{"id":1161,"date":"2024-06-17T16:25:42","date_gmt":"2024-06-17T19:25:42","guid":{"rendered":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1161"},"modified":"2024-06-17T21:34:41","modified_gmt":"2024-06-18T00:34:41","slug":"em-busca-das-pecas-saqueadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1161","title":{"rendered":"Em busca das pe\u00e7as saqueadas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dentro de um cont\u00eainer atracado em um porto no norte da Fran\u00e7a, havia algo que pertencia ao povo brasileiro. Duas toneladas e meia de f\u00f3sseis extra\u00eddos ilegalmente do sert\u00e3o cearense e embalados em jornais do Di\u00e1rio do Nordeste estavam prestes a serem vendidos a colecionadores particulares e, quem sabe, alcan\u00e7ariam acervos de museus europeus sem levantar qualquer suspeita.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As autoridades francesas descobriram a carga contrabandeada em 2013. Os 998 f\u00f3sseis de plantas, peixes, insetos, tartarugas e dinossauros nunca deveriam ter sa\u00eddo do Brasil. Mas eles s\u00f3 retornaram ao pa\u00eds em dezembro de 2023, depois de um processo judicial internacional que se arrastou por uma d\u00e9cada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A restitui\u00e7\u00e3o desse patrim\u00f4nio \u00fanico, avaliado em mais de um milh\u00e3o de euros, s\u00f3 foi poss\u00edvel porque o governo do Cear\u00e1 desembolsou a quantia de 330 mil reais para contratar o seguro do transporte dos f\u00f3sseis de volta ao territ\u00f3rio nacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 como se fosse pagar um resgate por algo que foi roubado de n\u00f3s\u201d, afirma Juan Cisneros, professor de paleontologia da Universidade Federal do Piau\u00ed (UFPI). Nascido em El Salvador, ele vive a maior parte da vida no Brasil e se dedica a pesquisar e denunciar o tr\u00e1fico de f\u00f3sseis e o colonialismo cient\u00edfico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse conceito se aplica quando a ci\u00eancia de um pa\u00eds \u00e9 feita majoritariamente fora dele, como se a pr\u00f3pria na\u00e7\u00e3o n\u00e3o tivesse condi\u00e7\u00f5es de desenvolver pesquisas e produzir conhecimento. Na Am\u00e9rica Latina, teve in\u00edcio no per\u00edodo da coloniza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que os colonizadores costumavam levar animais, objetos e minerais que tivessem valor monet\u00e1rio, hist\u00f3rico ou cient\u00edfico para as sedes dos imp\u00e9rios europeus.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 18pt;\"><em><span style=\"font-weight: 400; font-family: 'Noto Sans';\">\u201c\u00c9 como se fosse pagar um resgate por algo que foi roubado de n\u00f3s.\u201d <\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong><span style=\"font-family: 'Noto Sans';\">Juan Cisneros, paleont\u00f3logo da UFPI<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nem mesmo a paleontologia, \u00e1rea da biologia que estuda a vida do passado remoto da Terra, consegue escapar disso. \u201cAs ci\u00eancias naturais t\u00eam sua consolida\u00e7\u00e3o justamente na \u00e9poca da explora\u00e7\u00e3o colonial, e por isso mesmo, j\u00e1 nascem colonialistas\u201d, avalia Cisneros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se reconstituir a vida que existiu no planeta h\u00e1 milh\u00f5es de anos \u00e9 um desafio da paleontologia, essa tarefa se torna quase imposs\u00edvel quando os vest\u00edgios est\u00e3o a um oceano de dist\u00e2ncia de onde foram encontrados. Tente montar um quebra-cabe\u00e7a com pe\u00e7as espalhadas pelos continentes e o resultado final ser\u00e1 um quadro repleto de lacunas.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\"><b>Um quebra-cabe\u00e7a espalhado pelo mundo<\/b><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os f\u00f3sseis brasileiros recuperados da Fran\u00e7a em 2023 est\u00e3o hoje no Museu de Paleontologia Pl\u00e1cido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri, no sul do Cear\u00e1. A cidade est\u00e1 inserida na Bacia do Araripe, geoparque mundial da Unesco e conhecida como um dos cinco s\u00edtios paleontol\u00f3gicos do mundo mais ricos em evid\u00eancias do per\u00edodo Cret\u00e1ceo (entre 145 e 65 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s). Este \u00e9, justamente, o local de onde partiram os f\u00f3sseis descobertos no cont\u00eainer.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-size: 14pt; font-family: 'Noto Sans';\"><strong>88% dos f\u00f3sseis da Bacia do Araripe descritos em publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas est\u00e3o em museus estrangeiros.<\/strong><\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O grande diferencial da regi\u00e3o est\u00e1 no grau de preserva\u00e7\u00e3o dos vest\u00edgios encontrados. \u201cQuando a gente fala em f\u00f3ssil, voc\u00ea pensa s\u00f3 em osso, mas aqui [na Bacia do Araripe] n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 esqueleto. A gente tem a asa da lib\u00e9lula, o cora\u00e7\u00e3o do peixe, a crista do pterossauro, s\u00e3o detalhes que n\u00e3o tem em outros lugares\u201d, explica Allysson Pinheiro, diretor do Museu de Paleontologia que recebeu os 998 f\u00f3sseis repatriados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Bacia do Araripe \u00e9 t\u00e3o rica em f\u00f3sseis que, durante a d\u00e9cada de 1970, os achados eram vendidos em feiras livres, como se fossem frutas ou legumes. Nas casas, eram objetos decorativos e usados at\u00e9 mesmo como peso de porta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa abund\u00e2ncia despertou o interesse de cientistas estrangeiros, que passaram a frequentar Santana do Cariri e pagavam quantias \u00ednfimas pelas preciosidades encontradas pelos trabalhadores locais. No \u00e1pice da explora\u00e7\u00e3o, caminh\u00f5es carregados de f\u00f3sseis deixavam a cidade e partiam de navio para a Europa e os Estados Unidos, sem deixar registros. \u201cNaquela \u00e9poca, ningu\u00e9m da regi\u00e3o entendia que aqueles f\u00f3sseis eram t\u00e3o raros e valiam tanto dinheiro\u201d, diz Pinheiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde 1942, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira estabelece que os f\u00f3sseis s\u00e3o propriedade da Uni\u00e3o, e, portanto, n\u00e3o podem ser comercializados nem transportados para fora do pa\u00eds sem uma autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">T\u00e3o antiga quanto a corrida pelos f\u00f3sseis no Cear\u00e1 \u00e9 a desobedi\u00eancia da lei. Uma pesquisa, publicada em 2022 na revista <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Royal Society Open Science<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, estimou que 88% dos f\u00f3sseis da Bacia do Araripe descritos em publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas est\u00e3o em museus estrangeiros, uma clara evid\u00eancia do colonialismo cient\u00edfico. Mais da metade desses artigos n\u00e3o tiveram a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores brasileiros.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\"><b>F\u00f3sseis exilados tamb\u00e9m sentem saudade de casa<\/b><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O processo judicial pela posse dos f\u00f3sseis interceptados na Fran\u00e7a se baseou na lei de 1942. O mesmo ocorreu na mobiliza\u00e7\u00e3o pela recupera\u00e7\u00e3o do dinossauro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ubirajara jubatus<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, datado de 100 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s e tamb\u00e9m extra\u00eddo ilegalmente do Cear\u00e1.\u00a0 Considerado o dinossauro mais antigo da Bacia do Araripe, o exemplar foi devolvido ao Brasil pelo governo da Alemanha em julho de 2023, que reconheceu as circunst\u00e2ncias question\u00e1veis que levaram o f\u00f3ssil a pisar em solo europeu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fruto de anos de negocia\u00e7\u00e3o, a repatria\u00e7\u00e3o se tornou um marco no debate sobre restitui\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio hist\u00f3rico-cultural e movimentou as redes sociais na \u00e9poca, com a hashtag #UbirajaraBelongsToBR (Ubirajara pertence ao Brasil). Hoje, o dinossauro, antes exilado, faz parte do acervo do Museu de Paleontologia Pl\u00e1cido Cidade Nuvens.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O retorno dos f\u00f3sseis para o local exato de onde foram retirados n\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia. Juan Cisneros explica que o f\u00f3ssil \u00e9 uma riqueza, um item de valor cultural que chama a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, contribui com a cultura e educa\u00e7\u00e3o local, gera renda e atrai turismo. \u201cQuando esses f\u00f3sseis n\u00e3o est\u00e3o no Brasil, estamos perdendo todos esses benef\u00edcios. Temos que lutar pela preserva\u00e7\u00e3o e para que eles estejam, de prefer\u00eancia, no lugar mais pr\u00f3ximo de onde foram encontrados\u201d, analisa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Prova dessa import\u00e2ncia \u00e9 a visita\u00e7\u00e3o expressiva do Museu de Paleontologia de Santana do Cariri: a institui\u00e7\u00e3o recebe entre 20 e 30 mil visitantes por ano, n\u00famero superior \u00e0 popula\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio cearense (cerca de 16 mil habitantes, segundo o Censo 2022).<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: 'Noto Sans';\"><em><span style=\"font-size: 18pt;\"><b>\u201c<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">A gente n\u00e3o arreda o p\u00e9 da discuss\u00e3o sobre repatria\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis, \u00e9 muito importante para o territ\u00f3rio.\u201d <\/span><\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: 'Noto Sans';\"><strong>Allysson Pinheiro, diretor de museu de paleontologia<\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO museu \u00e9 um grande suporte econ\u00f4mico para a cidade. Nossa regi\u00e3o tem enormes desafios socioecon\u00f4micos, IDHs baixos, precisa de motores para o desenvolvimento. \u00c9 por isso que a gente n\u00e3o arreda o p\u00e9 da discuss\u00e3o sobre repatria\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis, \u00e9 muito importante para o territ\u00f3rio\u201d, afirma Allysson Pinheiro, diretor do museu.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\"><b>Contando heran\u00e7as<\/b><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um dos argumentos usados pelos europeus e norte-americanos para justificar a apropria\u00e7\u00e3o dos f\u00f3sseis da Am\u00e9rica Latina \u00e9 a alega\u00e7\u00e3o de que eles s\u00e3o objetos anteriores \u00e0 presen\u00e7a humana no planeta. Como se, por n\u00e3o terem coexistido com pessoas, os pa\u00edses n\u00e3o tivessem o direito de reivindicar a posse dos f\u00f3sseis. Essa linha de pensamento \u00e9 defendida por cientistas como John Nudds e John Martin.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nudds, da Universidade de Manchester, publicou um artigo em 2001, na revista <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Geological Curator<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, em que desafiou seus colegas a ignorarem o c\u00f3digo de \u00e9tica da Associa\u00e7\u00e3o de Museus do Reino Unido e afirmou que \u201cos f\u00f3sseis n\u00e3o guardam qualquer rela\u00e7\u00e3o com o pa\u00eds no qual foram preservados\u201d. No mesmo peri\u00f3dico, Martin assinou um artigo em 2018, e defendeu a tese de que \u201cfronteiras geopol\u00edticas n\u00e3o existiam quando os organismos fossilizados eram vivos, logo, os f\u00f3sseis n\u00e3o possuem identidade nacional\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Juan Cisneros se op\u00f5e radicalmente a essas ideias: \u201cO fato de algo ser mais antigo que n\u00f3s n\u00e3o significa que n\u00e3o seja nosso dever cuidar dele, \u00e9 algo que a gente herdou. Um pa\u00eds que herda um patrim\u00f4nio tem a miss\u00e3o de zelar por ele\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Felizmente, o debate est\u00e1 evoluindo. \u201cNem sempre foi assim, mas hoje conseguimos discutir abertamente com institui\u00e7\u00f5es, pa\u00edses e a comunidade cient\u00edfica internacional e mostrar que esses f\u00f3sseis s\u00e3o daqui, s\u00e3o um direito do povo do Brasil e podem mudar a realidade da popula\u00e7\u00e3o. Eles nunca deveriam ter sa\u00eddo do pa\u00eds, mas os que sa\u00edram merecem retornar\u201d, complementa Alysson Pinheiro.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dentro de um cont\u00eainer atracado em um porto no norte da Fran\u00e7a, havia algo que pertencia ao povo brasileiro. 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