{"id":523,"date":"2022-10-14T21:13:55","date_gmt":"2022-10-15T00:13:55","guid":{"rendered":"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=523"},"modified":"2022-12-13T20:27:19","modified_gmt":"2022-12-13T23:27:19","slug":"de-volta-para-o-passado-como-a-nostalgia-se-tornou-estrategia-dominante-no-mercado-audiovisual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=523","title":{"rendered":"De volta para o passado: como a nostalgia se tornou estrat\u00e9gia dominante no mercado audiovisual"},"content":{"rendered":"\r\n<p class=\"has-text-align-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/F9TsvFo6hzNpDxvBQxDgUN31pxfEeLRPO8Rtc6vGBNzSz8HGXg6GBXAWd4Rqk8AZbfbyk58roF_1cV5xtAMIhtAgvt-BTvyR7diXYxVunVABxr-AB5cBqOraW8ap1MyhVvwez_Z1fKs8Ccl26P3iEgAhHhhkWwLkRKPB5b1g8d7QJZFo7gtIMMglYw\" width=\"602\" height=\"339\" \/><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size: 12px;\">Evento da Disney para investidores em 2019 (Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>Por Edson Junior e Matheus Zanin<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Vinte anos depois, voc\u00ea est\u00e1 entrando na sala de cinema para assistir a um filme com os personagens da sua inf\u00e2ncia em carne e osso. Dessa vez, voc\u00ea leva sua sobrinha de cinco anos para assisti-lo com voc\u00ea. As luzes da sala se acendem e, no final, tanto ela, quanto voc\u00ea, choram enquanto os cr\u00e9ditos sobem.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Essa cena cabe para um punhado de filmes e s\u00e9ries, como <em>O Rei Le\u00e3o <\/em>(2019), <em>A Bela e A Fera <\/em>(2017), <em>Mulan <\/em>(2020) e <em>Star Wars: Obi Wan-Kenobi <\/em>(2021) \u2014 destacando apenas exemplos dos est\u00fadios Disney. Entre 2010 e 2019, a gigante do entretenimento lucrou 7 bilh\u00f5es de d\u00f3lares com <em>remakes<\/em> e <em>spin-offs<\/em>.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A semente desse sucesso todo? A sensa\u00e7\u00e3o de euforia e conforto, que s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as a um \u00fanico fator: a nostalgia, fruto dos sentimentos despertados em voc\u00ea. A explora\u00e7\u00e3o intensa deles faz parte de uma estrat\u00e9gia da companhia para expandir seus universos fict\u00edcios em derivados, como s\u00e9ries <em>spin-offs<\/em>, brinquedos f\u00edsicos, parques tem\u00e1ticos e demais pe\u00e7as de <em>merchandising<\/em>.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201cA principal raz\u00e3o para a Disney estar investindo em conte\u00fados nost\u00e1lgicos \u00e9 porque o que importa hoje em dia n\u00e3o \u00e9, necessariamente, o conte\u00fado em si, mas a propriedade intelectual atrelada \u00e0quele conte\u00fado, ou seja, um determinado universo que pode constantemente continuar se expandindo\u201d, explica Melina Meimaridis, doutora em Comunica\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal Fluminense e pesquisadora da nostalgia em produ\u00e7\u00f5es televisivas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Essas pr\u00e1ticas se apoiam numa garantia de retorno financeiro \u2014 basicamente, f\u00e3s fi\u00e9is que desejam consumir aquelas hist\u00f3rias \u2014, independentemente da qualidade final. Melina destaca que a repeti\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas do passado n\u00e3o indica, necessariamente, falta de criatividade na ind\u00fastria, mas, sim, uma op\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. &#8220;\u00c9 mais arriscado voc\u00ea investir numa ideia nova do que em uma que j\u00e1 \u00e9 apreciada pelo p\u00fablico&#8221;, ela complementa.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>E \u00e9 nesse contexto que a qualidade art\u00edstica da obra fica em segundo plano. O que importa para os grandes est\u00fadios \u00e9 apostar as fichas em produtos que j\u00e1 t\u00eam consumidores antes mesmo de nascer. Melina contextualiza: \u201cquando a Disney continua desdobrando as narrativas, o que eles realmente est\u00e3o fazendo \u00e9 diminuir o risco do investimento. Muitas pessoas, por pior que seja o produto, v\u00e3o querer assistir, uma vez que reconhecem determinado universo dentro de uma no\u00e7\u00e3o nost\u00e1lgica e de afetividade com determinados personagens\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Uma f\u00f3rmula repetida<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O que a Disney e outros est\u00fadios de Hollywood est\u00e3o fazendo n\u00e3o \u00e9 algo novo. O <em>marketing de nostalgia<\/em>, campo estudado desde o in\u00edcio dos anos 90, se baseia na explora\u00e7\u00e3o de dois p\u00fablicos bem caracterizados: os consumidores que viveram determinada experi\u00eancia no passado e desejam reviv\u00ea-la no presente, e os consumidores mais jovens que buscam experiment\u00e1-la pela primeira vez. &#8220;Seria uma forma de turismo temporal. O consumidor encontrou um meio de visitar outros tempos al\u00e9m do seu pr\u00f3prio&#8221;, resume Fl\u00e1vio Henriques, professor de Administra\u00e7\u00e3o e Marketing do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) e pesquisador da nostalgia no campo musical.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Com o passar do tempo, a ind\u00fastria exibiu padr\u00f5es mais claros de adapta\u00e7\u00e3o a esses consumidores, retomando tend\u00eancias de sucesso do passado para atender \u00e0s suas expectativas. Tha\u00edssa Ballut, produtora de conte\u00fado sobre cultura pop e atriz, acredita que, ao atingir esses dois p\u00fablicos, os <em>remakes <\/em>e continua\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m geram um interesse na revisita \u00e0 obra original, principalmente em anima\u00e7\u00f5es, como \u00e9 o caso de <em>Aladdin <\/em>(2019), que teve sua anima\u00e7\u00e3o original lan\u00e7ada em 1992.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ela cita um <em>spin-off<\/em> recente pelo qual se interessa: a s\u00e9rie <em>High School Musical: The Musical, The Series <\/em>(2019). A tem\u00e1tica dos filmes originais de <em>High School Musical <\/em>(2006-2008) a inspiraram a seguir seu sonho de carreira como atriz. E, mesmo que a nova produ\u00e7\u00e3o tenha personagens completamente novos, Tha\u00edssa relembrou esse sentimento e j\u00e1 se sentia predisposta a gostar da s\u00e9rie antes mesmo de come\u00e7ar a assisti-la.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/AS5KKBrzO2_CubAkEYBRuJ9_2C-S_ohPguZj1MCz72MqTFpqEWz6GsUfZ-0V_QdBhO4wpy3wdXBP6yjXoTYFOnfXHuqHT3j_bQGT_JAU8oJ0TTlYUeMXN0-OoS9W8nW-d6UBH1hwGuz0QaZNMtVYzR_tEXgTVJb3fSOTSWKqvBuIUxMdbD_2lASFfQ\" alt=\"\" \/>\r\n<figcaption>Elenco da 4\u00aa temporada de<em> High School Musical: The Musical, The Series<\/em> (Imagem: Disney\/Fred Hayes)<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Para al\u00e9m dos <\/strong><strong><em>remakes<\/em><\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Mas se engana quem pensa que o consumidor de nostalgia \u00e9 sempre uma pessoa nost\u00e1lgica. &#8220;Voc\u00ea v\u00ea jovens antenados em novas tecnologias e vanguardas que buscam vivenciar o passado, como, por exemplo, na moda. Eles fazem releituras desse passado n\u00e3o para escapar do presente, mas sim, para enriquec\u00ea-lo&#8221;, sinaliza Henriques ao destacar a import\u00e2ncia dessa diferen\u00e7a.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A possibilidade de enriquecer o presente cultural por meio de releituras \u00e9 um fator atrativo para o consumidor. Gabrielle Yumi, co-fundadora do Quarto Nerd, portal sobre cultura pop com mais de 20 mil seguidores no Instagram, enxerga no mercado de nostalgia uma possibilidade de novas gera\u00e7\u00f5es entrarem em contato com personagens antigos sob um novo olhar: &#8220;quando a gente fala de revisita no audiovisual, estamos vendo a vis\u00e3o do diretor e do ator para aquela produ\u00e7\u00e3o. Ver essas hist\u00f3rias de novo me deixa com a sensa\u00e7\u00e3o de que eu posso finalmente conversar sobre algo novo daquilo com as pessoas&#8221;.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Esse fen\u00f4meno tamb\u00e9m se faz presente em produ\u00e7\u00f5es que, n\u00e3o necessariamente, s\u00e3o releituras de obras anteriores, mas que se utilizam de elementos nost\u00e1lgicos para gerar <em>buzz<\/em>. \u00c9 o caso de um dos maiores sucessos da Netflix, <em>Stranger Things<\/em>. A s\u00e9rie se passa nos anos 80, e gerou um grande movimento de retomada a refer\u00eancias daquela \u00e9poca, seja por meio de m\u00fasicas, filmes ou estilos de vestimenta.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>As releituras tamb\u00e9m reinventam as hist\u00f3rias, inserindo discuss\u00f5es da sociedade na \u00e9poca em que s\u00e3o produzidas. A nova trilogia de <em>Star Wars<\/em> (cap\u00edtulos VII, VIII e XIX), por exemplo, conta com uma protagonista feminina, o que seria praticamente impens\u00e1vel nos primeiros filmes. Outro exemplo \u00e9 o <em>remake <\/em>de <em>A Pequena Sereia<\/em>, com lan\u00e7amento previsto para 2023, que traz uma protagonista negra, diferentemente da anima\u00e7\u00e3o original de 1989.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A tend\u00eancia para a ind\u00fastria \u00e9 que as releituras continuem acontecendo. A especialista Melina Meimaridis acredita que um motivo que vem contribuindo para essa recente produ\u00e7\u00e3o em larga escala \u00e9 um efeito da crise econ\u00f4mica gerada no p\u00f3s-pandemia. \u201cH\u00e1, cada vez mais, uma press\u00e3o por parte dos executivos e dos investidores por produ\u00e7\u00f5es que v\u00e3o gerar receita e ser bem sucedidas. A forma mais f\u00e1cil de garantir isso \u00e9 por meio da retomada da audi\u00eancia que j\u00e1 existia\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Henriques tamb\u00e9m destaca que as mudan\u00e7as no mundo atual influenciam essa tend\u00eancia econ\u00f4mica: &#8220;o mercado nost\u00e1lgico cresce gra\u00e7as ao avan\u00e7o das tecnologias. Se repararmos bem, quanto mais armazenamento e mem\u00f3ria temos, mais criamos um repert\u00f3rio de passado&#8221;.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A acelera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica rompe a rotina dos indiv\u00edduos com um ritmo fren\u00e9tico. A nostalgia, por outro lado, surge como um espa\u00e7o de &#8220;pausa&#8221; e reflex\u00e3o, no qual as pessoas se sentem confort\u00e1veis ao se lembrarem de como as \u00e9pocas passadas eram.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Com a diversifica\u00e7\u00e3o de conte\u00fados por meio de uma variedade de servi\u00e7os de <em>streaming<\/em> e um crescimento das redes sociais em formato de v\u00eddeo, s\u00e3o muitos os espa\u00e7os para que o mercado nost\u00e1lgico se expanda. A tend\u00eancia \u00e9 que essa expans\u00e3o explore outros anos a serem reverenciados. Produ\u00e7\u00f5es dos anos 80 e 90 s\u00e3o o grande foco dos <em>remakes <\/em>e continua\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos anos. Mas, os anos 2000 tamb\u00e9m j\u00e1 come\u00e7aram a ser alvos desse fen\u00f4meno. \u00c9 o caso do j\u00e1 citado <em>High School Musical: The Musical, The Series <\/em>(2019), da Disney, e <em>Rebelde <\/em>(2022), da Netflix.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Ent\u00e3o, em alguns meses, voc\u00ea e sua sobrinha estar\u00e3o entrando em outra sala de cinema. O filme \u00e9, igualmente, uma adapta\u00e7\u00e3o de uma obra antiga. E, quando menos esperarem, ir\u00e3o l\u00e1 novamente, agora, para assistir a uma releitura de algo que sua sobrinha amava na inf\u00e2ncia. A \u00fanica certeza \u00e9 que, tanto voc\u00ea, quanto ela, se emocionar\u00e3o mais uma vez.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Evento da Disney para investidores em 2019 (Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o). 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