{"id":1433,"date":"2024-12-05T23:31:26","date_gmt":"2024-12-06T02:31:26","guid":{"rendered":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1433"},"modified":"2025-02-04T10:50:21","modified_gmt":"2025-02-04T13:50:21","slug":"desigualdade-esporte-alto-rendimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1433","title":{"rendered":"SP e RJ com mais de 54%, Norte com menos de 2% : a desigualdade das medalhas ol\u00edmpicas do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Quinto em extens\u00e3o territorial e sexto em popula\u00e7\u00e3o, o Brasil reflete sua grandeza em muitas \u00e1reas, mas a <em>desigualdade no esporte brasileiro<\/em> destaca profundas disparidades nas conquistas ol\u00edmpicas. Um levantamento exclusivo que analisou as origens das conquistas nacionais da hist\u00f3ria dos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o revela um desequil\u00edbrio na distribui\u00e7\u00e3o das medalhas entre as regi\u00f5es do Brasil.<\/span><\/p>\n<p>A regi\u00e3o Sudeste concentra 387 medalhas, liderando disparadamente. Em seguida v\u00eam as regi\u00f5es Sul (100), Nordeste (73) e Centro-Oeste (27). Brasileiros nascidos no exterior acumulam 15 medalhas, e est\u00e3o \u00e0 frente da regi\u00e3o Norte, que com 8,\u00a0 ocupa a \u00faltima posi\u00e7\u00e3o. Segundo o Censo de 2022, os estados de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro t\u00eam respectivamente, 23,0%\u00a0 e 8,6%, <span data-sheets-root=\"1\">da popula\u00e7\u00e3o total do pa\u00eds. Ambos s\u00e3o <\/span>super-representados <span data-sheets-root=\"1\">no levantamento, no qual, <\/span>paulistas contam com 37,87% e fluminenses com 16,23% das conquistas ol\u00edmpicas.<span data-sheets-root=\"1\"> A regi\u00e3o Norte na mesma pesquisa soma cerca de 8% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, dado que indica sub-representa\u00e7\u00e3o (1,31%) nas conquistas ol\u00edmpicas<\/span>.<\/p>\n<div class=\"flourish-embed\" data-src=\"story\/2774767\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/story\/2774767\/thumbnail\" alt=\"visualization\" width=\"100%\" \/><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Esta reportagem a <a href=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/\">Revista Babel<\/a> faz um di\u00e1logo entre os n\u00fameros dessa apura\u00e7\u00e3o, relatos de atletas e temas de pesquisadores, para compreender como se d\u00e1 a din\u00e2mica da desigualdade do esporte de alto rendimento no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo Qu\u00e9fren Nogueira, pesquisador de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica na Universidade Federal de Sergipe (UFS), as pol\u00edticas esportivas da hist\u00f3ria foram excludentes e agravaram as desigualdades. O pesquisador<\/span><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/rbce\/a\/cxBnGgp53PszmSGfQLsZXfK\/?lang=pt\"> <span style=\"font-weight: 400\">argumenta<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> que o atual cen\u00e1rio de jovializa\u00e7\u00e3o da desigualdade\u00a0 impacta na forma\u00e7\u00e3o, fazendo com que jovens n\u00e3o tenham participa\u00e7\u00e3o no esporte.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201c\u00c9 crucial que o esporte seja concebido como uma pol\u00edtica de Estado, com pr\u00e1ticas inclusivas que valorizem as potencialidades individuais e regionais. A popula\u00e7\u00e3o deve ter o acesso e o incentivo \u00e0 pr\u00e1tica esportiva como um bem cultural e educativo\u201d, sugere ele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Um direito social, o esporte \u00e9 uma ferramenta\u00a0 para promover sa\u00fade, bem-estar e intera\u00e7\u00e3o. A pr\u00e1tica esportiva fortalece comunidades, amplia oportunidades e estimula h\u00e1bitos saud\u00e1veis desde a inf\u00e2ncia. No alto rendimento, o esporte inspira a sociedade, projeta o pa\u00eds no cen\u00e1rio global e movimenta a economia.<\/span><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b><span style=\"vertical-align: inherit\"><span style=\"vertical-align: inherit\">Base<\/span><\/span><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><span style=\"vertical-align: inherit\"><span style=\"vertical-align: inherit\">Casualidades, iniciativas individuais e a\u00e7\u00f5es pontuais s\u00e3o comuns em casos de destaque da base. Cida Lisboa, ex-jogadora de v\u00f4lei, compartilha in\u00edcio no esporte. \u201cComecei porque morava na academia perto de casa, tinha muito interesse no que rolava l\u00e1, praticava de tudo, mas me apaixonei pelo v\u00f4lei\u201d. Por conta da sua altura e de convites para competir em alto n\u00edvel, Cida se distanciou da quadra e foi para a areia, o que depois inspirou sua filha Duda.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><span style=\"vertical-align: inherit\"><span style=\"vertical-align: inherit\">Duda Lisboa, atleta de duas olimp\u00edadas do v\u00f4lei de praia, faz quest\u00e3o de enaltecer o papel fundamental de sua m\u00e3e na sua forma\u00e7\u00e3o: \u201cEla me ensinou tudo, sa\u00ed do CT do v\u00f4lei dela, acompanhava desde criancinha, j\u00e1 estava nos torneios que disputo hoje .\u201d Ao lado de Ana Patr\u00edcia, com idas e vindas, a dupla atua desde a base. Foram campe\u00e3s nos jogos da juventude em 2014 e, em 10 anos, tornaram-se campe\u00e3s ol\u00edmpicas.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nos Jogos de Paris 2024, os medalhistas Caio Bonfim (marcha atl\u00e9tica) e Bia Souza (jud\u00f4), tamb\u00e9m iniciaram no esporte por influ\u00eancia de pais, ex-atletas. Hoje, Duda \u00e9 uma das duas \u00fanicas medalhistas do Sergipe e<\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ct_cida_volei\/\"> <span style=\"font-weight: 400\">o centro de treinamento<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> Cida Lisboa, no munic\u00edpio de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, tornou-se um polo do v\u00f4lei de praia, revelando talentos de escala nacional e internacional para o esporte.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A goleira da sele\u00e7\u00e3o brasileira de handebol, Gabi Moreschi, \u00e9 nascida em Maring\u00e1, cidade paranaense com um dos 50 maiores IDHs do Brasil. Ela conta o caminho at\u00e9 se consolidar como uma das melhores do mundo na posi\u00e7\u00e3o: \u201cT\u00ednhamos esportes variados na escola. O basquete despertou algum interesse, mas foi no handebol que me encontrei. Havia uma cultura forte desse esporte na minha escola.\u201d diz ela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mesmo com algum n\u00edvel de infraestrutura na sua cidade e na sele\u00e7\u00e3o, que frequenta h\u00e1 14 anos. Moreschi relata: \u201cNa Europa, crian\u00e7as de 5-6 anos j\u00e1 t\u00eam acesso a treinamentos de alto n\u00edvel, quadras apropriadas e uniformes adequados. Isso melhora muito a forma\u00e7\u00e3o esportiva. No Brasil, estamos alguns passos atr\u00e1s.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A cano\u00edsta Valdenice Concei\u00e7\u00e3o \u00e9 natural de Itacar\u00e9, na Bahia, cidade com cerca de 30 mil habitantes. Valdenice relembra que, antes de ser uma atleta, o esporte estava enraizado em sua comunidade natal: \u201cMeu irm\u00e3o me incentivou no esporte. A gente j\u00e1 remava em canoas nativas porque meus pais eram pescadores, era nosso meio de transporte, isso me deu facilidade.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para disputar sua primeira olimp\u00edada em 2024, Concei\u00e7\u00e3o precisou se mudar para o Rio de Janeiro e treinar no Flamengo, um clube que isoladamente, em Paris, teria superado pa\u00edses como Argentina e Portugal no quadro de medalhas. Vale destacar que 10 clubes brasileiros com<\/span><a href=\"https:\/\/www.google.com\/amp\/s\/oglobo.globo.com\/google\/amp\/esportes\/olimpiadas\/noticia\/2024\/07\/27\/flamengo-e-pinheiros-se-destacam-entre-clubes-com-mais-atletas-nas-olimpiadas-de-paris-veja-lista-completa.ghtml\"> <span style=\"font-weight: 400\">mais atletas classificados<\/span><\/a> <span style=\"font-weight: 400\">para Paris estavam todos concentrados no eixo sul-sudeste.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1529\" aria-describedby=\"caption-attachment-1529\" style=\"width: 746px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1529\" src=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/A-esquerda-Gabi-Moreschi-meio-Duda-Lisboa-e-direita-Valdiine-Conceicao.jpg\" alt=\"\" width=\"746\" height=\"346\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1529\" class=\"wp-caption-text\">\u00c0 esquerda, Gabi Moreschi; ao meio, Duda Lisboa; e \u00e0 direita, Valdenice Concei\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Ra\u00edzes do desempenho esportivo<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cA regi\u00e3o do baixo sul da Bahia, onde cresci, tem pot\u00eancia na canoagem, porque a maioria dos atletas vem de comunidades ribeirinhas, com um amor profundo pelo que fazem.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cPara n\u00f3s, \u00e9 uma verdadeira oportunidade de vida, e \u00e9 algo que abra\u00e7amos com unhas e dentes.\u201d Descreve Concei\u00e7\u00e3o. Esses talentos, a que ela se refere, vinculados ao estado e \u00e0 cultura ribeirinha, conquistaram todas as 7 medalhas da hist\u00f3ria da canoagem brasileira, sendo 6 delas de<\/span><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/cg58896jvn1o\"> <span style=\"font-weight: 400\">Isaquias Queiroz<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O jornalista que cobre modalidades ol\u00edmpicas, Guilherme Costa considera que as cidades e regi\u00f5es com caracter\u00edsticas naturais ou culturais favor\u00e1veis ao esporte precisam ser identificadas e apoiadas como polos estrat\u00e9gicos de desenvolvimento.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1636\" aria-describedby=\"caption-attachment-1636\" style=\"width: 728px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1636\" src=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Norte-1.png\" alt=\"\" width=\"728\" height=\"491\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1636\" class=\"wp-caption-text\">Tabela apresentando o p\u00f3dio dos esportes individuais mais premiados em cada regi\u00e3o do Brasil, excluindo as modalidades coletivas.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outro exemplo baiano \u00e9 o boxe, o estado \u00e9 respons\u00e1vel por 5 das 9 medalhas ol\u00edmpicas do Brasil. Muitos acreditam que esses resultados refletem a cultura local, os investimentos em infraestrutura, pol\u00edticas p\u00fablicas inclusivas e o trabalho das federa\u00e7\u00f5es no desenvolvimento de novos talentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A apura\u00e7\u00e3o destaca que a vela e o hipismo apresentam disparidades ampliadas, isso em partes devido aos custos elevados de manuten\u00e7\u00e3o, gastos com equipamentos e infraestrutura limitada. Na vela, h\u00e1 uma forte concentra\u00e7\u00e3o no Sudeste, respons\u00e1vel por 33 das 36 medalhas. No hipismo, as medalhas est\u00e3o majoritariamente associadas \u00e0s regi\u00f5es mais ricas: quatro medalhas no Sudeste, duas no Sul e tr\u00eas conquistadas por atletas nascidos fora do Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cN\u00e3o se pode limitar o desenvolvimento esportivo \u00e0s regi\u00f5es que j\u00e1 possuem tradi\u00e7\u00e3o e infraestrutura consolidada. Democratizar o acesso ao esporte \u00e9 crucial para ampliar a inclus\u00e3o e diversificar a base de talentos, alerta Costa sobre a desigualdade no esporte brasileiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Esperan\u00e7a e realidade desigual<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_1434\" aria-describedby=\"caption-attachment-1434\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1434\" src=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Cada-pessoa-representa-um-milhao.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Cada-pessoa-representa-um-milhao.png 1024w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Cada-pessoa-representa-um-milhao-300x225.png 300w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Cada-pessoa-representa-um-milhao-768x576.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1434\" class=\"wp-caption-text\">A ilustra\u00e7\u00e3o da esquerda mostra a rela\u00e7\u00e3o entre o n\u00famero de habitantes por medalhista em cada regi\u00e3o do Brasil, com base de dados populacionais do IBGE 2022.\u00a0 J\u00e1 a da direita apresenta a porcentagem de medalhistas homens em cada regi\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No Sul, a regi\u00e3o de Gabi, h\u00e1 mais oportunidades para o acesso ao esporte, mas com uma ampla predomin\u00e2ncia de medalhistas homens. No Nordeste, de Duda e Valdenice, apesar de exigir mais habitantes por medalhista em compara\u00e7\u00e3o a outras regi\u00f5es, observa-se um percentual mais equilibrado de medalhistas mulheres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em comum, as trajet\u00f3rias das atletas destacam a falta de estrutura e apoio financeiro de maneiras diferentes. \u201cN\u00e3o era algo super equipado, mas havia quadras e pessoas dispostas a incentivar as crian\u00e7as.\u201d Diz Duda. \u201cMeu maior desafio foi o patroc\u00ednio. No in\u00edcio, depend\u00edamos de vaquinhas e doa\u00e7\u00f5es pela rua. At\u00e9 hoje, mesmo no alto rendimento, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil encontrar apoio.\u201d Lembra Concei\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><span style=\"vertical-align: inherit\"><span style=\"vertical-align: inherit\">A falta de incentivo afeta na forma\u00e7\u00e3o de novos talentos e na manuten\u00e7\u00e3o dos j\u00e1 existentes. Cida Lisboa observa: \u201cVi muitos talentos se perderem por falta de estrutura, apoio e oportunidades. Muitos poderiam ter sido grandes atletas, mas n\u00e3o havia quem os guiasse.\u201d<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Embora enfrentam desafios estruturais, elas concordam que as Olimp\u00edadas representam uma oportunidade \u00fanica para aumentar a visibilidade de suas modalidades e atrair novos praticantes e patrocinadores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><span style=\"vertical-align: inherit\"><span style=\"vertical-align: inherit\">No caso do v\u00f4lei de praia, Duda resume o impacto de sua participa\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica com otimismo: \u201cDepois das Olimp\u00edadas, o esporte ganha for\u00e7a. Isso ajuda n\u00e3o apenas os atletas, mas tamb\u00e9m inspira as pessoas a praticarem e apoiarem o v\u00f4lei de praia.\u201d , prossegue, \u201cO v\u00f4lei de praia ainda n\u00e3o tem tanta visibilidade, mas a Olimp\u00edada ajuda as pessoas a olharem para o esporte de forma diferente. Eu vi as escolinhas de v\u00f4lei crescerem, com mais crian\u00e7as se interessando.\u201d<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><span style=\"vertical-align: inherit\"><span style=\"vertical-align: inherit\">\u201c A canoagem feminina ainda n\u00e3o tem muita visibilidade, mas nos \u00faltimos anos houve avan\u00e7os. Os feitos de Isaquias e as redes sociais t\u00eam ajudado muito, e \u00e9 gratificante ver essa evolu\u00e7\u00e3o.\u201d, analisa a cano\u00edsta.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No handebol, Gabi destaca que, mesmo com a maior aten\u00e7\u00e3o gerada por grandes campeonatos, a modalidade enfrenta obst\u00e1culos econ\u00f4micas para se consolidar como profiss\u00e3o vi\u00e1vel no pa\u00eds: \u201cMeu sonho \u00e9 ver o Brasil com uma liga super desenvolvida, com est\u00e1dios lotados, como vemos na Europa. A visibilidade trazida pelos Jogos \u00e9 importante, mas ainda temos um longo caminho.\u201d<\/span><\/p>\n<h3><b>\u00a0<\/b><\/h3>\n<p><b>Identidade do esporte brasileiro<\/b><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">O Brasil tem dois esportes, o futebol e o outro que t\u00e1 ganhando!<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A frase, em tom de desabafo, do marchador brasiliense Caio Bonfim durante Paris 2024, viralizou e revisitou uma discuss\u00e3o relevante: at\u00e9 que ponto a valoriza\u00e7\u00e3o excessiva de poucas modalidades contribui para a falta de reconhecimento de muitas outras?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Este levantamento confirma a difus\u00e3o do futebol e do v\u00f4lei, sendo os \u00fanicos, ao lado do atletismo, que superam os dados alarmantes de desigualdade no esporte brasileiro,\u00a0 s\u00e3o os que apresentam medalhistas em todas as regi\u00f5es, incluindo nascidos fora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O futebol ocupa uma posi\u00e7\u00e3o central na cultura e identidade brasileira, h\u00e1 uma acessibilidade, simplicidade e conex\u00e3o emocional com o povo, o pa\u00eds tem uma hist\u00f3ria vencedora de mem\u00f3rias, com conquistas e com \u00eddolos que transcendem gera\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nessa vertente, o\u00a0 v\u00f4lei seguiu um movimento cultural semelhante. A primeira medalha de ouro em esportes coletivos, conquistada em 1984, e o t\u00edtulo mundial de 1982 impulsionaram a pr\u00e1tica, a visibilidade e os investimentos, como a cria\u00e7\u00e3o da Superliga e o fortalecimento das categorias de base.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Guilherme Costa considera ser essencial que o sucesso do alto rendimento seja acompanhado por investimentos na base e na democratiza\u00e7\u00e3o do esporte: \u201c(Quando se ganha), a roda do esporte gira de maneira positiva, h\u00e1 maior interesse da popula\u00e7\u00e3o pela pr\u00e1tica esportiva, aumentando as chances de descobrir novos talentos.\u201d Diz ele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quanto a desigualdade do esporte brasileiro, as fontes desta reportagem concordam que o foco deve ser a amplia\u00e7\u00e3o de oportunidades para a pr\u00e1tica esportiva, independentemente da forma\u00e7\u00e3o de atletas de elite. Espa\u00e7os como quadras, parques e \u00e1reas verdes devem ser mantidos e ampliados, refor\u00e7ando o esporte como um direito b\u00e1sico e instrumento de inclus\u00e3o social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Qu\u00e9fren Nogueira e Guilherme Costa destacam que a falta de uma estrat\u00e9gia clara impede o Brasil de se destacar em modalidades espec\u00edficas. \u201cO Brasil \u00e9 competitivo em esportes coletivos, lutas e esportes radicais, mas falta foco estrat\u00e9gico\u201d, afirma Costa. \u201cA diversidade cultural \u00e9 um ativo valioso, mas ainda n\u00e3o se traduz em uma abordagem pr\u00f3pria e inclusiva\u201d complementa o pesquisador.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No livro Al\u00e9m das Pr\u00f3prias For\u00e7as, Nogueira aponta fatores socioculturais e hist\u00f3ricos como barreiras \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma elite atl\u00e9tica no Brasil. Ele defende uma transforma\u00e7\u00e3o nos h\u00e1bitos cotidianos e na rela\u00e7\u00e3o entre elite e povo, para extin\u00e7\u00e3o da desigualdade no esporte brasileiro: \u201cO Brasil precisa transformar o destemido jagun\u00e7o, o tabar\u00e9u ing\u00eanuo, o caipira simpl\u00f3rio e o malandro pregui\u00e7oso em atletas ol\u00edmpicos, criando um novo modo de vida para formar competidores.&#8221;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quinto em extens\u00e3o territorial e sexto em popula\u00e7\u00e3o, o Brasil reflete sua grandeza em muitas \u00e1reas, mas a desigualdade no esporte brasileiro destaca \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1433\"> <\/a>","protected":false},"author":171,"featured_media":1507,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[441],"tags":[170,183,520,496,127,495,8],"class_list":["post-1433","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-babel-2024-ed-dezembro","tag-america-latina","tag-brasil","tag-desigualdade-olimpica","tag-desigualde-esporte","tag-esporte","tag-olimpiadas","tag-revista-babel"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.10 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>SP e RJ com mais de 54%, Norte com menos de 2% : a desigualdade das medalhas ol\u00edmpicas do Brasil - Revista Babel<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"SP e RJ concentram 54% das medalhas ol\u00edmpicas, enquanto o Norte fica com menos de 2%. 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