{"id":284,"date":"2020-12-30T22:22:27","date_gmt":"2020-12-31T01:22:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.usp.br\/cje\/babel\/?p=284"},"modified":"2020-12-30T22:22:30","modified_gmt":"2020-12-31T01:22:30","slug":"studio-ghibli-chega-ao-streaming-por-onde-comecar-a-ver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=284","title":{"rendered":"Studio Ghibli chega ao streaming: por onde come\u00e7ar a ver?"},"content":{"rendered":"\n<p>Em fevereiro deste ano, o Studio Ghibli disponibilizou a grande maioria de seus filmes no servi\u00e7o de streaming Netflix. O est\u00fadio \u00e9 uma refer\u00eancia no ramo da anima\u00e7\u00e3o, respons\u00e1vel por cl\u00e1ssicos como Meu Amigo Totoro (Tonari no Totoro, 1988) e Cemit\u00e9rio dos Vagalumes (Hotaru no Haka, 1988). Suas produ\u00e7\u00f5es s\u00e3o reconhecidas tamb\u00e9m no Ocidente, tendo A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi, 2001) recebido o Oscar de Melhor Anima\u00e7\u00e3o em 2003. A Academia tamb\u00e9m indicou Vidas ao Vento (Kaze Tachinu, 2014), O Conto da Princesa Kaguya (Kaguya-hime no Monogatari, 2013) e A Tartaruga Vermelha (Reddotatoru Aru Shima no Monogatari, 2017) para a mesma categoria em outros anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, foram disponibilizados vinte e um longa-metragens entre fevereiro e abril. A novidade surpreendeu os f\u00e3s, j\u00e1 que sempre foi muito dif\u00edcil encontrar os filmes do Ghibli tanto nas m\u00eddias digitais quanto nas f\u00edsicas &#8211; os lan\u00e7amentos em DVD eram limitados e esgotavam muito rapidamente. At\u00e9 este ano, os filmes menos populares, como Sussurros do Cora\u00e7\u00e3o (Mimi wo Sumaseba, 1995) e Contos de Terramar (Gedo Senki, 2006) s\u00f3 podiam ser vistos de forma pirateada, j\u00e1 que n\u00e3o foram lan\u00e7ados no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao jornal Sora 24 News, Toshio Suzuki, co-fundador e produtor de quase todos os filmes do est\u00fadio, revelou que a decis\u00e3o foi, principalmente, financeira: \u201cHayao Miyazaki est\u00e1 atualmente fazendo um filme, mas est\u00e1 demorando bastante. Quando isso acontece, \u00e9 normal que requeira uma boa quantia de dinheiro tamb\u00e9m. Eu disse a ele que isto poderia cobrir os custos da produ\u00e7\u00e3o de seu filme. Quando eu disse isso, ele respondeu \u2018Bom, ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 nada que eu possa fazer\u2019\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida foi, \u00e9 claro, muito bem recebida pelos f\u00e3s. Embora o servi\u00e7o de streaming n\u00e3o divulgue os acessos aos filmes, o Studio Ghibli esteve por dias nos assuntos mais comentados nas redes sociais, al\u00e9m de v\u00e1rios sites de cultura terem produzido resenhas sobre as produ\u00e7\u00f5es. A seguir, conheceremos alguns dos incr\u00edveis filmes Ghibli, cujo cat\u00e1logo oferece op\u00e7\u00f5es para todos os gostos &#8211; para quem j\u00e1 \u00e9 aficcionado pelas anima\u00e7\u00f5es japonesas, para quem n\u00e3o conhece nada, para crian\u00e7as de todas as idades. O est\u00fadio existe h\u00e1 35 anos e conquista todos que o conhecem &#8211; e com certeza algum dos seus filmes ir\u00e1 te conquistar tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se voc\u00ea nunca viu um filme de Hayao Miyazaki<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um bom come\u00e7o para quem nunca teve contato com os filmes de um dos mais importantes diretores japoneses \u00e9 Vidas Ao Vento. A hist\u00f3ria tem como pano de fundo a 2\u00aa Guerra Mundial, tornando-se mais facilmente compreendida pelo p\u00fablico ocidental. Mas n\u00e3o se engane &#8211; como todo filme do Ghibli, Vidas Ao Vento tem v\u00e1rias camadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O longa \u00e9 baseado na vida de Jiro Horikoshi, um importante engenheiro japon\u00eas que projetou avi\u00f5es para o ex\u00e9rcito, impulsionando a expans\u00e3o japonesa durante a 2\u00aa GM. No filme, conhecemos Jiro ainda crian\u00e7a, sonhando em voar. J\u00e1 mais velho, ele se divide entre dois amores, os avi\u00f5es e a cativante Naoko, que tem um papel importante na caminhada de Jiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira imagem \u00e9 uma tela azul com o verso \u201co vento se ergue, devemos tentar viver\u201d, do poeta franc\u00eas Paul Valery (1871-1945), e \u00e9 uma boa forma de entender a t\u00f4nica do filme: uma poesia em forma de cinema. Como grande parte dos filmes do Ghibli, Vidas ao Vento \u00e9 um filme lento. E isso \u00e9 proposital: as cenas de paisagens que se estendem minutos a fio s\u00e3o um convite \u00e0 reflex\u00e3o durante a hist\u00f3ria, um respiro em meio aos acontecimentos. O espectador ocidental pode estar acostumado ao ritmo fren\u00e9tico de Hollywood, mas a proposta contemplativa de Miyazaki merece aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/cLESOSTKaY42Bdv9UMQFWxQxUYCr_pPFea94cvnpecUfLkFoAx9vHEOuYEHn9okvimvv4HOLQ9mTPMaoLb6HP7oWlOpxeybTpwFnbs4TYlgy8YmEzW9L44xi3U-FRp3WlZVZaJ6r\" alt=\"\" width=\"1140\" height=\"617\"\/><figcaption>Foto: Studio Ghibli \/ reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A tem\u00e1tica dos avi\u00f5es \u00e9 marcante nesse filme, mas \u00e9 recorrente em v\u00e1rios outros do est\u00fadio. O pai de Hayao Miyazaki era dono de uma empresa que produzia avi\u00f5es militares durante a 2\u00aa GM, tornando o cineasta um aficcionado pelo aeromodelismo. Com as atrocidades cometidas pelo Jap\u00e3o Imperial e a visibilidade do ataque a Pearl Harbor, Miyazaki, que era muito pequeno na \u00e9poca da guerra, cresceu com uma vis\u00e3o pacifista que permeia toda sua obra. Os avi\u00f5es participam das mensagens de paz de seus filmes com a ideia de que a responsabilidade pelas cat\u00e1strofes n\u00e3o \u00e9 das m\u00e1quinas, mas sim de quem as fabrica &#8211; os homens. Vidas ao Vento tem nos avi\u00f5es o tema central do filme, ilustrando o fasc\u00ednio de Miyazaki pelas engenhocas voadoras e sua busca por entender o significado do trabalho da fam\u00edlia durante a guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a uma hist\u00f3ria de guerra, outra trama tamb\u00e9m recorrente nos filmes Ghibli cativa os espectadores: um bom e velho romance. No caso, Jiro \u00e9 apaixonado por Naoko, uma mulher gentil que descobre uma tuberculose. Ela precisa se afastar da cidade para tratar a doen\u00e7a, mas Jiro est\u00e1 trabalhando para o ex\u00e9rcito e tem prazos a cumprir. Os momentos dos dois juntos no campo, que estampam a maior parte do material de divulga\u00e7\u00e3o do filme, s\u00e3o os mais bonitos de toda a hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Vidas ao Vento n\u00e3o \u00e9 o maior trabalho de Miyazaki &#8211; apesar de ter sido indicado ao Oscar, dificilmente entraria no Top 5 de algum f\u00e3 do est\u00fadio. Mesmo assim, \u00e9 um \u00f3timo primeiro passo para o universo do Ghibli, por apresentar tanto os tra\u00e7os caracter\u00edsticos do est\u00fadio quanto um contexto mais palat\u00e1vel para o novo espectador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para apresentar o Ghibli \u00e0s crian\u00e7as<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O grande cl\u00e1ssico do est\u00fadio \u00e9, sem d\u00favida, Meu Amigo Totoro. O filme que apresenta o personagem s\u00edmbolo do Ghibli \u00e9 uma anima\u00e7\u00e3o sens\u00edvel e delicada. As protagonistas s\u00e3o as irm\u00e3s Mei e Satsuki, que se mudam com o pai para uma casa no campo por causa de sua m\u00e3e, que est\u00e1 internada em um hospital pr\u00f3ximo. Enquanto Satsuki vai para a escola, Mei passa os dias entediada no jardim, at\u00e9 descobrir uma passagem que a leva para conhecer os esp\u00edritos da floresta.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/OehSMGyZd8VE9AvDP5UU1U9xpz-jTAWE0MMrLVqhrEhPzlS94sZlfN2vRrqDy9dnm-W9Ppb0l4B9xFTUKoiWlXrmbqGNnShAXpiqLtmMl3jsiUX_ynvY-Ye82fKYIR7l-8GDO53S\" alt=\"\"\/><figcaption>Foto: Studio Ghibli \/ reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Totoro est\u00e1 para o Jap\u00e3o como o Mickey est\u00e1 para os Estados Unidos. \u00c9 um dos personagens mais frequentes em produtos infantis e conhecido pela maioria dos japoneses. O filme \u00e9 doce e, ao mesmo tempo, n\u00e3o subestima a intelig\u00eancia das crian\u00e7as. O tempo todo as protagonistas temem pela vida da m\u00e3e, e a narrativa trata o sentimento com dignidade e o peso que merece, sem jamais diminu\u00ed-lo por vir de meninas de cinco e oito anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o familiar entre Satsuki, Mei e o pai delas \u00e9 muito bonita e serve para quebrar a ideia de que \u201cos japoneses s\u00e3o distantes e frios\u201d, pois o pai cuida muito das meninas. Na verdade, todo o pano de fundo do filme \u00e9 muito bom para apresentar o espectador ao modo de pensar e viver do Jap\u00e3o. A arquitetura das casas, as comidas e o jeito como as personagens se relacionam apresentam o interior de um Jap\u00e3o em recupera\u00e7\u00e3o no p\u00f3s-guerra, um cotidiano que aos poucos estava voltando \u00e0 normalidade. Ao contr\u00e1rio de muitos outros filmes de Miyazaki, a guerra em si n\u00e3o \u00e9 mencionada nesse filme, mas a ambienta\u00e7\u00e3o \u00e9 em uma aldeia bem simples e cheia de planta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro filme muito bom para crian\u00e7as \u00e9 Ponyo: uma amizade que veio do mar (Gake no ue no Ponyo, 2008). Livremente inspirado na Pequena Sereia, a hist\u00f3ria apresenta Ponyo, uma peixinha filha de um cientista e da deusa das \u00e1guas. Ela se encanta por Sosuke, um garoto de cinco anos, e se torna humana para ser amiga dele. Mas a po\u00e7\u00e3o que ela usa para isso acaba criando um grande desequil\u00edbrio e colocando todo o vilarejo em risco.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/8mjjBA2KvcLoLDvqJ1WXa5yMADTFvjnacgy9wRbYtvMbK5a-w4YWKDrgvzU4SEGIyoS-Z4DDcE7Lz3DBXxofcA5u_d4hoF2imNzQQWT0WkiMVpkWWJDT4NRtRbth2fO4PPM7QQi1\" alt=\"\"\/><figcaption>Foto: Studio Ghibli \/ reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Enquanto Ponyo nos mostra um mundo m\u00e1gico de deusas e milhares de inven\u00e7\u00f5es geniais, Sosuke \u00e9 o retrato da inf\u00e2ncia no Jap\u00e3o Imperial: vive sozinho com a m\u00e3e, pois o pai, militar, foi lutar na guerra. Uma das cenas mais tocantes do filme \u00e9 quando o navio passa pelo mar do vilarejo, e pai e filho se comunicam por c\u00f3digo-morse. A m\u00e3e, que se sente muito sozinha, fica animada com a chegada de Ponyo e a acolhe calorosamente. A rela\u00e7\u00e3o de cuidado que cria com a menina \u00e9 linda de acompanhar. A hist\u00f3ria \u00e9 relativamente simples, f\u00e1cil para as crian\u00e7as acompanharem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para quem j\u00e1 gosta de animes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Chamando todos os f\u00e3s de One Piece, Death Note, Naruto, Full Metal Alchemist e todos os animes famosos! Se voc\u00ea j\u00e1 se descobriu f\u00e3 de anime e n\u00e3o viu Studio Ghibli, a sugest\u00e3o \u00e9 come\u00e7ar por O Castelo Animado (Hauru no Ugoku Shiro, 2004). Baseado no livro hom\u00f4nimo de Dianna Wynne Jones (mas muito melhor), o filme fala sobre Sophie, uma jovem chapeleira de vida pacata que cruza com a Bruxa da Terra Abandonada e \u00e9 amaldi\u00e7oada por ela. Ao se ver no corpo de uma idosa, Sophie decide sair de casa e acaba se refugiando no castelo de Howl, um bruxo temido por roubar cora\u00e7\u00f5es de belas mo\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/i0oK9MKcHAYPLlCObesEZugSLwiKkDHg-ChSlZJSpnH1jDlOLOnpe2d5f0KRnO6KlXDWVI9Xn2QBlc3MYPWkz32X3JupSNlC4t4D6dxI36cs_mjzPcXScnkS3WancDfZ3zikbWSp\" alt=\"\"\/><figcaption>Foto: Studio Ghibli \/ reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Castelo Animado tem um dos melhores al\u00edvios c\u00f4micos da hist\u00f3ria do cinema, o dem\u00f4nio do fogo Calcifer. Dono da ic\u00f4nica frase \u201ctomara que o seu bacon queime\u201d, Calcifer torna todas as suas cenas perfeitas e \u00e9 tanto o alter ego de Howl quanto um dos protagonistas da hist\u00f3ria. A rela\u00e7\u00e3o dele com o mago \u00e9 muito bem constru\u00edda e prende o espectador at\u00e9 o fim.<\/p>\n\n\n\n<p>O pano de fundo d\u2019O Castelo Animado \u00e9 uma guerra. A hist\u00f3ria de Howl, Sophie e a Bruxa da Terra Abandonada por si s\u00f3 j\u00e1 traz um conflito interessant\u00edssimo, mas os bombardeios constantes criam uma tens\u00e3o ainda maior. A guerra n\u00e3o \u00e9 muito bem explicada, mas sua inser\u00e7\u00e3o faz parte da mensagem pacifista que acompanha toda a obra de Miyazaki.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro filme muito bom \u00e9 Princesa Mononoke (Mononoke Hime, 1997). Um dos mais longos, com duas horas e quinze, costuma ser simplificado como uma hist\u00f3ria em prol da defesa do meio ambiente, mas vai muito al\u00e9m disso. Ashitaka \u00e9 um jovem pr\u00edncipe que \u00e9 amaldi\u00e7oado por ter matado um deus-javali e parte pela floresta em busca de uma cura. Ele encontra San, uma garota que cresceu com os lobos e que est\u00e1 em uma briga contra Lady Eboshi, a chefe de uma aldeia mineradora que amea\u00e7a a mata onde vive.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/avwA4l30DDXfXpiGwinAdy823NknER-PbVIF5Pv2MBUwmI9eNWsW0njVpcIkROYmXTwUh9tifd87GUQlQhhnSqIM_wpV7htIZDCWf8hjZOvosll5JDZJ-wNkv6K7x6VibvDIlcPN\" alt=\"\"\/><figcaption>Foto: Studio Ghibli \/ reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Princesa Mononoke \u00e9 um filme sobre enxergar todos os lados da hist\u00f3ria. Embora fique muito claro que o diretor defende a preserva\u00e7\u00e3o da floresta, os moradores da aldeia e sua l\u00edder t\u00eam uma narrativa muito interessante que explica suas motiva\u00e7\u00f5es e n\u00e3o cria manique\u00edsmo, muito comum em filmes que tratam do meio ambiente em algum n\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Princesa Mononoke fala muito sobre ancestralidade &#8211; tema recorrente n\u00e3o s\u00f3 nos filmes do est\u00fadio mas na produ\u00e7\u00e3o cultural japonesa como um todo. \u00c9 muito bonita a rela\u00e7\u00e3o que se constr\u00f3i entre Ashitaka e Sen, mas mais incr\u00edvel ainda \u00e9 ver como ela se conecta com a floresta e os lobos, com quem cresceu, e se sente pertencente \u00e0quele mundo apesar de ser humana. Esse conflito, entre a humanidade e a vida com os animais, \u00e9 muito marcado na personagem, mas a forma como ela se apega a suas ra\u00edzes mostra a carga da cultura japonesa na narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Todos os filmes do Studio Ghibli valem a pena<\/strong> Embora este texto tenha mencionado apenas cinco longa-metragens, \u00e9 interessante conhecer a filmografia completa do est\u00fadio. Com obras que v\u00e3o desde a fantasia e o irreal at\u00e9 conflitos adolescentes, os vinte e um filmes disponibilizados no <em>streaming<\/em> s\u00e3o maravilhosos, apaixonantes e encantadores. A melhor forma de v\u00ea-los \u00e9 degustando aos poucos; uma maratona pode ser cansativa. E n\u00e3o se preocupe se voc\u00ea se perder na simbologia e nas met\u00e1foras; como diz Zeniba, personagem d\u2019A Viagem de Chihiro, \u201cnada do que acontece \u00e9 esquecido para sempre, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o se lembre.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em><strong> Por Julia Mayumi<\/strong> \/ juliamayumi@usp.br<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em fevereiro deste ano, o Studio Ghibli disponibilizou a grande maioria de seus filmes no servi\u00e7o de streaming Netflix. 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