{"id":774,"date":"2022-12-16T20:56:17","date_gmt":"2022-12-16T23:56:17","guid":{"rendered":"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=774"},"modified":"2022-12-16T20:58:20","modified_gmt":"2022-12-16T23:58:20","slug":"quando-a-terapia-nao-e-para-todo-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=774","title":{"rendered":"Quando a terapia n\u00e3o \u00e9 para todo mundo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Luana Maria Benedito e Matheus Zanin<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo come\u00e7ou quando a jornalista Mariana Arrudas, 21 anos, decidiu iniciar terapia virtual ap\u00f3s seu trabalho fornecer sess\u00f5es gratuitas na \u00e9poca da pandemia. O que era pra ser uma experi\u00eancia agrad\u00e1vel, por\u00e9m, acabou se tornando traumatizante com o passar do tempo. Segundo ela, a profissional passou a assumir um tom mais agressivo em suas \u00faltimas consultas, com uma situa\u00e7\u00e3o que fez Mariana desistir de continuar a fazer terapia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;O pior momento foi no Dia dos Namorados de 2020. Eu falei que eu estava chateada por n\u00e3o poder comemorar do jeito que eu queria, por causa da pandemia. Ela surtou, dizendo que eu era muito mimada e infantil, que meu namorado era um coitado por estar me aguentando falar aquelas coisas para ele.&#8221;\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante a \u00faltima sess\u00e3o, Mariana come\u00e7ou a chorar na frente da profissional, que reafirmou as falas anteriores. Ap\u00f3s desligar o computador, decidiu que n\u00e3o iria mais fazer terapia. &#8220;Eu fiquei com muita vergonha de voltar l\u00e1 e explicar para a psic\u00f3loga que eu n\u00e3o havia gostado da forma como ela me tratou&#8221;, diz a jornalista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O caso de Mariana n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico que demonstra a quebra de expectativa com a terapia, que pode ocorrer por diversos fatores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com o psic\u00f3logo e pesquisador pela Universidade de Verona, na It\u00e1lia, Danillo Lisboa, grande parte da quebra de expectativas com a terapia ocorre em decorr\u00eancia de algo muito mais profundo e complexo <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u2014 a<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> cren\u00e7a em uma \u201cf\u00f3rmula m\u00e1gica\u201d que resolver\u00e1 todos os problemas da vida da pessoa e a ideia de que todas as pessoas precisam de terapia. \u201cEstamos vendo a transforma\u00e7\u00e3o de sintomas sociais em uma patologiza\u00e7\u00e3o do ind\u00edviduo\u201d, ele explica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Luiza*, 22 anos, tamb\u00e9m teve uma experi\u00eancia insatisfat\u00f3ria ao se submeter a tratamento psicol\u00f3gico. Ela procurou a psicoterapia por sofrer de vaginismo, uma disfun\u00e7\u00e3o sexual que provoca espasmos involunt\u00e1rios da musculatura da vagina, incapacitando qualquer tipo de penetra\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em outubro de 2021, ap\u00f3s passar numa consulta com ginecologista para abordar a quest\u00e3o, Luiza foi encaminhada pela m\u00e9dica para uma sex\u00f3loga que dizia ter o tratamento ideal para o vaginismo, aliando o acompanhamento psicol\u00f3gico com o uso de dilatadores que tradicionalmente s\u00e3o utilizados no processo de cura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEla disse que tinha estudado e conseguido criar um m\u00e9todo que poderia ter resultado com apenas uma pessoa\u201d aplicando o tratamento, conta Luiza. \u201cIsso era muito atraente para mim, tanto no sentido financeiro quanto de disponibilidade.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A princ\u00edpio, o tratamento funcionou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu nunca tinha estado t\u00e3o aberta a abordar minha sexualidade e essas quest\u00f5es que eu tinha relacionadas a sexo no geral e rela\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o eu acreditava no processo, eu via de certo modo sim, uma evolu\u00e7\u00e3o\u201d, conta Luiza.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em mar\u00e7o, por\u00e9m, Luiza e a profissional que a atendia resolveram mutuamente impor uma alta tempor\u00e1ria \u00e0 paciente. Por volta de maio, ela come\u00e7ou a namorar, o que a motivou a buscar novamente o tratamento da sex\u00f3loga, e foi ent\u00e3o que ela sentiu que as coisas n\u00e3o estavam indo para frente, uma vez que a profissional insistia num formato de tratamento que n\u00e3o estava revelando progressos pr\u00e1ticos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEsse segundo momento foi ruim porque eu n\u00e3o sentia os avan\u00e7os. Ela continuava me oferecendo sempre a mesma solu\u00e7\u00e3o de que \u2018ah, \u00e9 s\u00f3 voc\u00ea tentar, voc\u00ea tem que relaxar mais\u2019. Eu tenho literalmente uma contra\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria do meu m\u00fasculo, como voc\u00ea fala para eu relaxar? Eu n\u00e3o tenho nem a minha pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o do que o m\u00fasculo faz, como que eu vou poder pensar em relaxar?\u201d, desabafa ela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para piorar, no retorno \u00e0 terapia, Luiza percebeu um grande distanciamento de posicionamento pol\u00edtico entre ela e a psic\u00f3loga.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cMuitas vezes ela me dava solu\u00e7\u00f5es de modos meio neoliberais de lidar com o problema: \u2018Voc\u00ea \u00e9 o problema. Melhore. Voc\u00ea consegue\u2019. Eu me sentia numa <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">coach<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, conta ela, acrescentando que a sex\u00f3loga chegou a recomendar que ela assistisse pornografia como parte do tratamento, sendo que Luiza v\u00ea a pornografia como uma forma de explorar o corpo das mulheres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNo final do processo ela dizia que o problema era que eu n\u00e3o era mulher o suficiente, que quando eu n\u00e3o tivesse mais medo, quando eu aceitasse a minha feminilidade, isso \u00e9 o que me liberaria para o meu eu naturalmente, e, assim que eu percebesse isso, eu iria relaxar instantaneamente\u201d, diz ela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No final, a solu\u00e7\u00e3o foi largar a sex\u00f3loga e buscar a fisioterapia, que trouxe resultados de forma mais r\u00e1pida do que Luiza esperava.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNa fisioterapia p\u00e9lvica, foram apenas tr\u00eas meses de exerc\u00edcios di\u00e1rios. E n\u00e3o s\u00f3 isso, mas massagem p\u00e9lvica, outras outras estrat\u00e9gias dentro da fisioterapia. Deu tr\u00eas meses, resolveu o problema\u201d, conta ela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Monica Valiante Tobias (@monicafisiopelvica no Instagram), fisioterapeuta p\u00e9lvica, explica que, embora disfun\u00e7\u00f5es como o vaginismo muitas vezes estejam associadas a quest\u00f5es psicol\u00f3gicas, como traumas de inf\u00e2ncia e abusos sexuais, h\u00e1 casos em que a causa \u00e9 puramente f\u00edsica. \u201cPode ser de uma queda a um atleta que faz ciclismo e tem muito impacto no assoalho p\u00e9lvico, o que pode desencadear essa contra\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria da musculatura ou essa dor na musculatura\u201d, diz a especialista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, ela n\u00e3o descarta a necessidade de combinar os dois tipos de tratamento, quando necess\u00e1rio. \u201cPode ter tanto uma liga\u00e7\u00e3o s\u00f3 psicossom\u00e1tica, pode ser uma liga\u00e7\u00e3o s\u00f3 f\u00edsica e pode ter os dois associados. J\u00e1 tive casos de a gente resolver a parte f\u00edsica e comigo ali em consult\u00f3rio tudo funcionava super bem, a gente j\u00e1 tinha chegado a n\u00e3o ter mais dor nenhuma, por\u00e9m na rela\u00e7\u00e3o a paciente travava, ent\u00e3o a\u00ed foi um caso que eu tive que encaminhar para a psicoterapia, porque era necess\u00e1ria essa parceria\u201d, diz Monica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Luiza\u00a0 ressalva: \u201cNessa discuss\u00e3o geral sobre terapia que temos hoje em dia, se esquece muito o fator social. Qual \u00e9 a realidade econ\u00f4mica que vivemos, em qual sistema, como se constroem as rela\u00e7\u00f5es produtivas. E eu acho que isso muitas vezes \u00e9 deixado de lado e sempre vai muito para esse vi\u00e9s \u2018a terapia vai salvar a todos\u2019. Ou seja, \u00e9 quase como se o terapeuta fosse um mission\u00e1rio.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Do outro lado do div\u00e3, o terapeuta tamb\u00e9m pode sentir que n\u00e3o \u00e9 mais capaz de atender seu paciente. \u201cEle precisa passar por supervis\u00f5es frequentes, dos pr\u00f3prios atendimentos que ele realiza\u201d, explica Danillo ao indicar a import\u00e2ncia da pr\u00f3pria an\u00e1lise pessoal do profissional.\u00a0 \u201c\u00c9 preciso n\u00e3o misturar quest\u00f5es pessoais com as do paciente\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>Nem todo mundo precisa de terapia<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quest\u00f5es b\u00e1sicas como infraestrutura, moradia, sa\u00fade, alimenta\u00e7\u00e3o e acesso \u00e0 cultura, por exemplo, que poderiam ser fatores de bem-estar e de promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade mental, est\u00e3o sendo esquecidas pelas pessoas, que passam a considerar todos os males como alguma fraqueza psicol\u00f3gica e que precisa ser resolvida no consult\u00f3rio. \u201c\u00c9 muita irresponsabilidade a gente dizer que uma pessoa que perdeu o emprego precisa de terapia. Ela precisa de um emprego\u201d, diz Danillo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro fator que pode influenciar na banaliza\u00e7\u00e3o da terapia e gerar decep\u00e7\u00f5es em pacientes \u00e9 a crescente onda de propagandas de psic\u00f3logos em redes sociais, conforme conta Danillo. \u201cDiferentes profissionais est\u00e3o indo para as redes sociais e divulgando recortes de sintomas As pessoas come\u00e7am a achar que aquilo \u00e9 dela e que precisa estar fazendo tratamento Ao mesmo tempo em que a psicoeduca\u00e7\u00e3o \u00e9 algo positivo para o p\u00fablico, ela remove a subjetividade do indiv\u00edduo, porque aquela fator vira de todo mundo, n\u00e3o \u00e9 mais singular.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Enquanto a terapia continua trazendo diversos benef\u00edcios \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, muitas situa\u00e7\u00f5es pelas quais as pessoas buscam realizar consultas com psic\u00f3logos podem ser resolvidas por meio de outras alternativas. \u201cSe todo mundo precisa de terapia, \u00e9 porque ningu\u00e9m precisa\u201d, Danillo finaliza.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Falta de empatia na rela\u00e7\u00e3o psic\u00f3logo-paciente e problemas fisiol\u00f3gicos s\u00e3o motivos para deixar o div\u00e3. 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