{"id":1171,"date":"2024-06-17T17:54:22","date_gmt":"2024-06-17T20:54:22","guid":{"rendered":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1171"},"modified":"2024-06-17T21:13:03","modified_gmt":"2024-06-18T00:13:03","slug":"identidade-em-diferentes-ritmos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1171","title":{"rendered":"Identidade em diferentes ritmos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2014, em meio a um processo de reintegra\u00e7\u00e3o de posse da aldeia de Jaragu\u00e1, menor terra ind\u00edgena do Brasil, o rap emergiu para a comunidade como uma maneira de denunciar e chamar aten\u00e7\u00e3o para os riscos do fim do aldeamento localizado na zona norte de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A iniciativa de fundar o grupo Oz Guarani foi de Jefersom, 24 anos, de nome ind\u00edgena Xondaro. \u201cPor ser conhecida como a menor aldeia, as lideran\u00e7as n\u00e3o tinham espa\u00e7o para falar sobre a luta dos povos origin\u00e1rios. Ent\u00e3o, percebemos que por meio da m\u00fasica e da arte, poder\u00edamos mostrar a nossa realidade e cultura\u201d, conta Jefersom.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com a ajuda da Comiss\u00e3o Guarani Yrupa, o grupo conseguiu gravar um videoclipe da m\u00fasica <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Contra a PEC 215<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, can\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas com trechos em guarani, que denuncia a quest\u00e3o do territ\u00f3rio e que tem estrofes que conversam diretamente com o povo ind\u00edgena sobre rezas e fortalecimento espiritual. Com o produto audiovisual, a letra chegou \u00e0 m\u00eddia e a \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO rap para a gente \u00e9 a revolu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s das palavras. Ent\u00e3o, a nossa m\u00fasica vai falar sobre a demarca\u00e7\u00e3o de terra, as dificuldades, a falta de saneamento b\u00e1sico, a falta de atendimento de sa\u00fade e a fome\u201d, aponta Jefersom. \u201cAo mesmo tempo, trazemos a for\u00e7a e a resist\u00eancia ao cantar em guarani com o nosso povo\u201d, complementa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com a divulga\u00e7\u00e3o na m\u00eddia do primeiro videoclipe do grupo, o Oz Guarani foi ganhando fama. As m\u00fasicas j\u00e1 s\u00e3o ouvidas em outros pa\u00edses, como Paraguai, Chile e Bol\u00edvia. Mais importante que isso, para Jefersom, s\u00e3o os parceiros que a aldeia ganhou. Ao lado da luta ind\u00edgena, eles apoiam a demarca\u00e7\u00e3o de terras no Jaragu\u00e1 e oferecem oficinas para crian\u00e7as e jovens da regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Jefersom conta que o grupo chegou a atrair, inclusive, produtores. Por\u00e9m, as propostas n\u00e3o condizem com os objetivos do grupo. \u201cN\u00e3o aceitamos porque se cantarmos alguma realidade muito forte sobre o nosso povo, eles pediriam para mudar a letra. Os problemas, a m\u00eddia n\u00e3o quer mostrar\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para al\u00e9m de impactar a pr\u00f3pria terra ind\u00edgena, Oz Guarani teve a oportunidade de cantar para mais de 20 mil pessoas de diferentes povos durante um evento do Congresso Nacional, em Bras\u00edlia. Para o cantor, esse foi o momento mais marcante do grupo.\u00a0<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\"><b>Fus\u00e3o de culturas<\/b><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 para o DJ e m\u00fasico Nelson D., 38 anos, cantar em frente a lideran\u00e7as ind\u00edgenas em um evento que ocorreu no nordeste, em S\u00e3o Lu\u00eds (MA), foi o momento mais marcante da carreira. \u201cQuando os paj\u00e9s foram at\u00e9 mim e falaram que se sentiram representados, foi muito forte\u201d, lembra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nelson nasceu em Manaus, mas foi adotado por pais italianos, por isso passou boa parte da vida na Europa, sabendo que era ind\u00edgena. L\u00e1 fora, se apaixonou pela m\u00fasica eletr\u00f4nica e come\u00e7ou a fazer batidas autorais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De volta ao Brasil, j\u00e1 adulto, ele focou no processo de retomada e reconex\u00e3o com a cultura ind\u00edgena e continuou desenvolvendo a carreira musical. Nelson chegou a fazer mixagens e composi\u00e7\u00f5es que remetiam \u00e0 cultura dos povos origin\u00e1rios, mas entendeu que era uma arte vulner\u00e1vel e que deveria ser produzida e reproduzida com cuidado. Foi aqui que ele teve certeza que o estilo de m\u00fasica que mais curtia produzir era a eletr\u00f4nica.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt; font-family: 'Noto Sans';\">\u201c\u00c9 s\u00f3 o ind\u00edgena sair da aldeia, que isso j\u00e1 se torna motivo para a sociedade tirar a sua identidade.\u201d<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: 'Noto Sans';\"><strong>Nelson D, cantor<\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDo ponto de vista comunicativo \u00e9 mais eficiente misturar g\u00eaneros que j\u00e1 est\u00e3o funcionando. N\u00e3o porque a gente quer fazer dinheiro, mas para n\u00f3s, ind\u00edgenas, termos uma relev\u00e2ncia na m\u00fasica brasileira. Porque n\u00f3s estamos fazendo hist\u00f3ria, mas ningu\u00e9m escreve sobre isso\u201d, pontua.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de isso contribuir com o crescimento desses artistas, h\u00e1 muitos preconceitos quando ind\u00edgenas se apropriam de ritmos que n\u00e3o s\u00e3o tradicionais dos povos origin\u00e1rios. \u201c\u00c9 s\u00f3 o ind\u00edgena sair da aldeia, que isso j\u00e1 se torna motivo para a sociedade tirar a sua identidade\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, Nelson traz a cultura dos povos em seus trabalhos por meio de parcerias com m\u00fasicos ind\u00edgenas que viveram na aldeia e conhecem de perto a cultura. Os <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">beats<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> eletr\u00f4nicos feitos para o primeiro \u00e1lbum solo de Ju\u00e3o Nyn, 34 anos, gravado em tupi, s\u00e3o um desses exemplos.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ju\u00e3o \u00e9 um artista do grupo ind\u00edgena potiguara, nascido no Rio Grande do Norte, que come\u00e7ou a se conectar com a m\u00fasica por meio de can\u00e7\u00f5es infantis. Ele j\u00e1 participou de duas bandas, que se inspiraram em ritmos como rock, blues e pop.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos grupos, mesmo sendo o \u00fanico ind\u00edgena, trouxe trechos em tupi e tem\u00e1ticas relacionadas aos povos origin\u00e1rios, como a preocupa\u00e7\u00e3o ambiental. Neste ano, ele inicia a carreira solo e, com isso, pretende fazer o \u201cmundo n\u00e3o ind\u00edgena entender o que \u00e9 uma pessoa ind\u00edgena\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de cantar, Ju\u00e3o j\u00e1 trabalhou com outros tipos de arte e com educa\u00e7\u00e3o. Hoje, ele trabalha tamb\u00e9m como curador do Coletivo Estop\u00f4 Balaio, em S\u00e3o Paulo, no qual ajuda a promover apresenta\u00e7\u00f5es culturais. \u201cEu produzo um show de artista ind\u00edgena por m\u00eas na casa Balaio. Se no brasil tem 300 etnias, imagine a variedade cultural e musical na Am\u00e9rica do Sul\u201d, provoca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Saindo de terras brasileiras, subindo pelo Amazonas e Acre, temos um exemplo dessa variedade. Lenin Tamayo, 24, ainda crian\u00e7a, ajudava a compor can\u00e7\u00f5es, gravar videoclipes e pensar no figurino de apresenta\u00e7\u00f5es da m\u00e3e Yolanda Pinares, cantora de m\u00fasica popular andina, nascida em Cusco, no Peru.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cViajando pelo pa\u00eds nas turn\u00eas de minha m\u00e3e, conheci muito de nossa diversidade cultural e aprendi o que significa ser qu\u00e9chua. O ser qu\u00e9chua n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 falar em qu\u00e9chua, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pensar, \u00e9 ser\u201d, conta Lenin que faz parte dos povos ind\u00edgenas qu\u00e9chuas, que se distribuem pela regi\u00e3o da Cordilheira dos Andes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com a m\u00fasica presente em sua vida desde quando estava no ventre da m\u00e3e, Lenin n\u00e3o poderia seguir outra carreira, a n\u00e3o ser a musical. Mas apostou em um ritmo um tanto quanto diferente do de Yolanda \u2014 o K-pop, ou melhor, Q\u2019pop.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"font-weight: 400; font-family: 'Noto Sans'; font-size: 18pt;\">&#8220;Talvez nem ela nem eu tenhamos percebido, mas o que eu buscava era fortalecer a m\u00fasica andina e torn\u00e1-la muito mais poderosa.&#8221;<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong><span style=\"font-family: 'Noto Sans';\">Lenin Tamayo, cantor<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO K-pop significou uma t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o, que esteve presente nos momentos mais complicados para mim\u201d, lembra. Quando estudou em um col\u00e9gio da capital, ele sofreu bullying devido aos seus costumes tradicionais e a um sotaque no espanhol que n\u00e3o era considerado adequado na cidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No fundo da sala, com o grupo de garotas, Lenin conheceu o estilo musical. Logo ficou fascinado com o fato de que pessoas do outro lado do mundo cantassem o seu pr\u00f3prio idioma, o coreano, e fossem escutadas internacionalmente. \u201cComecei a envolver o trabalho da minha m\u00e3e com um pouco de influ\u00eancia do K-pop. Talvez nem ela nem eu tenhamos percebido, mas o que eu buscava era fortalecer a m\u00fasica andina e torn\u00e1-la muito mais poderosa\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2020, ele lan\u00e7ou o primeiro single. Com m\u00fasica inspirada no g\u00eanero coreano e letra que mesclava espanhol e qu\u00e9chua. Na parte cantada em sua l\u00edngua, Lenin ainda se inspira em cantos t\u00edpicos de festividades incas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em outubro de 2024, Lenin vai se apresentar na Coreia do Sul. Para ele, \u00e9 como se um ciclo estivesse se fechando. Mas n\u00e3o foi t\u00e3o simples chegar ao outro lado do mundo. Quando fez a fus\u00e3o das culturas se deparou com muitas portas fechadas e preconceitos fora e dentro do seu pr\u00f3prio povo. \u201cMas tamb\u00e9m encontrei um valioso grupo de pessoas que ao ouvir a minha hist\u00f3ria e o que quero passar como mensagem, tornaram-se seguidores fi\u00e9is, o que para mim representa a minha fam\u00edlia, a fam\u00edlia que sempre quis ter\u201d.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em 2014, em meio a um processo de reintegra\u00e7\u00e3o de posse da aldeia de Jaragu\u00e1, menor terra ind\u00edgena do Brasil, o rap emergiu \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1171\"> <\/a>","protected":false},"author":152,"featured_media":1189,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[284],"tags":[393,183,195,405,247,389,400,324,401,403,404,347,402,332],"class_list":["post-1171","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-babel-2024-ed-junho","tag-ancestralidade","tag-brasil","tag-cultura","tag-fusao","tag-identidade","tag-indigena","tag-lenin-tamayo","tag-musica","tag-nelson-d","tag-oz-guarani","tag-pertencimento","tag-povo","tag-ritmo","tag-som"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v19.10 - 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