{"id":1173,"date":"2024-06-17T18:04:12","date_gmt":"2024-06-17T21:04:12","guid":{"rendered":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1173"},"modified":"2024-06-19T23:41:39","modified_gmt":"2024-06-20T02:41:39","slug":"linguas-desta-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1173","title":{"rendered":"L\u00ednguas desta terra"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu n\u00e3o falo muito a l\u00edngua de voc\u00eas, n\u00e3o. Portugu\u00eas eu falo pouquinho\u201d, conta Kawakani Mehinako aos visitantes do Museu da Cultura Ind\u00edgena, onde trabalha, em S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Falante nativa de mehinako, Kawakani nasceu em uma aldeia na terra ind\u00edgena do Alto Xingu, em Mato Grosso, e falou apenas sua l\u00edngua materna durante a inf\u00e2ncia. S\u00f3 passou a aprender portugu\u00eas aos 16 anos. Ainda hoje faz aulas on-line para afinar o conhecimento do idioma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ela \u00e9 uma dos quase 1,7 milh\u00e3o de ind\u00edgenas apontados pelo censo de 2022 do IBGE, e fala uma l\u00edngua que, assim como outras dezenas que existem no territ\u00f3rio nacional, est\u00e1 vulner\u00e1vel ao r\u00e1pido avan\u00e7o do portugu\u00eas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na terceira edi\u00e7\u00e3o do Atlas das L\u00ednguas do Mundo em Perigo, lan\u00e7ado pela Unesco em 2010, \u00e9 mencionada a dificuldade em se estimar a quantidade de idiomas falados pelos povos ind\u00edgenas brasileiros. De acordo com a publica\u00e7\u00e3o, o n\u00famero aproximado gira em torno de 190, mas outros autores postulam cifras variadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O mehinako de Kawakani \u00e9 uma dessas l\u00ednguas. No entanto, nesta fase de sua vida, ela precisa estar com o portugu\u00eas na ponta da l\u00edngua: depois de sair de sua aldeia aos 22 anos para fazer o ensino m\u00e9dio em Cuiab\u00e1, ela se mudou para a capital paulista, onde estuda odontologia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de ser cr\u00edtica quanto \u00e0 pr\u00f3pria flu\u00eancia na l\u00edngua portuguesa, Kawakani consegue se desenrolar bem no idioma. Para ela, a dificuldade est\u00e1 na abund\u00e2ncia de palavras \u2014 muitas formas de chamar a mesma coisa. O mehinako n\u00e3o \u00e9 assim.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo o ingl\u00eas, que ouvia na sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia da boca dos antrop\u00f3logos estadunidenses que pousavam entre os mehinakos, e que agora estuda em um curso proporcionado pelo museu em que trabalha, lhe parece menos complexo, menos prolixo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O mehinako pertence \u00e0 fam\u00edlia aruaque \u2014 ou seja, partilha tra\u00e7os e uma origem em comum com outras l\u00ednguas aruaque. Em artigo do livro L\u00ednguas Amer\u00edndias: ontem, hoje e amanh\u00e3 (2020), \u00c1ngel Corbera Mori, professor da Unicamp, conta 43 fam\u00edlias lingu\u00edsticas e dois grandes troncos, o Tupi e o Macro-G\u00ea, no territ\u00f3rio brasileiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1, ainda, seis l\u00ednguas isoladas, que n\u00e3o tem parentesco aparente e provado com outros idiomas a ponto de formar uma fam\u00edlia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com os m\u00e9todos da lingu\u00edstica, \u00e9 poss\u00edvel comparar alguns aspectos dessas l\u00ednguas para identificar suas rela\u00e7\u00f5es de parentesco e origens comuns \u2014 um pouco como examinar o genoma de primos e identificar que partilham os mesmos av\u00f3s.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa caminhada lingu\u00edstica pode ser reconstru\u00edda at\u00e9 10 mil anos no passado, diz Filomena Sandalo, professora da Unicamp especialista em kadiw\u00e9u \u2014 l\u00edngua falada pelo povo do mesmo nome que vive na Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cH\u00e1 10 mil anos, a gente j\u00e1 tinha fam\u00edlias distintas [no territ\u00f3rio nacional]\u201d, explica a professora, ao comentar sobre a possibilidade de uma origem comum \u00e0s l\u00ednguas ind\u00edgenas \u2014 hoje, em geral, rejeitada pelos linguistas.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\"><b>Trocas e domina\u00e7\u00e3o cultural<\/b><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O atlas da Unesco usa de uma classifica\u00e7\u00e3o que vai do \u201ca salvo\u201d at\u00e9 o \u201cextinta\u201d, com diferentes grada\u00e7\u00f5es de permeio. Mas, de forma geral, quando se fala de l\u00ednguas ind\u00edgenas brasileiras, \u201ctodas est\u00e3o com perigo de enfraquecimento, porque o portugu\u00eas est\u00e1 ficando cada vez mais a l\u00edngua dominante, mesmo nos lugares onde a l\u00edngua nativa \u00e9 preservada\u201d, explica Filomena.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Parte do portugu\u00eas brasileiro deve suas particularidades \u00e0s l\u00ednguas que j\u00e1 estavam aqui h\u00e1 muito mais tempo. \u00c9 uma hip\u00f3tese, mas pode ilustrar bem o fato: falar \u201caqui tem muito livro para eu carregar\u201d no lugar de \u201cmuitos livros\u201d, ou \u201ceu sou vendedor de cavalo\u201d em vez de \u201ccavalos\u201d \u2014 enfim, usar singulares quando a ideia \u00e9 de plural \u2014 \u00e9 um tra\u00e7o que o portugu\u00eas brasileiro compartilha com v\u00e1rias outras l\u00ednguas ind\u00edgenas no territ\u00f3rio nacional, explica Filomena, mas que n\u00e3o aparece no portugu\u00eas europeu.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 18pt;\"><em><span style=\"font-weight: 400; font-family: 'Noto Sans';\">\u00a0\u201cO portugu\u00eas tem um poder de influ\u00eancia muito forte, que acaba entrando na l\u00edngua.\u201d<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong><span style=\"font-family: 'Noto Sans';\">Naldo Tukano, estudante de lingu\u00edstica<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, o mais preocupante para as l\u00ednguas ind\u00edgenas ainda vivas \u00e9 justamente o processo inverso: o avan\u00e7o do portugu\u00eas sobre elas. Algumas vezes, o idioma indo-europeu acaba substituindo-as completamente. \u201cConforme as l\u00ednguas ind\u00edgenas adotam mais palavras e estruturas do portugu\u00eas, sua cultura e idioma s\u00e3o enfraquecidos\u201d, diz a professora.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\"><b>Pesquisa e futuro<\/b><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Naldo Tukano, estudante de lingu\u00edstica na Unicamp e aluno de Filomena, tem a mesma preocupa\u00e7\u00e3o. \u201cO portugu\u00eas tem um poder de influ\u00eancia muito forte, que acaba entrando na l\u00edngua.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele \u00e9 falante nativo do tukano, l\u00edngua cujas diferentes variedades formam sua pr\u00f3pria fam\u00edlia. Natural do Amazonas e filho de professores, Naldo hoje mora em Campinas, no interior de S\u00e3o Paulo. \u201cVoc\u00ea acaba pegando um pouco do sotaque entre o portugu\u00eas e o tukano. Assim como acontece bastante entre o ingl\u00eas e o portugu\u00eas\u201d, explica ele, que hoje, em sua forma\u00e7\u00e3o como linguista, se dedica a estudar o tukano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Naldo terminou o ensino m\u00e9dio em 2015. Segundo sua pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o entendia tanto o que era lingu\u00edstica quando prestou o vestibular para a \u00e1rea \u2014 entrou na universidade para aprender a escrever melhor. \u201cEu tive muita influ\u00eancia do meu primo, que faz Letras. Ele trabalha bastante com essa parte de reda\u00e7\u00e3o, e o meu sonho sempre foi tentar escrever o portugu\u00eas nessa metalinguagem que o povo fala tanto na academia\u201d. Em 2016, prestou e passou no vestibular ind\u00edgena da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar), e l\u00e1 descobriu mais sobre o que de fato fazia essa ci\u00eancia \u2014 o estudo e a descri\u00e7\u00e3o da linguagem humana.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na universidade, descobriu que poucas pessoas estudavam l\u00ednguas ind\u00edgenas. Suas ideias de usar a tecnologia e incluir as l\u00ednguas ind\u00edgenas em plataformas digitais, como o Google, tamb\u00e9m n\u00e3o foram bem recebidas \u00e0 \u00e9poca. Por isso, foi para a Unicamp, tamb\u00e9m por meio de um vestibular ind\u00edgena, em 2019.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, trabalha com levantamento de corpus lingu\u00edstico. Ele recolhe e descreve fen\u00f4menos gramaticais alimentando um reposit\u00f3rio digital. \u201cA pesquisa em si tem um objetivo real de, um dia, quem sabe \u2014 \u00e9 quase uma utopia \u2014 inserir v\u00e1rios dados, trabalhar com \u00e1udio em alguma l\u00edngua ind\u00edgena \u2014 o tukano, por exemplo\u201d. Para que, no futuro, talvez, o computador entenda a l\u00edngua e consiga fazer tradu\u00e7\u00f5es. \u201cQuem sabe um dia a gente consiga fazer igual o ingl\u00eas, o portugu\u00eas, e estar em v\u00e1rios aplicativos, v\u00e1rias plataformas e at\u00e9 em teclados do computador\u201d, idealiza Naldo.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\"><b>Ensino e retomada<\/b><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As influ\u00eancias lingu\u00edsticas sobre as l\u00ednguas ind\u00edgenas, naturalmente, n\u00e3o se restringem ao portugu\u00eas e aos outros idiomas falados no territ\u00f3rio brasileiro. Melancia \u00e9 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">x\u00e3jau <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">para os guarani-mby\u00e1, mas para os guarani-\u00f1andeva, \u00e9 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">sand\u00eda<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, palavra de origem espanhola.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><strong><span style=\"font-size: 14pt; font-family: 'Noto Sans';\">No Brasil, h\u00e1 43 fam\u00edlias lingu\u00edsticas e dois grandes troncos, al\u00e9m de seis l\u00ednguas isoladas.<\/span><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O exemplo \u00e9 de Jurandir Augusto Martins, morador da Terra Ind\u00edgena do Jaragu\u00e1, local onde foi professor de ci\u00eancias, artes e guarani, no noroeste da capital paulista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O guarani \u00e9 uma das l\u00ednguas nacionais do Paraguai. Jurandir, cujo nome ind\u00edgena \u00e9 Tup\u00e3 Jekupe Mir\u012b, explica que, pela proximidade das aldeias \u00f1andeva com esse pa\u00eds, alguns aspectos de sua fala s\u00e3o influenciados pelo castelhano \u2014 da\u00ed a sand\u00eda. J\u00e1 os mby\u00e1, mais distantes do Paraguai, t\u00eam maior influ\u00eancia do portugu\u00eas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO guarani \u00e9 muito forte, mas os elementos e as palavras em portugu\u00eas adentram o idioma na forma de falar. E fica cada vez mais intenso. Cada ano que passa, eu vejo que muitas palavras j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o faladas devido a essa interfer\u00eancia\u201d, explica o professor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da doc\u00eancia, sua primeira l\u00edngua \u00e9 o portugu\u00eas \u2014 ele aprendeu guarani na adolesc\u00eancia. Sua fam\u00edlia n\u00e3o est\u00e1 no Jaragu\u00e1 h\u00e1 muitas gera\u00e7\u00f5es, mas ele v\u00ea a presen\u00e7a ind\u00edgena na \u00e1rea como uma forma de retomar a terra e os costumes. \u201cDepois de muito tempo [da invas\u00e3o portuguesa], nos anos 50, meus av\u00f3s vieram para c\u00e1. A\u00ed, agora, recuperamos muitas coisas que foram perdidas. Inclusive o idioma.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele e outros professores, com a ajuda de uma bolsa do MEC da a\u00e7\u00e3o \u201cSaberes Ind\u00edgenas na Escola\u201d, come\u00e7aram a produzir alguns materiais de ensino, como cartilhas em guarani. As aulas de guarani servem como forma de letrar os alunos nesse idioma e ele conta que a maior parte das crian\u00e7as na Jaragu\u00e1 s\u00e3o bil\u00edngues em portugu\u00eas e guarani, j\u00e1 que muitas fam\u00edlias usam a l\u00edngua ind\u00edgena em casa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas, para Jurandir, os materiais que existem hoje ainda n\u00e3o s\u00e3o suficientes. \u201cO ensino \u00e9 muito complexo, ent\u00e3o a gente precisa produzir mais materiais. A gente fez o primeiro material e j\u00e1 estava come\u00e7ando a produzir o segundo, de uma forma abrangente, como v\u00eddeos, livros de contos e essas coisas. E a\u00ed o programa parou.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Jaragu\u00e1, Jurandir mora em uma comunidade guarani j\u00e1 estabelecida. Hoje, j\u00e1 deixou a sala de aula \u2014 trabalha com educa\u00e7\u00e3o ambiental, falando de temas como plantio e reflorestamento para estudantes de fora que v\u00e3o visitar sua teko\u00e1 (aldeia guarani).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 Naldo e Kawakani veem suas passagens por Campinas e S\u00e3o Paulo como algo mais ef\u00eamero em suas vidas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 dif\u00edcil a conviv\u00eancia, porque a cultura \u00e9 diferente tamb\u00e9m\u201d, explica Naldo. \u201cMas voc\u00ea vai tentando se adaptar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o, porque sei que minha vida n\u00e3o vai ser sempre aqui. Tenho a inten\u00e7\u00e3o de terminar meus estudos, voltar para a minha regi\u00e3o, criar uma organiza\u00e7\u00e3o ou trabalhar em organiza\u00e7\u00f5es voltadas para l\u00ednguas ind\u00edgenas.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Kawakami tem preocupa\u00e7\u00f5es parecidas. Fala do dif\u00edcil acesso \u00e0 sa\u00fade em sua aldeia, e se preocupa com o cuidado bucal das crian\u00e7as mehinako. Quer se formar em odontologia e voltar para l\u00e1. Mas esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico motivo para querer um retorno. H\u00e1 algo na vida citadina paulistana que a incomoda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu acho melhor [retornar], porque eu percebi que aqui em S\u00e3o Paulo \u00e9 muita correria. \u00c9 muito dif\u00edcil a vida de voc\u00eas n\u00e3o ind\u00edgenas, porque a vida do ind\u00edgena \u00e9 a melhor do mundo\u201d. E quer espalhar a mensagem: \u201ceu vou falar [isso] l\u00e1 [quando eu voltar]\u201d.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cEu n\u00e3o falo muito a l\u00edngua de voc\u00eas, n\u00e3o. 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