{"id":1157,"date":"2024-06-17T16:12:44","date_gmt":"2024-06-17T19:12:44","guid":{"rendered":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1157"},"modified":"2024-06-17T21:36:59","modified_gmt":"2024-06-18T00:36:59","slug":"mais-que-um-time-todo-um-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1157","title":{"rendered":"Mais que um time, todo um povo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Maracan\u00e3. Palco de duas finais de Copas do Mundo e de centenas de jogos hist\u00f3ricos. Na noite de 10 de abril de 2024, o templo do futebol recebeu o maior p\u00fablico de sua hist\u00f3ria: mais de 5 milh\u00f5es de palestinos e palestinas estavam presentes nas arquibancadas do setor visitante do est\u00e1dio, representados por algumas poucas centenas de torcedores do Club Deportivo Palestino, do Chile.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fundado em 1920, o Club Deportivo Palestino est\u00e1 disputando, pela s\u00e9tima vez, a principal competi\u00e7\u00e3o do continente sul-americano. Mas, para al\u00e9m do m\u00e9rito esportivo de alcan\u00e7ar o torneio pela quarta vez nos \u00faltimos dez anos, o mais importante para os envolvidos com o time \u00e9 ter a oportunidade de levar a bandeira da Palestina continente afora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cVer a bandeira palestina tremular no Maracan\u00e3, em Buenos Aires, em La Paz, na Bol\u00edvia, em Bogot\u00e1, na Col\u00f4mbia \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o que o povo palestino existe\u201d, comentou Vicente Misle, torcedor e presidente do diret\u00f3rio juvenil do Palestino.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vicente tem 27 anos e \u00e9 torcedor do clube desde que nasceu. Sua fam\u00edlia \u00e9 de origem palestina e seu pai \u00e9 torcedor fan\u00e1tico e ex-dirigente do Palestino. Sua hist\u00f3ria se assemelha a muitas outras ouvidas pela reportagem da <\/span><b>Babel<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> nas arquibancadas do Maracan\u00e3. Cada uma possui sua particularidade, mas a grande maioria da torcida \u00e9 formada por chilenos descendentes de palestinos.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\"><b>Origem<\/b><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa torcida s\u00f3 existe hoje porque, h\u00e1 mais de 100 anos, um grupo de imigrantes palestinos decidiu fundar um clube que mantivesse viva, do outro lado do mundo, sua cultura e tradi\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA primeira imigra\u00e7\u00e3o foi no final do s\u00e9culo XIX, come\u00e7o do XX, escapando dos Otomanos. Eles chegavam de barco, saindo principalmente dos portos de N\u00e1poles ou Marselha. Desembarcavam em Buenos Aires e vinham de mula at\u00e9 o Chile\u201d, contou Gazan Qahhat Khamis, diretor da Comunidade Palestina do Chile, entidade que re\u00fane 24 institui\u00e7\u00f5es palestinas ao redor do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O clima parecido com o do pa\u00eds \u00e1rabe tamb\u00e9m foi um fator que fez com que muitos escolhessem o pa\u00eds sul-americano como nova casa. Foram esses migrantes que criaram, em 1920, o Palestino, que funcionava muito mais como um clube social \u00e0 \u00e9poca. Com uma comunidade de imigrantes estabelecida, o fluxo migrat\u00f3rio se consolidou e o pa\u00eds recebia, cada vez mais, palestinos que buscavam um lugar onde poderiam manter os mesmos costumes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, o Chile possui a maior comunidade palestina do planeta fora do mundo \u00e1rabe, com cerca de 500 mil pessoas. Segundo Gazan, o pa\u00eds alcan\u00e7ou esse n\u00famero expressivo porque virou ref\u00fagio para os que foram expulsos de suas terras na <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Nakba Palestina <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">(Desastre, em \u00e1rabe). Esse \u00e9 o nome dado \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de cerca de 400 vilas e ao \u00eaxodo de aproximadamente 800 mil palestinos em 1948 durante a Primeira Guerra \u00e1rabe-israelense, que eclodiu logo ap\u00f3s o surgimento do Estado de Israel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O triste cap\u00edtulo, no entanto, virou incentivo para que o Palestino deixasse de ser um clube social e se profissionalizasse no futebol. \u201cComo resultado da Nakba, os palestinos no Chile, em uma situa\u00e7\u00e3o muito melhor, resolveram virar profissionais para que pudessem falar da Palestina por todo o pa\u00eds\u201d, explicou Jos\u00e9 Nabzo, chefe de imprensa do clube.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt; font-family: 'Noto Sans';\"><b>Ra\u00edzes<\/b><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Voc\u00ea j\u00e1 pode ter ouvido antes a\u00a0 hist\u00f3ria de clubes formados por comunidades de estrangeiros. No Brasil, temos exemplos como o Palmeiras e o Cruzeiro, fundados por imigrantes italianos, e a Portuguesa e o Vasco da Gama, formados por portugueses. Mas o Palestino viria a construir algo \u00fanico: uma rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o forte com seu pa\u00eds de origem que deixa indissoci\u00e1vel o que \u00e9 futebol e o que \u00e9 identifica\u00e7\u00e3o com suas pr\u00f3prias origens.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA rela\u00e7\u00e3o entre Palestino e Palestina \u00e9 muito estreita, porque acontece algo muito pesado com os palestinos que est\u00e3o do outro lado do mundo. Aqui, no Chile, n\u00f3s n\u00e3o esquecemos: muitos de n\u00f3s j\u00e1 estiveram nos lugares onde hoje est\u00e3o matando pessoas. Existe uma grande diferen\u00e7a com o Uni\u00f3n Espanhola e o Audax Italiano, por exemplo\u201d, argumentou Nabzo, citando dois times chilenos fundados por col\u00f4nias de imigrantes.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><strong><span style=\"font-family: 'Noto Sans'; font-size: 14pt;\">Hoje, o Chile possui a maior comunidade palestina do planeta fora do mundo \u00e1rabe, com cerca de 500 mil pessoas.<\/span><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa liga\u00e7\u00e3o pode ser facilmente vista no campo ou nas arquibancadas . O uniforme, al\u00e9m das tradicionais quatro cores da bandeira da Palestina \u2013 branco, verde, vermelho e preto \u2013 traz frequentemente o desenho encontrado no Keffiyeh, uma esp\u00e9cie de len\u00e7o axadrezado que virou s\u00edmbolo da luta palestina. Al\u00e9m disso, a camisa carrega na manga o mapa da Palestina antes da cria\u00e7\u00e3o de Israel e na barriga o patroc\u00ednio do Bank of Palestine, principal banco do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A maior parte dos funcion\u00e1rios, assim como Jos\u00e9 Nabzo, s\u00e3o descendentes e \u201csentem muito o clube\u201d.\u00a0 \u201cAlguns obviamente mais do que outros, mas todos os atletas e funcion\u00e1rios entendem o que significa e representa o clube, e s\u00e3o defensores da luta palestina\u201d, afirmou o assessor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m do Maracan\u00e3, a reportagem da <\/span><b>Babel<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> esteve presente no est\u00e1dio do Palestino, no bairro de La Cisterna, em Santiago, e l\u00e1 foi presenteada com uma pequena bandeira do pa\u00eds para torcer para o time.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 nossa identidade, os elementos que voc\u00ea v\u00ea em nossa camisa, s\u00e3o a nossa cultura, nossas ra\u00edzes e a forma que o mundo nos conhece\u201d, disse Patr\u00edcio Majluf, descendente de palestinos e torcedor do clube.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPalestino \u00e9 como uma segunda sele\u00e7\u00e3o nacional e por isso a bandeira da Palestina \u00e9 um s\u00edmbolo para n\u00f3s. \u00c9 uma forma de apoiar e demonstrar que pensamos sempre em nossos irm\u00e3os\u201d, opinou Andres Manzur, outro torcedor que encontramos no Maracan\u00e3.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de ter apenas 19 anos, o jovem sente que ser\u00a0 fan\u00e1tico pelo Palestino \u00e9 uma forma de estar em constante conex\u00e3o com suas ra\u00edzes, trazidas ao Chile por seus bisav\u00f3s, que fugiram dos primeiros conflitos com Israel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 na fam\u00edlia de Tarek Dababneh, ex-assessor do Palestino, foram seus av\u00f3s os primeiros a migrar para a Am\u00e9rica do Sul, em 1939, escapando da Segunda Guerra Mundial. Seu pai foi fisiologista do time e um dos tios, jogador e dirigente. \u201cSou feliz de ser chileno e ter as ra\u00edzes \u00e1rabes \u00e0 flor da pele\u201d, celebrou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuando as partidas acontecem, s\u00e3o 3h ou 4h da manh\u00e3 na Palestina e as pessoas acordam para assisti-las, porque sentem que \u00e9 um time que os representa, que n\u00e3o se cala por eles e que, de alguma forma, ser\u00e1 um jogo da Palestina\u201d, contou Tarek.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Maracan\u00e3, ao lado de Patricio Majluf, a <\/span><b>Babel<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> conversou com dois amigos do torcedor que vieram do Chile apenas para acompanhar o jogo: Fuad Chah\u00edn Valenzuela, advogado e deputado federal chileno entre 2010 e 2018, e Issa Ghawali, palestino que chegou ao pa\u00eds na d\u00e9cada de 1990.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ghawali veio para a Am\u00e9rica do Sul depois de ser preso quatro vezes durante a Primeira Intifada, levante popular de palestinos contra a ocupa\u00e7\u00e3o israelense que aconteceu entre 1987 e 93. Aborrecido com os conflitos, decidiu tentar uma vida melhor fora de sua terra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No caso de Fuad, seus av\u00f3s chegaram no ano de 1920 ao Chile, o mesmo da funda\u00e7\u00e3o do clube. \u201cPalestino \u00e9 um embaixador da Palestina na Am\u00e9rica do Sul\u201d, defendeu. \u201cH\u00e1 um compromisso pol\u00edtico incontorn\u00e1vel. O povo palestino est\u00e1 sofrendo uma tentativa de limpeza \u00e9tnica em Gaza e os triunfos do Palestino d\u00e3o ao nosso povo um pouco de alegria, especialmente, em um momento de tanta tristeza e escurid\u00e3o\u201d, afirmou, ao falar sobre os jogos que s\u00e3o transmitidos no pa\u00eds \u00e1rabe.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vicente Misle, o presidente do diret\u00f3rio juvenil, citou o lema da equipe \u2013 Mais que um time, todo um povo \u2013 para defender essa liga\u00e7\u00e3o entre clube e a na\u00e7\u00e3o que luta para existir. \u201cO sionismo tenta incutir a ideia de que o povo palestino e palestinidade n\u00e3o existem, n\u00e3o s\u00e3o uma identidade. Mas, o melhor exemplo de que isso \u00e9 mentira \u00e9 que o Palestino foi criado 28 anos antes do Estado de Israel\u201d, argumentou. \u201cPara n\u00f3s palestinos, existir \u00e9 resistir e o Palestino \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de que existimos\u201d, concluiu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cS\u00e3o 76 anos de ocupa\u00e7\u00e3o e n\u00f3s nos sentimos profundamente palestinos, palestinos exilados, na di\u00e1spora, assim como nos sentimos extremamente chilenos e gratos ao Chile\u201d, exclamou Fuad.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Emocionado, Fuad rebateu\u00a0 uma frase supostamente dita pela ex-primeira-ministra de Israel Golda Meir: \u201cOs velhos morrer\u00e3o e os jovens esquecer\u00e3o\u201d. Algumas fontes, como o jornal The Guardian, atribuem a aspa a David Ben-Gurion, outro ex-primeiro-ministro. De toda forma, a frase ficou conhecida entre os palestinos e, hoje, serve como um mote (\u00e0s avessas) de sua luta.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: 'Noto Sans';\"><em><span style=\"font-weight: 400; font-size: 18pt;\">\u201c\u00c9 nossa identidade, os elementos que voc\u00ea v\u00ea em nossa camisa, s\u00e3o a nossa cultura, nossas ra\u00edzes e a forma que o mundo nos conhece.\u201d<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: 'Noto Sans';\"><strong>Patr\u00edcio Majluf, torcedor do clube<\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu acho que esse \u00e9 o grande fracasso do projeto sionista, porque efetivamente os velhos morreram, mas os jovens n\u00e3o esqueceram. N\u00e3o esquecemos nossa terra, n\u00e3o esquecemos nossa identidade e vamos seguir lutando de distintas maneiras\u201d, declarou o advogado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para explicar os conflitos entre Israel e Palestina, \u00e9 necess\u00e1rio entender o contexto antes mesmo da cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel. Ap\u00f3s a 1\u00aa Guerra Mundial, com a dissolu\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Turco Otomano, diversos territ\u00f3rios \u00e1rabes que pertenciam a ele foram ocupados por Fran\u00e7a e Inglaterra. A Palestina ficou sob dom\u00ednio ingl\u00eas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Anos depois, com\u00a0 o fim da 2\u00aa Guerra Mundial, a rec\u00e9m-criada Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) decidiu fundar um Estado judeu na regi\u00e3o da Palestina, pensando inclusive no que havia sofrido a comunidade judaica com o Nazifascismo na Europa. Essa ideia, no entanto, j\u00e1 existia h\u00e1 algumas d\u00e9cadas, com uma\u00a0 corrente pol\u00edtica denominada Sionismo, que\u00a0 ganhou for\u00e7a entre os judeus no in\u00edcio do s\u00e9c XX.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de a\u00a0 ONU ter feito esfor\u00e7os para partilhar o territ\u00f3rio palestino em dois \u2013 uma parte para Israel e a outra para a Palestina \u2013 a ideia n\u00e3o foi bem aceita pelos palestinos, nem pelo mundo \u00e1rabe no geral. No dia seguinte \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de Israel, uma guerra eclodiu entre os dois povos, o primeiro de v\u00e1rios conflitos ao longo dos 76 anos de exist\u00eancia de Israel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de ter partilhado o territ\u00f3rio palestino, a ONU ainda n\u00e3o aceitou o Estado da Palestina como um pa\u00eds membro da entidade. Pa\u00edses com influ\u00eancia na Organiza\u00e7\u00e3o, como os Estados Unidos e a maior parte da Uni\u00e3o Europeia, n\u00e3o reconhecem a exist\u00eancia de um Estado Palestino.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 Israel se tornou Estado-membro da ONU em 1949, um ano depois de sua funda\u00e7\u00e3o, e \u00e9 reconhecido como pa\u00eds por mais de 160 pa\u00edses, apesar de ainda sofrer resist\u00eancia das na\u00e7\u00f5es \u00e1rabes.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-family: 'Noto Sans'; font-size: 14pt;\"><b>Simpatia<\/b><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m dessa variedade de hist\u00f3rias e relatos de descendentes de palestinos, a <\/span><b>Babel<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> encontrou tamb\u00e9m torcedores que n\u00e3o tinham rela\u00e7\u00e3o direta com o povo. Entre eles, estavam brasileiros \u201csecando\u201d o rival Flamengo e outros que destacaram sua identifica\u00e7\u00e3o com a causa do clube chileno.\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fabrizio Termini, torcedor do Colo-Colo, morava em La Cisterna, nos arredores do est\u00e1dio do Palestino, e ia aos jogos quando estava entediado. Entretanto, ele \u201cadotou\u201d o\u00a0 clube como segundo time porque queria ter mais uma forma de apoiar a luta dos palestinos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu compartilho das ideias de um estado da Palestina livre e \u00e9 um clube muito comprometido com a causa\u201d, explicou Termini, que vestia um Keffiyeh em volta do pesco\u00e7o. \u201cEu acredito que agora a vis\u00e3o das pessoas, de outros clubes inclusive, \u00e9 de ter mais simpatia pelo Palestino, n\u00e3o s\u00f3 no Chile, mas em todo o mundo, porque eles est\u00e3o apoiando a causa\u201d, acrescentou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Fuad Chah\u00edn, o clube \u00e9 um orgulho para todo o Chile\u00a0 e por isso ganhou a simpatia de muitos. \u201c\u00c9 um clube muito querido, muitas pessoas n\u00e3o s\u00e3o torcedoras, mas t\u00eam um carinho especial pelo time e pelo que ele representa. A comunidade palestina tamb\u00e9m ganhou o respeito, apre\u00e7o e carinho da terra que nos acolheu, que hoje apoia nossa causa, que \u00e9 uma causa sobre a liberdade, sobre a dignidade, os direitos humanos\u201d, relatou Chah\u00edn.\u00a0<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt; font-family: 'Noto Sans';\"><b>Posi\u00e7\u00e3o<\/b><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com a escalada dos conflitos entre Israel e Palestina desde outubro de 2023, o clube intensificou seu posicionamento em defesa do povo palestino. \u201cO clube est\u00e1 comovido pelo atual cen\u00e1rio de genocidio que se passa hoje na Palestina. N\u00f3s fazemos doa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas a institui\u00e7\u00f5es que ajudam concretamente, mas toda ajuda que podemos dar daqui do Chile, ainda \u00e9 pouca e n\u00e3o vai consolar a dor do que se est\u00e1 vivendo em Gaza\u201d, afirmou Jos\u00e9 Nabzo, chefe de imprensa do time.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o jornalista, o Palestino, ao longo desse per\u00edodo, tenta, dentro das limita\u00e7\u00f5es que tem por ser uma entidade esportiva, dar visibilidade \u00e0 luta compartilhando marchas em apoio a Palestina e realizando protestos dentro de campo, como no dia 21 de abril, quando entrou com uma faixa pedindo o fim do genoc\u00eddio em Gaza para a partida contra o Club Universidad de Chile.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todos os torcedores ouvidos pela reportagem lamentaram e demonstraram muita m\u00e1goa ao falarem sobre o que acontece hoje na Palestina. \u201cComo todos sabem, Israel tem muito poder e influ\u00eancia no mundo e \u00e9 muito dif\u00edcil par\u00e1-los. Como bons palestinos, sempre nadamos contra a corrente, \u00e9 algo que nos caracteriza, nossa ess\u00eancia lutadora a frente da adversidade\u201d, disse Andres Manzur.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA matan\u00e7a e o genoc\u00eddio que Israel est\u00e1 fazendo com a Palestina \u00e9 uma intoler\u00e2ncia e ningu\u00e9m est\u00e1 fazendo nada. \u00c9 muito complicado porque as pessoas est\u00e3o morrendo, pessoas inocentes, civis, est\u00e3o morrendo por causa de um genoc\u00eddio de um pa\u00eds que hoje acha que \u00e9 o dono do mundo\u201d, opinou Tarek Dababneh.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tarek conta que a comunidade chilena, especialmente os torcedores, organizam rifas e bingos para arrecadar fundos para a Palestina e cantam frequentemente nos est\u00e1dios em apoio ao pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os conflitos em Gaza escalaram a partir do dia 7 de outubro de 2023, quando o Hamas fez um ataque em territ\u00f3rio israelense que deixou mais de 1,4 mil mortos. Desde ent\u00e3o, as estimativas s\u00e3o de que mais 35 mil palestinos tenham sido mortos na regi\u00e3o, sendo 9 mil mulheres e mais de 13 mil crian\u00e7as, e mais 77 mil foram deixados feridos. A popula\u00e7\u00e3o convive com escassez de \u00e1gua e comida, principalmente no norte do enclave, onde 70% da popula\u00e7\u00e3o enfrenta condi\u00e7\u00f5es de fome.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os dados foram retirados da ag\u00eancia de not\u00edcias da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas. A entidade ainda aponta que \u2154 dos hospitais de Gaza n\u00e3o est\u00e3o mais funcionando, que ajudas humanit\u00e1rias para o norte tem sido barradas por Israel, cerca de 75% da popula\u00e7\u00e3o, 1,4 milh\u00e3o de pessoas, foi for\u00e7ada a se deslocar para fugir do conflito e mais de 1 milh\u00e3o de pessoas n\u00e3o possuem casa. Para reconstruir a Faixa de Gaza, a ONU estima que pode ser necess\u00e1rio at\u00e9 80 anos e R$ 200 bilh\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fuad Chah\u00edn e Patricio ressaltaram que os problemas do povo palestino n\u00e3o come\u00e7aram no \u00faltimo m\u00eas de outubro. Ambos j\u00e1 visitaram a Palestina e relataram como era a vida ali.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Na Cisjord\u00e2nia, para ir de uma cidade a outra, precisa passar por um checkpoint controlado por Israel. Eles controlam a \u00e1gua e os recursos naturais. Existem estradas para carros palestinos e estradas para israelenses. Ent\u00e3o, n\u00e3o existe Cisjord\u00e2nia, \u00e9 uma zona ocupada, um apartheid\u201d, contou Fabricio. \u201cFamiliares foram separados por um muro de concreto de oito metros\u201d, completou Fuad.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 18pt; font-family: 'Noto Sans';\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Muitas pessoas n\u00e3o s\u00e3o torcedoras, mas t\u00eam um carinho especial pelo time e pelo que ele representa.&#8221;<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14pt; font-family: 'Noto Sans';\"><strong>Fuad Chah\u00edn Valenzuela, advogado e deputado federal chileno entre 2010 e 2018<\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Cisjord\u00e2nia abriga tr\u00eas milh\u00f5es de pessoas, sendo 450 mil israelenses que vivem em assentamentos considerados ilegais pela comunidade internacional. O territ\u00f3rio, que foi destinado \u00e0 Palestina na partilha de 1948, vive sob constante ocupa\u00e7\u00e3o militar israelense, j\u00e1 que n\u00e3o possui Estado oficialmente constitu\u00eddo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fuad Chah\u00edn destacou que, apesar desse cen\u00e1rio, sentiu, em suas v\u00e1rias visitas \u00e0 Palestina, que o esp\u00edrito daquele povo jamais desaparecer\u00e1. \u201cMuitas vezes as cidades e os vilarejos foram apagados, as pessoas foram levadas embora, mas ainda assim alguma semente permaneceu e deu frutos e n\u00e3o pode ser apagada. E acho que isso prova que esse projeto de coloniza\u00e7\u00e3o, de limpeza \u00e9tnica, n\u00e3o ter\u00e1 sucesso, porque a capacidade de resist\u00eancia, de resili\u00eancia e de recupera\u00e7\u00e3o do povo palestino \u00e9 inigual\u00e1vel\u201d, comentou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Gazan Qahhat, da Comunidade Palestina do Chile, \u00e9 essencial que os outros pa\u00edses latino-americanos se unam, assim como faz a torcida do Palestino, e denunciem o que acontece na Palestina, usando o direito internacional e a imposi\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es a Israel.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEspero que depois dessa trag\u00e9dia, se forme um ponto de inflex\u00e3o e que definitivamente possamos ter uma Palestina que viva em paz e livre\u201d, confia Fuad.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Maracan\u00e3. Palco de duas finais de Copas do Mundo e de centenas de jogos hist\u00f3ricos. 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