{"id":1510,"date":"2024-12-06T14:52:03","date_gmt":"2024-12-06T17:52:03","guid":{"rendered":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1510"},"modified":"2024-12-06T14:52:57","modified_gmt":"2024-12-06T17:52:57","slug":"por-que-a-ciencia-segue-hostil-com-as-mulheres-saiba-5-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1510","title":{"rendered":"Por que a ci\u00eancia segue hostil com as mulheres? Saiba 5 desafios"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u201cEfeito-tesoura\u201d na ascens\u00e3o profissional, apagamento autoral,\u00a0 ass\u00e9dio, maternidade e falta de incentivo dificultam paridade, apesar de avan\u00e7os recentes<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A bi\u00f3loga Luisa Diele-Vegas, 32, foi amea\u00e7ada pelo colega com um peda\u00e7o de madeira durante um trabalho de campo, ap\u00f3s confront\u00e1-lo por ele n\u00e3o estar desempenhando adequadamente suas fun\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de quase agredi-la, o pesquisador gritou que n\u00e3o aceitaria ordens de uma mulher com cabelo vermelho, tatuagens e que usava short.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s apresentar argumentos mais robustos do que\u00a0 um colega estrangeiro durante um debate de pesquisadores na <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/california\/\">Calif\u00f3rnia<\/a>, nos Estados Unidos, a f\u00edsica M\u00e1rcia Barbosa, 64, ouviu do oponente que apenas se saiu melhor porque o perfume que usava o desconcentrou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante um evento de pesquisadores que coordenava, a matem\u00e1tica Jaqueline Mesquita, 39, <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-39161312\">foi ignorada tantas vezes<\/a> que um colega alertou aos demais que ela estava tentando falar h\u00e1 v\u00e1rios minutos, e somente assim eles a ouviram.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A bi\u00f3loga Camila Ribeiro, 35, teve a bolsa de estudos encerrada ao fim da <a href=\"https:\/\/www.nexojornal.com.br\/expresso\/2023\/12\/11\/por-que-maes-cientistas-precisam-de-incentivo-a-pesquisa#:~:text=A%20C%C3%A2mara%20dos%20Deputados%20aprovou,decorr%C3%AAncia%20de%20gravidez%20ou%20ado%C3%A7%C3%A3o.\">licen\u00e7a-maternidade<\/a> (apesar da garantia de prorroga\u00e7\u00e3o prevista em lei), quando sua filha, Maria Alice, tinha apenas oito meses. Precisou concluir a tese de doutorado em ci\u00eancia animal noites adentro, enquanto o beb\u00ea dormia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essas quatro mulheres enfrentam o mesmo desafio diariamente: a desigualdade de g\u00eanero na ci\u00eancia, problema que se manifesta desde a falta de incentivos na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para que meninas sigam em carreiras cient\u00edficas at\u00e9 a dificuldade de ascens\u00e3o a posi\u00e7\u00f5es de destaque. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O problema \u00e9 conhecido, mas n\u00e3o deixa de espantar: por que, em um campo que deveria priorizar a racionalidade e a consist\u00eancia cient\u00edfica, tantas pesquisadoras ainda enfrentam diferentes formas de viol\u00eancia simplesmente por serem mulheres?<\/span><\/p>\n<h2><b>Efeito-tesoura: quem chega ao topo?<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mulheres representam 57,5% dos estudantes matriculados em cursos de gradua\u00e7\u00e3o no Brasil, segundo o levantamento &#8220;Estat\u00edsticas de G\u00eanero: Indicadores sociais das mulheres no Brasil&#8221;, do <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/ibge\/\">IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica)<\/a>, divulgado em mar\u00e7o deste ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, os cargos mais altos na pesquisa cient\u00edfica s\u00e3o dominados por homens. Dados da Capes (Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior) mostram que mulheres s\u00e3o apenas 42% do corpo docente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O fen\u00f4meno de redu\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a feminina \u00e0 medida que as carreiras cient\u00edficas progridem recebe o nome de <a href=\"https:\/\/exame.com\/brasil\/mulheres-na-ciencia-quebrando-a-tesoura-da-desigualdade\/\">&#8220;efeito-tesoura&#8221;<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;A participa\u00e7\u00e3o das mulheres aumentou significativamente na base da pir\u00e2mide da pesquisa cient\u00edfica no Brasil, em grande parte devido \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/inep\/pt-br\/assuntos\/noticias\/estudos-educacionais\/estudo-detalha-expansao-da-educacao-superior-no-brasil\">amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao ensino superior<\/a>\u201d, diz Moema Guedes, professora e pesquisadora do Departamento de Ci\u00eancias Sociais da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDesde os anos 1980, elas s\u00e3o maioria nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m os intensos avan\u00e7os na base n\u00e3o v\u00eam se refletindo no topo da estrutura.&#8221;\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A disparidade se nota ao analisar a concess\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cnpq\/pt-br\/assuntos\/noticias\/cnpq-em-acao\/bolsas-de-produtividade-cnpq-estende-prazo-de-submissao-de-propostas-ate-15-de-janeiro-1\">bolsas de produtividade<\/a>, atribu\u00eddas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico) para valorizar pesquisadores com produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica de destaque.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Das 184.728 bolsas outorgadas pelo \u00f3rg\u00e3o de fomento \u00e0 pesquisa entre 2010 e 2021, 64,7% foram para homens e 35,3% para mulheres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Pesquisadores que recebem essas bolsas s\u00e3o considerados de ponta. Eles comp\u00f5em a categoria mais valorizada do meio cient\u00edfico, recebendo recursos das ag\u00eancias de fomento para financiar suas pesquisas&#8221;, explica a especialista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 uma profecia autorrealiz\u00e1vel, porque um fator que dificulta a ascens\u00e3o das pesquisadoras \u00e9 justamente a falta de reconhecimento. Um estudo da Nature de 2022 constatou que<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-022-04966-w\"> mulheres em grupos de pesquisa t\u00eam significativamente menos chances de receber cr\u00e9dito<\/a> de autoria em artigos cient\u00edficos e patentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa disparidade se manifesta em quase todas as \u00e1reas da ci\u00eancia e em diferentes est\u00e1gios da carreira: 43% das pesquisadoras relatam j\u00e1 ter sido exclu\u00eddas da lista de autores, em compara\u00e7\u00e3o com 38% dos homens. Elas tamb\u00e9m t\u00eam menos chances de ser mencionadas como autoras em artigos de alto impacto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Nos processos de publica\u00e7\u00e3o e obten\u00e7\u00e3o de recursos, o nome feminino tende a receber avalia\u00e7\u00f5es mais duras. Atualmente, nas submiss\u00f5es de artigos, adota-se a anonimiza\u00e7\u00e3o entre revisores e autores para evitar esse tipo de vi\u00e9s\u201d, diz a bi\u00f3loga Luisa Diele-Viegas. O ideal, por\u00e9m, seria uma revis\u00e3o triplamente anonimizada, em que o editor da revista cient\u00edfica tamb\u00e9m n\u00e3o soubesse quem \u00e9 o autor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas a bi\u00f3loga, que \u00e9 cofundadora da Rede Mulheres na Zoologia, enfatiza que a anonimiza\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas uma &#8220;forma de botar panos quentes&#8221;. Para Luisa, \u00e9 necess\u00e1rio reconstruir a cultura acad\u00eamica sob uma perspectiva mais igualit\u00e1ria \u2014vis\u00e3o compartilhada por Moema, soci\u00f3loga da UFRRJ:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;A ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o isolada da sociedade. Por ser dominada por uma elite letrada de homens brancos, ela reproduz n\u00e3o apenas <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/jornal\/elas-nas-ciencias-desigualdade-de-genero-na-area-cientifica-ainda-e-realidade-no-cenario-atual\/\">misoginia<\/a>, racismo e elitismo, como tamb\u00e9m rela\u00e7\u00f5es de poder ligadas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de redes&#8221;, explica ela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;E voc\u00ea cria redes participando de congressos, lan\u00e7amentos de livros e conhecendo as pessoas certas, como os editores que publicar\u00e3o seus artigos. Mas se voc\u00ea \u00e9 a \u00fanica mulher do ambiente, dificilmente ser\u00e1 chamada para esse &#8216;clube de bolinha&#8217;.&#8221;<\/span><\/p>\n<h2><b>Ci\u00eancias masculinas<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Globalmente, a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadoras, de 31,5%, praticamente n\u00e3o mudou desde 2011. As disparidades s\u00e3o mais vis\u00edveis nas exatas: quase todos os pa\u00edses apresentam desigualdades de g\u00eanero em Stem (sigla em ingl\u00eas para ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica). \u00c9 o que aponta <a href=\"https:\/\/www.unwomen.org\/en\/digital-library\/publications\/2024\/09\/progress-on-the-sustainable-development-goals-the-gender-snapshot-2024\">o relat\u00f3rio &#8220;Progresso nos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel: O Panorama de G\u00eanero 2024&#8221;,<\/a> da ONU (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, embora 60,3% dos estudantes concluintes de gradua\u00e7\u00f5es em geral sejam do sexo feminino, essa porcentagem cai para 22% nos custos de Stem, como demonstrou o Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior 2022.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Ser a \u00fanica mulher na sala n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o, \u00e9 a regra. Isso me motivou a me envolver na milit\u00e2ncia por mais mulheres na ci\u00eancia&#8221;, conta a f\u00edsica e reitora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), M\u00e1rcia Barbosa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com esse prop\u00f3sito, a pesquisadora ingressou em 1999 em um grupo de trabalho da Uni\u00e3o Internacional de F\u00edsica Pura e Aplicada que analisava a participa\u00e7\u00e3o feminina na \u00e1rea, lutando pela licen\u00e7a-maternidade vinculada a bolsas de mestrado, doutorado e de produtividade de pesquisa. Ela ainda prop\u00f4s mudan\u00e7as como a exig\u00eancia de palestrantes mulheres em eventos da organiza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim como ocorre na f\u00edsica, a <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/educacao\/homens-sao-melhores-que-mulheres-em-matematica-nao-e-bem-assim-entenda\/\">matem\u00e1tica<\/a> \u00e9 marcada pela desigualdade de g\u00eanero. &#8220;A \u00e1rea \u00e9 historicamente masculina&#8221;, diz Jaqueline Mesquita, professora da UnB (Universidade de Bras\u00edlia). &#8220;Sou a terceira mulher a ocupar a presid\u00eancia da Sociedade Brasileira de Matem\u00e1tica. Foram 18 anos sem ter nenhuma mulher presidente.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da situa\u00e7\u00e3o descrita no come\u00e7o da reportagem, quando colegas a ignoraram em um evento, Jaqueline conta ouvir rotineiramente questionamentos sobre sua vida familiar \u2014por exemplo, se o marido n\u00e3o se importa que ela viaje para congressos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Perspectivas para a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2023\/09\/igualdade-de-genero-no-brasil-e-lanterna-em-recursos-para-bater-metas-da-onu.shtml\">igualdade de g\u00eanero<\/a> na ci\u00eancia n\u00e3o s\u00e3o de todo negativas: a medicina, por exemplo, tem mostrado avan\u00e7os significativos no Brasil. Desde 2011, o n\u00famero de mulheres m\u00e9dicas quase dobrou, chegando a 260 mil em 2022. Contudo, elas ainda recebem, em m\u00e9dia, 36% menos que os homens, segundo o levantamento Demografia M\u00e9dica no Brasil 2023.<\/span><\/p>\n<h2><b>Maternidade e sobrecarga<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um estudo americano de 2019, publicado no &#8220;Proceedings of the National Academy of Sciences&#8221;, que usou dados da National Science Foundation sobre profissionais de Stem, indicou que mulheres s\u00e3o mais propensas do que homens a abandonar carreiras em tempo integral ap\u00f3s terem filhos: 43% delas o fizeram dentro de um per\u00edodo de sete anos ap\u00f3s se tornarem m\u00e3es, em compara\u00e7\u00e3o com 23% deles.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A press\u00e3o por produtividade, refletida na expectativa de que pesquisadoras sigam publicando artigos na mesma intensidade de antes da maternidade, muitas vezes as expulsa da ci\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Voc\u00ea se sente in\u00fatil, parece que n\u00e3o est\u00e1 fazendo nada direito. V\u00e3o se acumulando os servi\u00e7os de casa, os cuidados com a crian\u00e7a, a tese de doutorado para corrigir&#8221;, relata a bi\u00f3loga Camila Ribeiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com o objetivo de apoiar m\u00e3es e pais na ci\u00eancia, foi criado, em 2016, o movimento <a href=\"https:\/\/www.parentinscience.com\/\">Parent in Science.<\/a> Entre as vit\u00f3rias do grupo, est\u00e3o editais de financiamento que passaram a considerar per\u00edodos de licen\u00e7a-maternidade na an\u00e1lise de curr\u00edculos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;M\u00e9tricas de avalia\u00e7\u00e3o t\u00eam que levar em conta que mulheres t\u00eam filhos e, por isso, deve haver algum tipo de compensa\u00e7\u00e3o. V\u00e1rios programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o j\u00e1 estendem o per\u00edodo de avalia\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, em vez de ser avaliada por quatro anos, voc\u00ea \u00e9 avaliada por seis. \u00c9 incoerente exigir produtividade elevada de uma docente com um beb\u00ea&#8221;, diz Moema Guedes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em julho deste ano, foi sancionada <a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/radio\/1\/noticia\/2024\/07\/19\/nova-lei-estende-prazos-academicos-aos-pais-e-responsaveis#:~:text=Foi%20sancionada%20a%20Lei%20n%C2%BA,de%20180%20dias%20de%20prorroga%C3%A7%C3%A3o.\">lei que prorroga os prazos<\/a> de conclus\u00e3o de cursos e programas para estudantes e pesquisadores do ensino superior, al\u00e9m da vig\u00eancia das bolsas de estudo, em virtude de maternidade, paternidade e guarda de menores, por um per\u00edodo m\u00ednimo de 180 dias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A falta de estrutura nas universidades para acolher m\u00e3es \u00e9 outra dificuldade. Com frequ\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 trocadores nos banheiros, creches ou espa\u00e7os para amamenta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, <a href=\"https:\/\/www.terra.com.br\/nos\/genero-entenda-as-diferencas-entre-papel-expressao-e-identidade,b4560d3653cd184aeeb1aecf8613ebffk3llcvyn.html#:~:text=Os%20pap%C3%A9is%20de%20g%C3%AAnero%20ou,e%20educador%20sexual%20Breno%20Rosostolato.\">pap\u00e9is de g\u00eanero<\/a> fazem com que as responsabilidades de cuidado com familiares recaiam sobre pesquisadoras que n\u00e3o s\u00e3o m\u00e3es. &#8220;Estamos inseridos em um sistema de g\u00eanero em que mulheres s\u00e3o pensadas como cuidadoras. Elas podem n\u00e3o ter filhos, mas v\u00e3o cuidar de pais idosos, por exemplo&#8221;, acrescenta a professora da UFRRJ.<\/span><\/p>\n<h2><b>Ass\u00e9dio<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com relat\u00f3rio da ABC (Academia Brasileira de Ci\u00eancias), 47% das cientistas j\u00e1 sofreram <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/defesa\/pt-br\/acesso-a-informacao\/governanca-e-gestao\/portal-da-integridade-unindo-forcas-em-prol-da-integridade\/assedio-sexual-e-crime-voce-sabe-como-identifica-lo-3#:~:text=De%20acordo%20com%20o%20C%C3%B3digo,emprego%2C%20cargo%20ou%20fun%C3%A7%C3%A3o%E2%80%9D.\">ass\u00e9dio sexual<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Ainda temos poucas a\u00e7\u00f5es efetivas para coibir o ass\u00e9dio. N\u00e3o existe um acolhimento adequado para as v\u00edtimas, e muitas delas n\u00e3o t\u00eam coragem de denunciar justamente por isso. Tamb\u00e9m faltam puni\u00e7\u00f5es&#8221;, diz Jaqueline Mesquita.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora a ABC tenha um c\u00f3digo de \u00e9tica que condena &#8220;todas as formas de discrimina\u00e7\u00e3o e ass\u00e9dio&#8221;, cabe \u00e0s universidades adotar iniciativas de monitoramento, investiga\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/df\/distrito-federal\/noticia\/2024\/03\/04\/assedio-na-universidade-em-10-anos-apenas-6-processos-administrativos-foram-abertos-na-unb-e-somente-um-caso-punido.ghtml\">puni\u00e7\u00e3o aos assediadores<\/a> e acolhimento a quem os denuncia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A depender da \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o, pesquisadoras enfrentam situa\u00e7\u00f5es que as deixam especialmente vulner\u00e1veis. \u00c9 o que observa Luisa Diele-Viegas:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Na zoologia e na biologia, que envolvem trabalho de campo, enfrentamos v\u00e1rios problemas relacionados \u00e0 falta de seguran\u00e7a. N\u00e3o raro, somos v\u00edtimas de ass\u00e9dio ou agress\u00e3o, porque esse tipo de ambiente \u00e9 isolado, longe dos centros urbanos, e voc\u00ea fica em uma posi\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Isso acaba sendo um fator limitante na carreira de muitas bi\u00f3logas.&#8221;<\/span><\/p>\n<h2><b>Educa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o encoraja meninas<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um desafio para a amplia\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia \u00e9 a <a href=\"https:\/\/www.meioemensagem.com.br\/womentowatch\/inclusao-desde-o-inicio-por-que-e-essencial-inspirar-meninas-nas-areas-stem\">falta de incentivos<\/a> ainda na escola para que meninas escolham carreiras na \u00e1rea.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O estere\u00f3tipo de que meninos s\u00e3o melhores em disciplinas como computa\u00e7\u00e3o e engenharia come\u00e7a a ser introjetado pelas crian\u00e7as no come\u00e7o do ensino fundamental. A revela\u00e7\u00e3o \u00e9 de um estudo das universidades de Houston e Washington, nos Estados Unidos, em que pesquisadores aplicaram question\u00e1rios a cerca de 2.300 crian\u00e7as nos Estados Unidos, dos seis anos de idade at\u00e9 a adolesc\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Descobriu-se que 51% das crian\u00e7as acreditavam que meninas t\u00eam menos interesse do que meninos em ci\u00eancias da computa\u00e7\u00e3o, n\u00famero que aumentou para 63% quando o assunto era <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/universa\/noticias\/redacao\/2018\/05\/17\/50-das-meninas-acha-que-engenharia-e-uma-profissao-masculina-diz-unesco.htm\">engenharia<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;A escola \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o central na reprodu\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos de g\u00eanero e acaba encorajando meninos a serem pesquisadores de ponta e a irem para as \u00e1reas de &#8216;ci\u00eancias duras&#8217;, que s\u00e3o mais valorizadas, e meninas a seguirem em carreiras ligadas ao cuidado. Quando elas se interessam por ci\u00eancia, s\u00e3o consideradas &#8216;esfor\u00e7adas&#8217;, mas nunca talentosas, como se f\u00edsica, matem\u00e1tica e qu\u00edmica n\u00e3o fossem aptid\u00f5es natas das mulheres&#8221;, explica Moema Guedes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2023-02\/meninas-tem-poucas-referencias-em-exatas-e-dificuldade-em-matematica#:~:text=As%20equipes%20respons%C3%A1veis%20pelo%20estudo,contra%20apenas%2028%25%20dos%20meninos.\">\u00c9 mais comum que estudantes do sexo feminino tenham dificuldades em matem\u00e1tica,<\/a> fato constatado na pr\u00e1tica por Jaquelina Mesquita ao dar palestras em escolas. &#8220;Vejo que a inseguran\u00e7a das meninas \u00e9 maior, j\u00e1 na base, porque elas n\u00e3o s\u00e3o encorajadas.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Medidas como o Torneio Medidas da Matem\u00e1tica, competi\u00e7\u00e3o dirigida a alunas do ensino fundamental at\u00e9 o \u00faltimo ano do m\u00e9dio, podem ajudar a reverter esse cen\u00e1rio, avalia ela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPrecisamos de mais mulheres na matem\u00e1tica, na computa\u00e7\u00e3o, na f\u00edsica, para que meninas pensem em seguir nessas \u00e1reas. Elas podem, sim, ser o que quiserem e sonharem\u201d, sem o receio de silenciamentos, agress\u00f5es, penaliza\u00e7\u00f5es por se tornarem m\u00e3es e falta de incentivo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cEfeito-tesoura\u201d na ascens\u00e3o profissional, apagamento autoral,\u00a0 ass\u00e9dio, maternidade e falta de incentivo dificultam paridade, apesar de avan\u00e7os recentes A bi\u00f3loga Luisa Diele-Vegas, 32, \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1510\"> <\/a>","protected":false},"author":181,"featured_media":1512,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[538,540,543,539,164,542,544,163,412,385,541],"class_list":["post-1510","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-ciencia","tag-engenharia","tag-genero","tag-igualdade-de-genero","tag-machismo","tag-matematica","tag-misoginia","tag-mulheres","tag-pesquisa","tag-sociedade","tag-tecnologia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Por que a ci\u00eancia segue hostil com as mulheres? 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