{"id":486,"date":"2022-10-14T20:18:55","date_gmt":"2022-10-14T23:18:55","guid":{"rendered":"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=486"},"modified":"2022-11-06T18:06:45","modified_gmt":"2022-11-06T21:06:45","slug":"racismo-no-futebol-em-20-anos-de-pontos-corridos-nenhum-dirigente-negro-na-serie-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=486","title":{"rendered":"Racismo no futebol: em 20 anos de pontos corridos, nenhum dirigente negro na s\u00e9rie A"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>por Beatriz Carneiro e Catarina Virginia<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Levantamento exclusivo com 44 clubes mapeou 151 dirigentes \u2013 todos brancos. Exce\u00e7\u00f5es como Ti\u00e3ozinho, da Ponte Preta, chegaram \u00e0 s\u00e9rie B<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA minha chegada \u00e0 presid\u00eancia da Ponte Preta teve um sentido simb\u00f3lico, de quebrar uma barreira no clube\u201d, diz Sebasti\u00e3o Arcanjo, conhecido como Ti\u00e3ozinho, ex-presidente do clube. N\u00e3o foi uma conquista qualquer: em 2019, ele se tornou o primeiro presidente negro da agremia\u00e7\u00e3o. Um ano antes, bem perto do Mois\u00e9s Lucareli \u2013 mais precisamente, a 800 metros dali \u2013, um outro negro ascendia ao posto m\u00e1ximo de um clube: Palmeiron Mendes Filho, que em 2018 chegava ao topo no Guarani.<\/p>\n\n\n\n<p>A vit\u00f3ria, por\u00e9m, foi parcial.\u00a0 Em 2018 e 2019, tanto Ponte quanto Guarani estavam na S\u00e9rie B. Manteve-se intocado um inc\u00f4modo tabu. Em 20 anos de disputa por pontos corridos, nenhum clube da s\u00e9rie A do Campeonato Brasileiro teve um presidente negro. Os dados, dispon\u00edveis nos sites oficiais e tamb\u00e9m disponibilizado pelas assessorias dos clubes, s\u00e3o do levantamento exclusivo da reportagem da Babel. Analisamos o hist\u00f3rico dos 44 clubes que disputaram a S\u00e9rie A do Brasileir\u00e3o entre 2003 a 2022. Ao todo, 151 pessoas presidiram os clubes da elite do futebol brasileiro, e nenhuma delas era negra.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/T1.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cOs chamados \u2018clubes grandes\u2019 foram fundados nas elites\u201d, analisa Sebasti\u00e3o. \u201cApesar de o pa\u00eds de j\u00e1 ter uma popula\u00e7\u00e3o negra bastante expressiva, no in\u00edcio os negros eram proibidos de estar nos campos de futebol\u201d. Na vis\u00e3o do ex-dirigente, nos espa\u00e7os de poder, essa dist\u00e2ncia \u00e9 ainda maior. \u201c[Para os negros] \u00c9 como se fosse uma maratona de 42 quil\u00f4metros com obst\u00e1culos\u201d, compara Sebasti\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando come\u00e7ou a acompanhar a Ponte, Ti\u00e3ozinho n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de comprar os ingressos para os jogos. Era mais um no meio de outros torcedores que acompanhavam as partidas da ferrovia que passava atr\u00e1s do Est\u00e1dio Mois\u00e9s Lucarelli. Na \u00e9poca, ele esperava os port\u00f5es abrirem no segundo tempo para ter chance de entrar no est\u00e1dio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJuntava meus trocados e ia para o campo de futebol como torcedor de arquibancada. Foi assim que tudo come\u00e7ou\u201d, diz ele. Sem os recursos financeiros da maioria hist\u00f3rica de dirigentes, Ti\u00e3ozinho atribui sua ascens\u00e3o \u00e0 diretoria da Ponte \u00e0 luta antirracista e aos posicionamentos pol\u00edticos que defendia fora das quatro linhas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de tornar-se dirigente do clube, Sebasti\u00e3o come\u00e7ou sua caminhada como militante do movimento negro em Campinas, fato que o fez ganhar notoriedade na cidade e ser eleito vereador, e depois deputado estadual, pelo PT. Durante o mandato de vereador, Ti\u00e3ozinho prop\u00f4s a \u201csemana pontepretana\u201d na cidade. A ideia chamou a aten\u00e7\u00e3o dos mandat\u00e1rios da equipe, que o convidaram para compor o conselho e diretoria da Ponte: \u201cDaquele menino pobre da arquibancada, da linha do trem, me tornei refer\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/T2.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Sebasti\u00e3o faz quest\u00e3o de enfatizar que n\u00e3o enxerga a pr\u00f3pria hist\u00f3ria do ponto de vista meritocr\u00e1tico. Ele lembra que, como um clube fundado por oper\u00e1rios, a Ponte contraria os princ\u00edpios elitistas do futebol \u2013 caracter\u00edstica que Ti\u00e3ozinho levou consigo para a dire\u00e7\u00e3o do clube. Fosse na constru\u00e7\u00e3o da diretoria que o acompanhou em seu mandato ou para enfrentar os momentos de preconceito que sofreu, Ti\u00e3ozinho garante que a luta por espa\u00e7o s\u00f3 acontece quando entendida de maneira coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO movimento negro me ensinou a sair das dificuldades. Aquele manual da sobreviv\u00eancia que a gente aprende na periferia, de como lidar com situa\u00e7\u00f5es de desconforto, de constrangimento, sem se abater. \u00c9 preciso manter sempre a cabe\u00e7a erguida, saber que essa posi\u00e7\u00e3o foi uma posi\u00e7\u00e3o que n\u00f3s conquistamos, n\u00f3s lutamos para t\u00ea-la\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Mant\u00e9m-se o tabu e o pacto da branquitude<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A falta de representantes no alto escal\u00e3o do futebol mostrou-se um aspecto limitante, inclusive, para as discuss\u00f5es sobre o racismo dentro e fora dos clubes e entidades. No \u00faltimo m\u00eas de agosto, durante o semin\u00e1rio da CBF para divulga\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Anual de Discrimina\u00e7\u00e3o Racial de 2021 \u2014 que mostrou um aumento de 106% dos casos de racismo nos est\u00e1dios em rela\u00e7\u00e3o a 2020 \u2014 o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, sugeriu a perda de pontos por casos de racismo, a partir de 2023, medida que n\u00e3o foi bem vista pelos dirigentes das equipes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Marcel Diego Tonini, pesquisador no Centro de Refer\u00eancia do Futebol Brasileiro do Museu do Futebol, essa negativa se deve ao silencioso pacto da branquitude, conceito criado pela psic\u00f3loga Cida Bento. \u201cExiste um pacto muitas vezes t\u00e1cito entre pessoas brancas para n\u00e3o tratar o assunto e sempre desqualificar o racismo. O fato dessas pessoas se manterem h\u00e1 mais de cem anos no poder do futebol, em cargos que realmente movimentam tanto o poder pol\u00edtico quanto o poder e financeiro do futebol econ\u00f4mico, j\u00e1 \u00e9 bastante revelador\u201d, explica ele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, se o pacto persiste nas diretorias, fora dos clubes o debate sobre o racismo no esporte vem crescendo ao longo dos anos, gra\u00e7as ao aumento da representa\u00e7\u00e3o negra nas reda\u00e7\u00f5es esportivas. O jornalista negro Patrick Mesquista, editor assistente do UOL Esporte, j\u00e1 percebe mudan\u00e7as nos perfis das reda\u00e7\u00f5es, mas ressalta que a falta de oportunidade impediu que isso acontecesse antes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO racismo te pro\u00edbe de sonhar. N\u00e3o te \u00e9 permitido sonhar com posi\u00e7\u00f5es altas, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 treinado para isso. Voc\u00ea \u00e9 treinado para sobreviver, o que inclui servir e n\u00e3o comandar. Voc\u00ea n\u00e3o vai ter como estudar l\u00e1 fora e voltar com a capacita\u00e7\u00e3o monstruosa que vai te permitir desbancar um desses caras a\u00ed\u201d, opina Patrick.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>O obst\u00e1culo financeiro na corrida<\/em>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para Thales Ramos, editor do Sportv e organizador do podcast Ubuntu Esporte Clube, o fator financeiro segue sendo uma das maiores limita\u00e7\u00f5es para pessoas negras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe aquilo ali d\u00e1 dinheiro, se custa dinheiro ou tem uma remunera\u00e7\u00e3o interessante, ent\u00e3o vai ficar longe das pessoas pretas. N\u00e3o faz sentido para o sistema racista colocar pessoas pretas perto do dinheiro. N\u00e3o faz sentido para o sistema racista botar pessoas pretas em cargos de poder porque elas conseguiriam perceber tamb\u00e9m esse racismo\u201d, defende o jornalista.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como Thales, Ti\u00e3ozinho acredita que o dinheiro continua a falar mais alto e torna cada vez mais incerto o futuro dos poucos negros que se arriscam no alto escal\u00e3o do futebol brasileiro. Ti\u00e3ozinho enxerga a populariza\u00e7\u00e3o dos clubes empresas, as chamadas SAFs (Sociedade An\u00f4nima de Futebol) como um novo \u2013 e grande obst\u00e1culo \u2013 nessa corrida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe n\u00f3s j\u00e1 t\u00ednhamos poucos dirigentes negros na estrutura atual, de clube associativo &#8211; onde voc\u00ea disputa poder e espa\u00e7o ali dentro do clube -, quando voc\u00ea transforma todos os clubes em clubes empresas a tend\u00eancia \u00e9 que quem vai tomar conta desses clubes vai ser gente mais endinheirada. Voc\u00ea vai ter algu\u00e9m que n\u00e3o conhece quem \u00e9 o dono, o que que ele faz, \u00e9 s\u00f3 um fundo de investimento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"http:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/resposta2.mp3\"><\/audio><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Beatriz Carneiro e Catarina Virginia Levantamento exclusivo com 44 clubes mapeou 151 dirigentes \u2013 todos brancos. 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