{"id":2192,"date":"2025-11-11T21:38:14","date_gmt":"2025-11-12T00:38:14","guid":{"rendered":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=2192"},"modified":"2025-11-14T19:54:03","modified_gmt":"2025-11-14T22:54:03","slug":"juventudes-conectadas-brasil-e-china-sob-o-mesmo-feed","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=2192","title":{"rendered":"Juventudes Conectadas: Brasil e China sob o mesmo feed"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 10pt;\">(Imagem: Montagem por Maria Fernanda Barros)<\/span><\/p>\n<p><em>Apesar da dist\u00e2ncia e de redes sociais distintas, jovens brasileiros e chineses compartilham o mesmo desejo:\u00a0 se expressar e se conectar<\/em><\/p>\n<p><b>Por <\/b>Nicolas Vaz Coelho<\/p>\n<p>Vers\u00e3o em \u00e1udio:<\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: Audiodescri\u00e7\u00e3o - Juventudes Conectadas: Brasil e China sob o mesmo feed\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/5kSjOO7S8HcRbjiXvIfYPP?si=f2d5201c33134b80&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 fim de tarde em Hangzhou, capital da prov\u00edncia de Zhejiang, uma das cidades mais desenvolvidas do leste da China. No centro comercial, altamente movimentado, um grupo de jovens ajusta cuidadosamente a intensidade da luz de LED e posiciona o trip\u00e9 diante da cal\u00e7ada. O cen\u00e1rio parece uma mistura de filmes cyberpunks com a arquitetura chinesa tradicional: telhados curvos, letreiros iluminados e edif\u00edcios espalhados por todos os cantos. Ainda que a produ\u00e7\u00e3o seja improvisada, ela reflete a ideia de uma juventude que transforma qualquer espa\u00e7o em palco, e a qualquer instante em performance.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O som ambiente lembra o burburinho das ruas de S\u00e3o Paulo. Vozes cruzadas, passos apressados e o ru\u00eddo constante de uma cidade que nunca para. O grupo de jovens, composto por meninos e meninas, mais se parecem com personagens de anima\u00e7\u00e3o. Cabelos coloridos, maquiagens hologr\u00e1ficas, estilo marcante e \u2018\u2019labubus\u2019\u2019 como item de moda pessoal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com o cen\u00e1rio e o roteiro definidos, eles escolhem um \u00e1udio viral, uma batida pop que tamb\u00e9m brilha no Ocidente, ou um trecho de m\u00fasica que domina os feeds da semana. Quando a grava\u00e7\u00e3o termina, eles se re\u00fanem em volta da tela para ver o resultado. Repetem a cena, ajustam o enquadramento e trocam ideias. \u00c9 um processo coletivo, quase artesanal. Mas ao mesmo tempo, parte de uma engrenagem global que transforma segundos de aten\u00e7\u00e3o em milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O v\u00eddeo final logo ser\u00e1 publicado no <\/span><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tecnologia\/noticia\/2023\/04\/04\/qual-a-diferenca-entre-o-tiktok-e-o-douyin-versao-do-app-usada-na-china.ghtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">Douyin<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, a vers\u00e3o chinesa do TikTok e uma das plataformas de v\u00eddeos curtos mais populares do pa\u00eds, no qual milh\u00f5es de jovens compartilham fragmentos de suas rotinas. A expectativa \u00e9 que o conte\u00fado viralize, e que o fluxo de curtidas, coment\u00e1rios e seguidores se transforme em visibilidade e influ\u00eancia. Essa l\u00f3gica que mistura entretenimento, performance e autopromo\u00e7\u00e3o n\u00e3o difere muito da que move criadores de conte\u00fado no Ocidente, como o Brasil. Quanto mais tempo o p\u00fablico assiste, mais o algoritmo recompensa. Mas nem todo clique busca fama.<\/span><\/p>\n<h2><b>A rede chinesa<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 ainda quem prefira se conectar de um jeito mais discreto, e encontrar nas redes um ref\u00fagio de leveza. \u00c9 o caso da jovem Xinyu Xu, de 20 anos, estudante de portugu\u00eas na Communication University of China, em Pequim, onde vive. Para Tatiana, como tamb\u00e9m \u00e9 chamada, as plataformas s\u00e3o mais um espa\u00e7o de entretenimento e descanso, do que de autopromo\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cUso principalmente o <\/span><a href=\"https:\/\/exame.com\/tecnologia\/com-mais-funcoes-que-o-instagram-xiaohongshu-lidera-na-app-store-americana\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Little Red Book<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 plataforma chinesa que mistura elementos do Instagram e do Pinterest \u2013 porque o algoritmo me mostra conte\u00fados nos nichos que eu mais gosto&#8221;, conta. \u201cTamb\u00e9m vejo v\u00eddeos no Douyin, mas apenas por divers\u00e3o. Gosto de v\u00eddeos engra\u00e7ados, de beb\u00eas e de animais fofos\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tatiana descreve essa rela\u00e7\u00e3o como uma forma de lazer, quase terap\u00eautica. \u201cS\u00f3 quero aliviar o estresse ao usar as redes sociais. \u00c0s vezes compartilho minhas fotos e os elogios de estranhos me trazem alegria\u201d, diz. Ao contr\u00e1rio de muitos criadores que buscam visibilidade, ela enxerga as redes como um espa\u00e7o de descanso mental, um lugar para observar, mais do que ser vista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Enquanto parte dos jovens chineses transformam as redes sociais em vitrines, Tatiana representa uma parcela crescente que v\u00ea a internet como ref\u00fagio emocional. Seu consumo \u00e9 mais curioso e afetivo do que o perform\u00e1tico, uma pausa no ritmo acelerado da vida conectada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora esteja mais acostumada a utilizar as redes sociais chinesas, Tatiana revela que j\u00e1 acessou plataformas estrangeiras. \u201cQuando morei em Macau, conseguia acessar o Instagram e o YouTube com mais facilidade\u201d, conta, referindo-se \u00e0 antiga col\u00f4nia portuguesa, que mant\u00e9m um sistema de internet mais aberto que o da China continental.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No territ\u00f3rio chin\u00eas, muitas redes ocidentais, como o Instagram e o TikTok, n\u00e3o funcionam por conta de um r\u00edgido sistema de filtragem e bloqueios governamentais, conhecido como \u201cGreat Firewall\u201d. L\u00e1, \u00e9 comum o uso de VPNs, ou Rede Virtual Privada, como alguns brasileiros tamb\u00e9m fazem para acessar servi\u00e7os restritos em outros pa\u00edses. Mas a pr\u00e1tica exige certo esfor\u00e7o, e isso acaba influenciando quais plataformas se tornam populares.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, a juventude, em qualquer parte do mundo, tende a se concentrar onde est\u00e3o seus pares. A conex\u00e3o pode atravessar fronteiras tecnol\u00f3gicas, mas \u00e9 o senso de comunidade que define onde as intera\u00e7\u00f5es se concentram.<\/span><\/p>\n<h2><b>A rede brasileira<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se na China o Douyin \u00e9 o palco onde jovens exibem suas rotinas e desenvolvem sua criatividade, no Brasil o roteiro n\u00e3o \u00e9 muito diferente. Entre v\u00eddeos de humor, trends de dancinhas e v\u00eddeos de \u2018\u2019arrume-se comigo\u2019\u2019, as redes sociais tamb\u00e9m se tornaram uma extens\u00e3o da vida cotidiana. \u201cEu uso mais o Instagram e o TikTok. O Instagram \u00e9 onde acompanho amigos, vejo stories e posto algumas coisas do meu dia. J\u00e1 o TikTok eu uso pra relaxar, ver v\u00eddeos engra\u00e7ados e descobrir m\u00fasicas novas\u201d, conta a estudante Eduarda Lacerda Novaes, de 18 anos, moradora da cidade de Carapicu\u00edba, na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O consumo \u00e9 r\u00e1pido, mas a imers\u00e3o \u00e9 total. \u201cGosto de ver v\u00eddeos de moda, humor e dan\u00e7a. Muita coisa que eu escuto ou vejo vem de alguma trend das redes\u201d, diz. \u00c9 o mesmo movimento que transforma um corte de cabelo, uma coreografia ou um som em fen\u00f4menos globais, e que faz da internet um espelho de desejos e identidades juvenis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, a l\u00f3gica do engajamento se mistura \u00e0 busca por pertencimento. As plataformas s\u00e3o espa\u00e7os de lazer, mas tamb\u00e9m de express\u00e3o pessoal. \u201cMuita gente acessa \u00e0s redes para se distrair, ver v\u00eddeos e dar risada, mas tamb\u00e9m tem quem use para mostrar opini\u00e3o, talento ou desabafar. As redes viraram meio que parte da vida mesmo\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A jovem comenta j\u00e1 ter tido contato com uma das redes sociais mais populares da China, o Kwai, \u2014 vers\u00e3o internacional do Kuaishou, que nasceu no pa\u00eds asi\u00e1tico \u2013 e nota diferen\u00e7as sutis entre os p\u00fablicos. \u201cAchei legal, mas o conte\u00fado \u00e9 um pouco diferente, parece mais simples e voltado pro p\u00fablico do interior\u201d, comenta. Ainda assim, percebe pontos de converg\u00eancia: \u201cAcho que os jovens chineses tamb\u00e9m usam as redes sociais para se divertir e acompanhar trends, s\u00f3 que com outro tipo de conte\u00fado, mais ligado \u00e0 cultura deles.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre influenciadores brasileiros, nomes como Virg\u00ednia Fonseca, Camila Loures e Bianca Andrade, conhecida como Boca Rosa, s\u00e3o presen\u00e7as constantes no feed da Eduarda. Elas representam um estilo de vida que mistura rotina, consumo e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">performance<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, reproduzindo a mesma est\u00e9tica que, do outro lado do mundo, tamb\u00e9m domina a rede social chinesa Douyin.<\/span><\/p>\n<h2><b>O mapa digital da China<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para quem observa de fora, a internet chinesa costuma ser descrita como um territ\u00f3rio cercado, em que a censura molda o comportamento e limita a liberdade de express\u00e3o. Mas essa vis\u00e3o, constru\u00edda em grande parte a partir de uma lente ocidental, n\u00e3o traduz a realidade cotidiana dos jovens do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na China, as redes formam um universo pr\u00f3prio, no qual aplicativos se cruzam, se retroalimentam e moldam novas formas de sociabilidade. Plataformas como WeChat, Weibo e Bilibili ocupam o lugar que, no Ocidente, seriam do Instagram, do X (antigo Twitter) e do YouTube, mas com fun\u00e7\u00f5es ampliadas, como se fossem super aplicativos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diferente das redes ocidentais, as plataformas chinesas v\u00e3o al\u00e9m de simples pontes de socializa\u00e7\u00e3o. No WeChat, por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel pagar contas, pedir comida, chamar um carro ou at\u00e9 agendar consultas m\u00e9dicas. J\u00e1 o Bilibili concentra a produ\u00e7\u00e3o criativa da juventude chinesa, enquanto o Kuaishou destaca hist\u00f3rias e a rotina de criadores de conte\u00fado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por tr\u00e1s desse ecossistema, existe uma estrutura de gest\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o de dados que diferencia a internet chinesa da ocidental. O pa\u00eds incentiva a cria\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias plataformas e mant\u00e9m boa parte do tr\u00e1fego e das informa\u00e7\u00f5es dentro de um circuito nacional. O objetivo declarado \u00e9 garantir a seguran\u00e7a digital e a autonomia tecnol\u00f3gica, reduzindo a depend\u00eancia de empresas estrangeiras e preservando o que \u00e9 produzido internamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa pol\u00edtica \u00e9 supervisionada por \u00f3rg\u00e3os como a Administra\u00e7\u00e3o Nacional de R\u00e1dio e Televis\u00e3o, respons\u00e1vel por orientar o conte\u00fado que circula nas redes e nas plataformas audiovisuais. A l\u00f3gica se apoia em legisla\u00e7\u00f5es recentes, como a Lei de Seguran\u00e7a de Dados e a Lei de Prote\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es Pessoais, ambas de 2021, nas quais se determina que os dados gerados em territ\u00f3rio chin\u00eas sejam tratados e armazenados dentro do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, o debate sobre soberania digital vem ganhando for\u00e7a nos \u00faltimos anos. Em agosto de 2024, <\/span><a href=\"https:\/\/www.virtuabrasil.com.br\/o-banimento-do-x-no-brasil\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">o bloqueio tempor\u00e1rio da plataforma X (antigo Twitter)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> evidenciou o impasse entre empresas globais e governos nacionais sobre o cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o local, colocando em discuss\u00e3o a necessidade de regras claras para o funcionamento de redes sociais e a prote\u00e7\u00e3o de dados dos usu\u00e1rios.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O epis\u00f3dio mostra como o pa\u00eds se encontra em um momento decisivo: a forma como plataformas digitais ser\u00e3o reguladas pode aproximar ou distanciar o Brasil de modelos adotados em outros pa\u00edses, como a China, onde as plataformas operam dentro de um ecossistema regulado desde sua origem.<\/span><\/p>\n<h2><b>O idioma em comum<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de estarem separados por mais de 17 mil quil\u00f4metros, os jovens brasileiros e chineses compartilham algo essencial: a necessidade de se expressar. Nas telas do celular, entre dublagens, transi\u00e7\u00f5es e registros do dia a dia, o cotidiano \u00e9 transformado em narrativa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ynes Zheng, que vive em Pequim e atua em uma empresa de tecnologia e m\u00eddia social com presen\u00e7a tanto na China quanto no Brasil, observa que as diferen\u00e7as culturais aparecem mais no tom, do que no conte\u00fado. \u201cOs jovens brasileiros s\u00e3o mais energ\u00e9ticos e expressivos\u201d, diz. Ainda assim, a ess\u00eancia \u00e9 a mesma: \u201cIndependentemente de onde estejam, os jovens mostram uma incr\u00edvel criatividade e desejo de se fazer ouvir.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para ela, essa semelhan\u00e7a ajuda a explicar porque as plataformas chinesas t\u00eam conquistado espa\u00e7o fora da \u00c1sia, especialmente na Am\u00e9rica Latina. A linguagem da auto express\u00e3o atravessa fronteiras com facilidade, unindo jovens que, mesmo separados por continentes, compartilham da mesma vontade de serem vistos e ouvidos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa converg\u00eancia acontece mesmo dentro de ecossistemas digitais distintos. Na China, o Douyin, o Kuaishou e o Bilibili operam em um espa\u00e7o pr\u00f3prio, com regras e algoritmos diferentes das redes ocidentais, mas a l\u00f3gica de cria\u00e7\u00e3o \u00e9 id\u00eantica. Jovens editam v\u00eddeos, comentam tend\u00eancias e constroem comunidades em torno de afetos e refer\u00eancias compartilhadas. \u00c9 uma esp\u00e9cie de \u201cfeed paralelo\u201d, onde a est\u00e9tica, o humor e os desejos ecoam de forma quase id\u00eantica \u00e0 das telas brasileiras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os v\u00eddeos que viralizam no Douyin, por exemplo, poderiam facilmente circular no TikTok brasileiro. Coreografias, desafios, v\u00eddeos de humor, truques de beleza e relatos pessoais seguem a mesma l\u00f3gica de engajamento e pertencimento. As fronteiras existem, mas s\u00e3o mais de c\u00f3digo e geopol\u00edtica, do que de comportamento.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Apesar da dist\u00e2ncia e de redes sociais distintas, jovens brasileiros e chineses compartilham o mesmo desejo:\u00a0 se expressar e se conectar &#8211; por Nicolas Vaz Coelho\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=2192\"> <\/a>","protected":false},"author":138,"featured_media":2198,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[688],"tags":[183,730,331,725],"class_list":["post-2192","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-babel-2025-ed-novembro","tag-brasil","tag-china","tag-juventude","tag-sociedade-comportamento"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Juventudes Conectadas: Brasil e China sob o mesmo feed - 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