{"id":515,"date":"2022-10-14T20:43:35","date_gmt":"2022-10-14T23:43:35","guid":{"rendered":"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=515"},"modified":"2022-11-08T21:25:28","modified_gmt":"2022-11-09T00:25:28","slug":"3-anos-depois-ongs-denunciam-oleo-em-praias-atingidas-no-nordeste%ef%bf%bc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=515","title":{"rendered":"3 anos depois, ONGs denunciam \u00f3leo em praias atingidas no Nordeste"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/praia-nordeste.jpg\" alt=\"praia em recife com \u00f3leo \" class=\"wp-image-645\" srcset=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/praia-nordeste.jpg 640w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/praia-nordeste-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Praia de Carneiros em 2019 com as manchas de \u00f3leo [Imagem: Recife Aerial Media (@rec_am)]<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segunda-feira, 02 de outubro de 2022. Como de costume, a confeiteira Mirelle Belinossi saiu para surfar em Porto de Galinhas (PE). No mar, notou as m\u00e3os sujas com uma tinta preta. Quando saiu da \u00e1gua, encontrou os p\u00e9s tamb\u00e9m manchados. Foi ent\u00e3o que reparou nas pelotas escuras que ocupavam boa parte da faixa de areia.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Volta para quinta-feira, 24 de outubro de 2019. Ruan Fernandes tinha ouvido burburinhos sobre as tais manchas, mas nada tinha aparecido ainda em Itamarac\u00e1 (PE). Estava na escola quando uma colega chegou dizendo que as tinha avistado na praia. Assim que a aula acabou, Ruan foi direto para o mar. Ele tinha 13 anos e n\u00e3o hesitou: se juntou aos outros moradores que j\u00e1 come\u00e7avam a limpar o mar com os EPIs dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O derramamento de \u00f3leo ocorrido nas praias do Nordeste em setembro de 2019 \u00e9 considerado o maior desastre ambiental j\u00e1 ocorrido no litoral brasileiro. <\/strong>Ao todo, cerca de 3 mil km da costa foram afetados. Ao primeiro registro de \u00f3leo na praia, em 30 de agosto de 2019, seguiram-se novos epis\u00f3dios por pelo menos 6 meses, al\u00e9m de eventos pontuais at\u00e9 a metade de 2020. O petr\u00f3leo cru, l\u00edquido negro e viscoso, atingiu 130 munic\u00edpios, espalhados por todos os estados do Nordeste \u2013 Alagoas, Bahia, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Para\u00edba, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio Grande do Norte e Sergipe \u2013, al\u00e9m de parte do Esp\u00edrito Santo e do Rio de Janeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais de dois anos ap\u00f3s o acidente, em dezembro de 2021, as investiga\u00e7\u00f5es da Marinha do Brasil e da Pol\u00edcia Federal conclu\u00edram que o respons\u00e1vel pelo vazamento era um navio grego de grande porte, o Bouboulina. Calcula-se que a indeniza\u00e7\u00e3o \u2013 ainda a ser paga \u2013 ser\u00e1 de R$ 188 milh\u00f5es, o equivalente aos gastos da limpeza pelas prefeituras municipais, estaduais e Governo Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas nos tr\u00eas primeiros meses do desastre, em 2019, a quantidade de \u00f3leo recolhida j\u00e1 somava 4,7 mil toneladas \u2013 o equivalente a 34 mil barris de petr\u00f3leo \u2013, segundo a Marinha e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama). Muito, mas talvez n\u00e3o tudo: aventa-se a hip\u00f3tese de que parte do petr\u00f3leo tenha ficado preso em corais ou misturado \u00e0 areia oce\u00e2nica &#8212; e de que movimenta\u00e7\u00f5es das \u00e1guas oce\u00e2nicas poderiam trazer a sujeira \u00e0 tona. Em 2022, pr\u00f3ximo da trag\u00e9dia completar seu anivers\u00e1rio de tr\u00eas anos, as manchas voltaram a aparecer. Um enigma silencioso e silenciado: de onde vem o petr\u00f3leo agora?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00d3leo de 2019 vs. 2022<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por enquanto, n\u00e3o h\u00e1 respostas definitivas. A maior probabilidade \u00e9 que o \u00f3leo desse ano seja proveniente de um vazamento diferente do de 2019. Ele agora aparece em formato de bolotas, que carrega esp\u00e9cies de cracas (crust\u00e1ceos) encontradas apenas em alto-mar. No fim de setembro de 2022, uma nota t\u00e9cnica do Governo Federal, assinada por um grupo de especialistas da Marinha e de universidades como UFPE e UFBA, apontou que as manchas que Michelle pisou fazem parte de \u201cum evento sem liga\u00e7\u00e3o\u201d com o avistado por Ruan.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"576\" src=\"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/0f5cf46e-13ca-4f07-a600-c8a15f437ba0.jpeg\" alt=\"m\u00e3o em primeiro plano segurando garrafa de pl\u00e1stica com res\u00edduos de \u00f3leo e praia em segundo plano\" class=\"wp-image-646\" srcset=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/0f5cf46e-13ca-4f07-a600-c8a15f437ba0.jpeg 768w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/0f5cf46e-13ca-4f07-a600-c8a15f437ba0-300x225.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Pesquisadores encontram rastros do \u00f3leo em objetos tirados do mar. [Imagem: PELD &#8211; TAMS]<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o resolvida? Ainda n\u00e3o. O \u00f3leo do Bouboulina parece ter ressurgido &#8212; mas em outro ponto do litoral, nas praias pr\u00f3ximas de Salvador (BA). \u201cTais amostras [na Bahia] demonstram a exist\u00eancia de res\u00edduos daquele \u00f3leo, que permaneceu nas areias das praias, ou fixado em rochas e recifes de coral pr\u00f3ximos ao litoral, que se desprenderam por for\u00e7a de ventos mais fortes e de ressacas, que normalmente ocorrem na regi\u00e3o, nessa \u00e9poca do ano,\u201d explica a nota t\u00e9cnica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em palavras menos t\u00e9cnicas, a percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o foi semelhante. \u201cO outro \u00f3leo era bem mais pastoso e aderente, se prendia facilmente em animais e corais, o que dificultava muito a retirada,\u201d compara Ruan. \u201cEsse outro veio como pedras que boiam e n\u00e3o causam tanto impacto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Analisando os biomarcadores do petr\u00f3leo coletado em Pernambuco e na Bahia, a nota sugere ainda que o \u00f3leo de 2022 pode ter origem no Golfo do M\u00e9xico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fantasmas de 2019&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><strong><em>\u201cO petr\u00f3leo est\u00e1 para a praia como um grande inc\u00eandio est\u00e1 para a floresta: matando animais, colocando moradias em risco e se alastrando de forma muito r\u00e1pida. As pessoas n\u00e3o t\u00eam dimens\u00e3o disso.\u201d&nbsp;<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u201cEm 2019, assim que o \u00f3leo chegou, n\u00f3s come\u00e7amos a divulgar. Eu sabia que era algo grave, mas grande parte da popula\u00e7\u00e3o achava que n\u00e3o era nada importante,\u201d relembra Daniel Galv\u00e3o, diretor volunt\u00e1rio do Movimento Salve Maraca\u00edpe, doutor em Oceanografia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).<\/p>\n\n\n\n<p>Ele relembra que antes da onda de \u00f3leo em setembro de 2019 &#8212; a mais intensa \u2013, o grupo do Salve Maraca\u00edpe j\u00e1 alertava sobre a necessidade de barreiras de conten\u00e7\u00e3o na entrada dos estu\u00e1rios, para prote\u00e7\u00e3o dos manguezais. \u201cMas nada foi feito\u201d, diz o oceanografista. \u201cAs pessoas precisam ver algo catastr\u00f3fico para perceberem a gravidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Com a chegada do \u00f3leo, mais pessoas se mobilizaram para fazer parte da limpeza. Tamb\u00e9m chegaram EPIs disponibilizados pelos governos municipais, estaduais e federal. Desde que o \u00f3leo ancorou na Ilha de Itamarac\u00e1, Ruan Fernandes, agora com 16 anos, estudante do 2\u00ba ano do Ensino M\u00e9dio e idealizador do projeto Itamarac\u00e1 Preservada, conta que tinha medo do material se prender nos corais e prejudicar pescadores e marisqueiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi infundada. A presen\u00e7a do \u00f3leo prejudicou a fonte de renda desses trabalhadores. O receio de consumir frutos do mar contaminados reduziu a venda dos produtos mais desejados das praias e, consequentemente, criou um conflito que abrange todo o setor tur\u00edstico litor\u00e2neo. Afinal, a divulga\u00e7\u00e3o do desastre implica na desacelera\u00e7\u00e3o da economia na regi\u00e3o. Em outubro de 2019, uma nota da Fiocruz&nbsp; alertava a popula\u00e7\u00e3o a n\u00e3o fazer o uso recreativo das praias afetadas e nem consumir pescados e mariscos das praias e regi\u00f5es pr\u00f3ximas atingidas pelos res\u00edduos de \u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ressaca mar\u00edtima em 2022<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a quantidade de bolotas de \u00f3leo atinge a casa das 7 toneladas no litoral pernambucano \u2013&nbsp; uma fra\u00e7\u00e3o de 0,14% do total derramando em 2019. Mas o fantasma de tr\u00eas anos atr\u00e1s ainda assombra aqueles que tentam alertar para o desastre.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ruan foi um dos primeiros a dar visibilidade para o retorno do \u00f3leo em Itamarac\u00e1, agora em 2022. Logo em seguida, o garoto foi convocado por um \u00f3rg\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental \u2013 que ele preferiu n\u00e3o nomear por receio de repres\u00e1lias. Ele acreditava que seria elogiado pela aten\u00e7\u00e3o ao desastre, mas a convoca\u00e7\u00e3o acabou tomando um outro rumo. \u201cMe disseram que minha a\u00e7\u00e3o afastaria turistas da ilha. Justificaram que se a economia n\u00e3o gira, n\u00e3o d\u00e1 para abrir mais hospitais\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o Salve Maraca\u00edpe, Daniel denuncia ter vivido uma situa\u00e7\u00e3o parecida. \u201cFomos alvo de muitas amea\u00e7as por conta da divulga\u00e7\u00e3o da chegada do \u00f3leo.\u201d Ele explica que entende o dilema por parte de pescadores e marisqueiras, trabalhadores mais simples que t\u00eam a vida e o bolso diretamente afetados pela situa\u00e7\u00e3o. Por outro lado, as amea\u00e7as parecem vir de uma parte mais elevada da pir\u00e2mide econ\u00f4mica tur\u00edstica. \u201cS\u00e3o pousadas, empresas de bugres e atrav\u00e9s de redes sociais\u201d, disse uma fonte que preferiu n\u00e3o se identificar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando questionado sobre as dificuldades de divulga\u00e7\u00e3o do problema, Ruan aponta um motivo similar: \u201cOs grandes grupos de turismo n\u00e3o v\u00e3o se pronunciar, porque isso daria mais visibilidade e acarretaria no afastamento dos turistas que querem desfrutar a praia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pr\u00f3ximas ondas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ser mais f\u00e1cil de limpar, o \u00f3leo em bolotas n\u00e3o encerra a preocupa\u00e7\u00e3o dos ativistas. Daniel conta que desde 2019, alertava sobre o perigo na entrada de estu\u00e1rios que levam aos manguezais . \u201cQuando entra no mangue, \u00e9 quase imposs\u00edvel limpar.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ruan tamb\u00e9m ressalta os preju\u00edzos sofridos pela fauna e flora, pelas tartarugas e os peixes contaminados, al\u00e9m da degrada\u00e7\u00e3o dos recifes de corais, que naturalmente protegem a beira da praia do mar aberto. Ele j\u00e1 sabe que quer seguir a \u00e1rea de biologia marinha quando chegar \u00e0 faculdade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Independentemente da origem das novas apari\u00e7\u00f5es de \u00f3leo, tr\u00eas anos depois a viol\u00eancia sofrida no litoral nordestino ainda parece negligenciada. \u201cHoje, se a gente tivesse um novo grande derramamento, n\u00e3o ter\u00edamos medidas emergenciais, como boias de conten\u00e7\u00e3o, seguimos sem uma resposta concreta,\u201d finaliza Daniel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Segunda-feira, 02 de outubro de 2022. Como de costume, a confeiteira Mirelle Belinossi saiu para surfar em Porto de Galinhas (PE). 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