{"id":717,"date":"2022-12-13T20:42:30","date_gmt":"2022-12-13T23:42:30","guid":{"rendered":"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=717"},"modified":"2022-12-16T21:11:08","modified_gmt":"2022-12-17T00:11:08","slug":"dissecando-o-true-crime","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=717","title":{"rendered":"Dissecando o true crime"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aos 18 anos, o americano Steven Hicks achou que era uma boa ideia pedir carona a um estranho na beira da estrada, o que nos anos 70 era algo comum. Um homem aceitou levar o jovem hippie, mas prop\u00f4s uma pequena escala antes do destino final. Na parada, o motorista levou Steven at\u00e9 sua pr\u00f3pria casa onde o embebedou, o espancou com um halter e o estrangulou at\u00e9 a morte. Depois, desmembrou seu corpo, queimou as partes num forno el\u00e9trico, se livrou das cinzas e enterrou os ossos que sobraram no quintal de sua casa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa descri\u00e7\u00e3o \u00e9 do primeiro assassinato de Jeffrey Dahmer, um serial killer americano cuja hist\u00f3ria foi transformada em s\u00e9rie de TV. Desde seu lan\u00e7amento, a produ\u00e7\u00e3o da Netflix \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Dahmer: Um Canibal Americano\u201d (2022)<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, j\u00e1 alcan\u00e7ou mais de 196 milh\u00f5es de pessoas, o que equivale a mais de 2.500 Maracan\u00e3s lotados assistindo \u00e0 hist\u00f3ria da sequ\u00eancia de barb\u00e1ries.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/economictimes.indiatimes.com\/thumb\/height-450,width-600,imgsize-104160,msid-94336651\/monster-the-jeffrey-dahmer-story-premiers-on-netflix-check-release-date-key-details.jpg?from=mdr\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O termo \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">true crime\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que vem do ingl\u00eas e significa crime real, \u00e9 utilizado para denominar produ\u00e7\u00f5es audiovisuais como filmes, document\u00e1rios, podcasts e s\u00e9ries que retratam as hist\u00f3rias de atrocidades verdadeiras, expondo detalhadamente as ocorr\u00eancias brutais, as investiga\u00e7\u00f5es policiais e as consequ\u00eancias do que aconteceu.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>E por que tanta gente se interessa por hist\u00f3rias de virar o est\u00f4mago?<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O estudante Vinicius Garcia, de 21 anos, conta que j\u00e1 assistiu a document\u00e1rios de crimes reais todos os dias. \u201c\u00c0s vezes, eu at\u00e9 acordava mais cedo do que realmente era necess\u00e1rio para poder ver pelo menos um epis\u00f3dio. Era algo que me motivava a pular da cama.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para ele, o interesse veio antes por produ\u00e7\u00f5es documentais no geral do que pelo tema de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">true crime<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que por serem os que fazem maior sucesso, acabaram caindo no gosto do estudante: \u201cmeu amor por document\u00e1rio foi virando amor por crimes reais. Ent\u00e3o, sempre que eu ia escolher um pr\u00f3ximo para assistir, n\u00e3o ia escolher um da National Geographic sobre um urso polar, escolheria um da Netflix sobre um crime porque eles geralmente t\u00eam sempre o mesmo formato que me agrada.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Min\u00e9ia Esteves, diretora administrativa, prefere ver filmes e s\u00e9ries nos quais as atrocidades t\u00eam solu\u00e7\u00e3o, \u201cque o culpado j\u00e1 tenha sido identificado e entender a forma como a pol\u00edcia investiga os casos.\u201d Ela entrou neste mundo dos f\u00e3s de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">true crime<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> muito antes do \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">hype<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, nos anos 90, quando assistia ao programa Cidade Alerta, que\u00a0 mostrava encena\u00e7\u00f5es de crimes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O psiquiatra Daniel Barros explica que isso \u00e9 comum: \u201c\u00e9 muito prazeroso para o c\u00e9rebro humano resolver quest\u00f5es, encontrar respostas\u201d, ent\u00e3o o apelo do g\u00eanero <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">true crime <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">n\u00e3o vem tanto da curiosidade pela viol\u00eancia, e sim pela investiga\u00e7\u00e3o, pelo desvendar dos mist\u00e9rios que envolvem os crimes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, outro fator importante que explica o interesse da sociedade por esse tema \u00e9 tamb\u00e9m a figura do vil\u00e3o: \u201cn\u00f3s gostamos de vil\u00f5es porque eles representam o sujeito sem freio, sem restri\u00e7\u00f5es da sociedade e temos curiosidade em ver como \u00e9 viver sem regras. Ver eles se darem mal no final por terem feito o que fizeram tamb\u00e9m \u00e9 um ponto.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Min\u00e9ia diz que, a partir dos filmes, passa a ficar mais atenta ao seu redor e \u00e0s formas de se proteger de poss\u00edveis crimes. Dr. Barros explica que essa rela\u00e7\u00e3o que a diretora estabeleceu com os programas que assiste pode ser perigosa em alguns casos, pois existem pessoas que desenvolvem sintomas de ansiedade ao ficarem muito expostas a esse tipo de conte\u00fado: \u201cnosso c\u00e9rebro molda a nossa vis\u00e3o da realidade a partir daquilo que vemos\u201d. A pessoa que cria essa realidade ilus\u00f3ria pode acabar ficando sob a impress\u00e3o de que esses crimes s\u00e3o rotineiros e isso pode trazer um desgaste psicol\u00f3gico, ansiedade e inseguran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vinicius, por sua vez, n\u00e3o sente medo dos filmes exatamente por ter consci\u00eancia de que, como Daniel explica, esses casos n\u00e3o s\u00e3o rotineiros e est\u00e3o muito distantes da sua realidade: \u201ccrimes realizados nos Estados Unidos, na minha vis\u00e3o, t\u00eam muito a ver com a falta de seguran\u00e7a nas casas dos sub\u00farbios americanos. Simplesmente n\u00e3o tem muro, n\u00e3o tem grade, n\u00e3o tem port\u00e3o, voc\u00ea pode chegar at\u00e9 a porta, pode chegar at\u00e9 a porta de tr\u00e1s, pode chegar em todas as janelas, pode chegar no telhado, ent\u00e3o eu vejo esses crimes e n\u00e3o sinto medo, porque eu moro num pr\u00e9dio. N\u00e3o tem como um maluco sair com uma faca pela rua e abrir minha janela, entrar no meu quarto e me dar uma facada, sabe?\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas, essas barb\u00e1ries n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o distantes assim. Inclusive, \u00e0s vezes, est\u00e3o dentro de casa. Como \u00e9 o caso Richthofen,<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">um dos crimes mais famosos do Brasil, no qual Suzane Von Richthofen, a filha mais velha de uma fam\u00edlia da elite paulistana, ordenou e colaborou com o assassinato de seus pais, que foi executado por seu namorado e seu cunhado, os irm\u00e3os Cravinhos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2020, o diretor e cineasta brasileiro Maur\u00edcio E\u00e7a lan\u00e7ou dois filmes sobre este caso: \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A Menina que Matou os Pais\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Menino que Matou meus Pais\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, ambos estrelados por Carla Diaz. Na semana seguinte ao lan\u00e7amento dos filmes, as buscas no Google pelo nome \u201cSuzane von Richthofen\u201d subiram 560%, de acordo com dados da pr\u00f3pria plataforma.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/diariodonordeste.verdesmares.com.br\/image\/contentid\/policy:1.3140757:1632682229\/WhatsApp%20Image%202021-09-26%20at%203.52.19%20PM.jpeg?f=16x9&amp;h=240&amp;w=425&amp;$p$f$h$w=b1fe834\" alt=\"dois posteres lado a lado das produ\u00e7\u00f5es \" width=\"544\" height=\"306\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Maur\u00edcio conta que o g\u00eanero \u00e9 muito delicado e que h\u00e1 muita coisa envolvida: \u201cA maior dificuldade em retratar casos reais na fic\u00e7\u00e3o \u00e9 o cuidado com a hist\u00f3ria em si, o cuidado em contar algo t\u00e3o s\u00e9rio sem ultrapassar o limite\u201d. Ele refor\u00e7a que \u00e9 extremamente necess\u00e1rio estudar e respeitar o processo judicial, especialmente em casos de tanta for\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O diretor, entretanto, mesmo trabalhando com temas dif\u00edceis como esses, se mostra positivo em rela\u00e7\u00e3o aos impactos de obras <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">true crime<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: \u201cAcredito que \u00e9 muito importante que possamos entender melhor a mente humana e esses filmes podem ser um caminho para isso.\u201d<\/p>\n<p><strong>Por Adriana Teixeira e Sofia Kassab<\/strong><br \/>\n<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Aos 18 anos, o americano Steven Hicks achou que era uma boa ideia pedir carona a um estranho na beira da estrada, o \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=717\"> <\/a>","protected":false},"author":96,"featured_media":780,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[113],"tags":[118,119,116,117,115,120],"class_list":["post-717","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-revista-babel-dezembro-2022","tag-crime","tag-crime-real","tag-documentario","tag-podcast","tag-serie","tag-true-crime"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.10 - 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