, j\u00e1 que o aumento de ocorr\u00eancias extrapola os limites do Varginha. Nos 276 hectares do Jaceguava, por exemplo, esse total passou de 93 em 2016 para 238 em 2022, o que representou um aumento de 2,5%. Nem todas as ocorr\u00eancias s\u00e3o causadas pela a\u00e7\u00e3o humana, mas pessoas ligadas \u00e0 gest\u00e3o dos parques j\u00e1 correlacionam o aumento das amea\u00e7as ao avan\u00e7o da urbaniza\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o da mancha urbana em S\u00e3o Paulo e seus efeitos delet\u00e9rios para a natureza j\u00e1 haviam sido explicitados pelo ent\u00e3o vereador Gilberto Natalini em um dossi\u00ea de agosto de 2019. A regi\u00e3o do Graja\u00fa sofreu com um desmatamento de 256.820 m\u00b2. Parelheiros teve aproximadamente 740.860 m\u00b2 de destrui\u00e7\u00e3o. O documento apontava a constru\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00f5es e a a\u00e7\u00e3o de criminosos como causas do desmatamento.<\/p>\n<h3>Linha de frente<\/h3>\n<p>A ocorr\u00eancia do dia 17 de dezembro de 2018 d\u00e1 uma ideia de como ocorrem os ataques. Naquela \u00e9poca, a SVMA constatou a derrubada e retirada da cerca e a supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o dentro da \u00e1rea do parque Varginha. \u00c1rea afetada: 2 mil m\u00b2. Dois homens derrubavam \u00e1rvores com foices. Quando os guardas civis metropolitanos adentraram na mata, o mandante fugiu.<\/p>\n<p>Quem realiza os registros das ocorr\u00eancias s\u00e3o principalmente os vigilantes dos parques. Nesse campo, Claudionor Santana \u00e9 figura conhecida. Ele trabalha nos Parques Naturais Municipais desde que foram inaugurados, em 2012. De l\u00e1 para c\u00e1, ele tem o \u00e1lbum da zona Sul quase completo: come\u00e7ou no Varginha, passou pelo Boror\u00e9 e pelo Itaim at\u00e9 terminar como chefe de vigil\u00e2ncia do Varginha, onde trabalha atualmente.<\/p>\n<p>Nesse tempo, ele notou algumas diferen\u00e7as: &#8220;Quando eu cheguei, tinha que ter coragem para trabalhar aqui. Era mata grande, tudo sujo. Hoje em dia \u00e9 um para\u00edso&#8221;.<\/p>\n<p>Claudionor \u00e9 quem tamb\u00e9m acompanha os visitantes do Varginha nas trilhas que o parque abriga e foi o plantonista que mais registrou ocorr\u00eancias nos \u00faltimos anos. Em entrevista, ele relata seu dia a dia de ocorr\u00eancias, representadas por trabalho religioso e at\u00e9 inc\u00eandios. Nesse \u00faltimo caso, os vigilantes contam com a forma\u00e7\u00e3o como brigadistas para combater as chamas. At\u00e9 agosto de 2022, foram 47 ocorr\u00eancias relacionadas a inc\u00eandios de um total de 992 no Varginha.<\/p>\n<h3>Um ponto verde no mar cinza<\/h3>\n<p>Antes de Claudionor, a primeira figura com a qual o visitante do Varginha se depara antes de entrar no parque \u00e9 a do zelador Ivan Bernardo. \u00c9 ele que controla a entrada e sa\u00edda de pessoas e anota a origem de cada um dos visitantes. No decorrer de um fim de semana agitado, ele conta que o parque recebe cerca de 200 visitantes, n\u00famero que os funcion\u00e1rios consideram ainda baixo para os potenciais de lazer que os parques t\u00eam.<\/p>\n<p>Ivan mora em Parelheiros, \u00e1rea pr\u00f3xima do Varginha, e vai de bicicleta ao trabalho. Demora 50 minutos para chegar a um de seus lugares favoritos: \u201c\u00c9 um lugar de paz. \u00c9 maravilhoso trabalhar aqui\u201d.<\/p>\n<p>De fato, quem est\u00e1 acostumado com a vida ca\u00f3tica, barulhenta e quente de S\u00e3o Paulo e espera encontrar o mesmo dentro dos parques ter\u00e1 um choque. As buzinas d\u00e3o espa\u00e7o ao som de p\u00e1ssaros e o calor do concreto troca de lugar com o frescor oferecido pelas in\u00fameras \u00e1rvores encontradas no local.<\/p>\n<p><figure id=\"attachment_859\" aria-describedby=\"caption-attachment-859\" style=\"width: 747px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-859 size-large\" src=\"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/arvore-min-1152x768.jpg\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/arvore-min-1152x768.jpg 1152w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/arvore-min-300x200.jpg 300w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/arvore-min-768x512.jpg 768w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/arvore-min-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/arvore-min-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-859\" class=\"wp-caption-text\">L\u00edquens da cor vermelha nas \u00e1rvores indicam ambiente pouco polu\u00eddo [Foto: Let\u00edcia Gouveia]<\/figcaption><\/figure><span style=\"font-weight: 400\">Parques Naturais Municipais comp\u00f5em uma das categorias de unidades de conserva\u00e7\u00e3o (UCs), modalidade estabelecida pela lei federal n\u00ba 9.985, de 18 de julho de 2000. \u00c9 dever desses espa\u00e7os conciliar conserva\u00e7\u00e3o ambiental com educa\u00e7\u00e3o, pesquisa e visita\u00e7\u00e3o. Confira os hor\u00e1rios de funcionamento <\/span><a href=\"https:\/\/www.prefeitura.sp.gov.br\/cidade\/secretarias\/meio_ambiente\/unid_de_conservacao\/index.php?p=3339\"><span style=\"font-weight: 400\">aqui<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. Eles tamb\u00e9m servem para preservar a fauna e a flora \u2013 h\u00e1, inclusive, a presen\u00e7a de animais resgatados em parques.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com o Painel de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o Brasileiras, a maioria das UCs do Brasil existe para a preserva\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica. 1.589 unidades est\u00e3o localizadas neste bioma, o que representa 59,76% do total brasileiro (no quesito \u00e1rea demarcada por UCs, a Mata Atl\u00e2ntica s\u00f3 perde para a Amaz\u00f4nia). Destas, 396 s\u00e3o administradas pelo poder municipal. \u201c[O Parque Natural Municipal] \u00c9 uma forma de garantir que pelo menos um peda\u00e7o da cidade tenha vegeta\u00e7\u00e3o nativa\u201d, explica Rodrigo Martins, diretor da Divis\u00e3o de Patrim\u00f4nio Ambiental (DPA) da SVMA.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A paz que sente Ivan e que tamb\u00e9m \u00e9 citada por Claudionor n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica vantagem que esses parques oferecem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. De acordo com Reinaldo Tadeu, professor da Escola de Artes, Ci\u00eancias e Humanidades (EACH) da USP, os Parques Naturais Municipais \u201cs\u00e3o provedores da vida. Essas \u00e1reas naturais protegidas garantem que a gente possa continuar vivendo aqui por meio de uma s\u00e9rie de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos para a Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, especialmente \u00e1gua\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ele lembra que os parques da zona Sul encontram-se em regi\u00f5es de mananciais. Ou seja, boa parte da \u00e1gua que vai para regi\u00f5es mais centrais da cidade sai de l\u00e1. Al\u00e9m disso, eles tamb\u00e9m servem para drenagem e conserva\u00e7\u00e3o do solo e da vegeta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><figure id=\"attachment_860\" aria-describedby=\"caption-attachment-860\" style=\"width: 747px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-860 size-large\" src=\"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/macaco-min-1152x768.jpg\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/macaco-min-1152x768.jpg 1152w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/macaco-min-300x200.jpg 300w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/macaco-min-768x512.jpg 768w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/macaco-min-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/macaco-min-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-860\" class=\"wp-caption-text\">Macaco sagui \u00e9 presen\u00e7a recorrente dentro dos parques [Foto: Let\u00edcia Gouveia]<\/figcaption><\/figure><span style=\"font-weight: 400\">As atividades de pesquisa nos parques geralmente s\u00e3o privil\u00e9gio de pesquisadores que visitam os locais. Mas h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es. Quando trabalhava no Boror\u00e9, Claudionor fez as vezes de acad\u00eamico quando encontrou uma esp\u00e9cie de macaco diferente daquelas que davam as caras nas trilhas e estruturas do parque. Entusiasmado com a novidade, ele tirou uma foto e mandou no grupo com a gest\u00e3o do parque.<\/span><\/p>\n<p>Com isso, Claudionor descobria algo in\u00e9dito: a esp\u00e9cie de macaco sau\u00e1 andava frequentando o parque. \u201cAt\u00e9 hoje, quando tem curso, ele [o gestor do parque] fala desse macaco e que \u00e9 importante a gente tirar foto. Me deram um monte de parab\u00e9ns, foi legal\u201d, ele conta com um sorriso no rosto.<\/p>\n<h3>A amea\u00e7a<\/h3>\n<p>O embate que as folhas das \u00e1rvores travam dia e noite no territ\u00f3rio dos parques naturais h\u00e1 tempos deixou de ser o \u00fanico conflito encontrado na regi\u00e3o. Com a expans\u00e3o urbana desenfreada, a preserva\u00e7\u00e3o ambiental na cidade entrou em perigo. No extremo da zona Sul, a situa\u00e7\u00e3o se agrava, j\u00e1 que, por ser uma regi\u00e3o mais pobre, a instala\u00e7\u00e3o de moradias irregulares pr\u00f3ximas de mananciais se torna uma das \u00fanicas e mais baratas op\u00e7\u00f5es para uma popula\u00e7\u00e3o distante de programas habitacionais do poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>Segundo a Prefeitura de S\u00e3o Paulo, das 3.405 ocorr\u00eancias atendidas pelas Inspetorias de Defesa Ambiental (IDAM) na capital paulista em 2022, 312 foram em ocupa\u00e7\u00f5es irregulares.<\/p>\n<p>\u201c[Na zona Sul] Temos a polui\u00e7\u00e3o dos c\u00f3rregos pelo tratamento do esgoto que n\u00e3o \u00e9 coletado, queimada e ca\u00e7a, mas o grande problema \u00e9 a expans\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o desordenada\u201d, descreve Rodrigo Martins, que j\u00e1 foi gestor da \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) Boror\u00e9-Col\u00f4nia, onde os parques da zona Sul se localizam.<\/p>\n<p>Entre o Boror\u00e9 e um conjunto de moradias, h\u00e1 alguns metros de terra e de represa. Por isso, a ronda de fiscaliza\u00e7\u00e3o dentro do parque tamb\u00e9m \u00e9 feita com bote, por meio do qual os vigilantes j\u00e1 flagraram atividades de pesca irregular.<\/p>\n<p><figure id=\"attachment_861\" aria-describedby=\"caption-attachment-861\" style=\"width: 747px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-861 size-large\" src=\"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/moradias-min-min-1152x768.jpg\" alt=\"\" width=\"747\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/moradias-min-min-1152x768.jpg 1152w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/moradias-min-min-300x200.jpg 300w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/moradias-min-min-768x512.jpg 768w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/moradias-min-min-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/moradias-min-min-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-861\" class=\"wp-caption-text\">Conjunto de moradias nos arredores do Parque Natural Municipal do Boror\u00e9 [Foto: Let\u00edcia Gouveia]<\/figcaption><\/figure>Kleber Rodrigues \u00e9 gestor do Boror\u00e9 e explica que morar l\u00e1, a dezenas de quil\u00f4metros do centro da cidade, \u00e9 mais barato. Com cerca de R$ 30 mil ou at\u00e9 trocando um carro \u00e9 poss\u00edvel garantir uma moradia. \u201cPor isso se adensa muito aqui\u201d, ele relata.<\/p>\n<p>O Boror\u00e9 foi outro parque que viu o n\u00famero de ocorr\u00eancias aumentar ao longo dos anos. Elas pularam de 24 em 2016 para 210 em 2021. Neste \u00faltimo ano, supress\u00e3o arb\u00f3rea, vest\u00edgios de fogueira, queda de \u00e1rvore e ca\u00e7a foram as mais frequentes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desse conflito, h\u00e1 tamb\u00e9m grandes empreendimentos na regi\u00e3o. O Rodoanel \u00e9 o principal deles. Os Parques Naturais Municipais vieram como compensa\u00e7\u00e3o ambiental do Rodoanel, constru\u00eddo no in\u00edcio do s\u00e9culo. Em outras palavras, o empreendimento teve que abrir espa\u00e7o nas \u00e1reas verdes paulistanas, mas foi obrigado a compensar essa \u00e1rea com a constru\u00e7\u00e3o dos parques. \u201cNenhuma compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 exata, porque h\u00e1 uma perda irrepar\u00e1vel, mas a cidade provavelmente n\u00e3o teria esses parques se n\u00e3o fosse o Rodoanel\u201d, afirma Rodrigo.<\/p>\n<p>Durante o per\u00edodo de constru\u00e7\u00e3o do Trecho Sul do Rodoanel, uma s\u00e9rie de estudos apontou os riscos ambientais deste empreendimento. Em maio de 2002, um relat\u00f3rio enviado \u00e0 SVMA e encomendado pela Companhia Desenvolvimento Rodovi\u00e1rio S.A (Dersa) \u2013 respons\u00e1vel pelo empreendimento \u2013 indicou que o Rodoanel iria afetar 75 rios. Al\u00e9m disso, 700 hectares seriam atingidos na \u00e1rea que abriga as represas Billings e Guarapiranga. O relat\u00f3rio tamb\u00e9m apontou um desmatamento de 258 hectares, afetando 1.225 fam\u00edlias e 98 estabelecimentos comerciais.<\/p>\n<p>Atualmente, o Rodoanel tem uma rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o muito harm\u00f4nica com os parques. No ouvido de quem frequenta esses espa\u00e7os, o barulho de p\u00e1ssaros e folhas convive com o som dos autom\u00f3veis que cruzam o Rodoanel ininterruptamente. Al\u00e9m disso, os vigilantes dos parques contam que a chegada do Rodoanel agravou o risco de inc\u00eandios, j\u00e1 que muitos deles s\u00e3o causados por bitucas de cigarro arremessadas da rodovia.<\/p>\n<p>Diante disso tudo, alguns j\u00e1 preveem um futuro nebuloso para as \u00e1reas verdes da zona Sul. \u201cSe a gente n\u00e3o segurar [a expans\u00e3o], ela s\u00f3 vai [avan\u00e7ar]. Daqui uns 15 anos, a gente s\u00f3 vai ter aqui na zona Sul os parques naturais, a terra ind\u00edgena e o Parque Estadual da Serra do Mar\u201d, prev\u00ea Ma\u00edra. Ela mesma j\u00e1 teve que mudar de parque por seis meses depois que indiv\u00edduos supostamente ligados ao narcotr\u00e1fico visitaram o Varginha para \u201ccobrar\u201d uma chamada feita \u00e0 pol\u00edcia. Os agentes foram acionados por conta de uma constru\u00e7\u00e3o irregular que estava sendo feita no entorno do parque.<\/p>\n<p>No Varginha, das 992 ocorr\u00eancias de 2017 a 2022, 76,4% tiveram origem humana, segundo c\u00e1lculo feito por Babel. Res\u00edduos e supress\u00e3o arb\u00f3rea foram as mais frequentes.<\/p>\n<p>As UCs de maneira geral n\u00e3o parecem estar nos planos daqueles que governam. Os anos de 2008 e 2010 foram os que tiveram a maior quantidade de UCs criadas na Mata Atl\u00e2ntica: foram 100 e 96, respectivamente. Em 2022, esse n\u00famero ficou em 5. Na cidade de S\u00e3o Paulo especificamente, a gest\u00e3o do prefeito Ricardo Nunes (MDB) prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de duas UCs at\u00e9 2024.<\/p>\n<p>Poucas andam sendo criadas e as que j\u00e1 existem aparentam esvaziadas. Das 1.589 UCs na Mata Atl\u00e2ntica, 1.253 n\u00e3o possuem Plano de Manejo, que s\u00e3o documentos t\u00e9cnicos respons\u00e1veis por direcionar o uso da \u00e1rea das UCs. Outra grande parte, 1.145, n\u00e3o possui Conselho Gestor. Para o professor Reinaldo, a falta desses conselhos \u00e9 fatal: \u201cA boa governan\u00e7a desses espa\u00e7os passa necessariamente pela participa\u00e7\u00e3o social e popular. Por isso que todos esses espa\u00e7os na cidade de S\u00e3o Paulo preveem Conselhos Gestores\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em meio a tanta pedra, S\u00e3o Paulo ainda guarda a sua selva. 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