{"id":1153,"date":"2024-06-17T15:41:52","date_gmt":"2024-06-17T18:41:52","guid":{"rendered":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1153"},"modified":"2024-12-04T18:46:06","modified_gmt":"2024-12-04T21:46:06","slug":"sons-de-um-futuro-em-ruinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1153","title":{"rendered":"Sons de um futuro em ru\u00ednas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hinos de indigna\u00e7\u00e3o acompanhados de instrumentos pesados denunciavam uma sociedade em decad\u00eancia. Assim foi consumida a atmosfera do Sesc Pompeia, na capital paulista, durante os dias 27 e 28 de novembro de 1982, quando aconteceu o festival <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Come\u00e7o do Fim do Mundo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, hoje considerado o apogeu do movimento punk no Brasil, ainda em meio \u00e0 Ditadura Militar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O festival contou com performances de vinte bandas, incluindo algumas que at\u00e9 hoje est\u00e3o ativas na cena musical brasileira \u2014 como C\u00f3lera, Inocentes, Ratos de Por\u00e3o e Olho Seco. Uma legi\u00e3o de f\u00e3s do punk foi atra\u00edda pelo evento, que reuniu cerca de 3 mil pessoas e possibilitou a participa\u00e7\u00e3o concomitante de bandas punk do ABC paulista e da capital, ainda que entre elas houvesse uma rivalidade not\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quaisquer fossem as rixas, sabe-se que n\u00e3o foram suficientes para inibir o esp\u00edrito compartilhado por quem esteve presente naquele final de semana ao som de versos como os de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">C.D.M.P (Cidade dos Meus Pesadelos)<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (1985), da banda C\u00f3lera, can\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada oficialmente depois do festival: &#8220;Dia e noite pode escutar\/ Tiros e gritos, tiros e gritos\/ E no asfalto voc\u00ea vai olhar\/ Sangue cuspido, sangue cuspido\/ Ah! Sem futuro, sem futuro!&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ou os de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Mis\u00e9ria e Fome<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, dos Inocentes, lan\u00e7ada oficialmente em 1983: &#8220;N\u00e3o estou culpando ningu\u00e9m\/ N\u00e3o estou acusando ningu\u00e9m\/ Apenas conto o que eu vi\/ Apenas conto o que eu senti\/ Mis\u00e9ria e fome&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apoiado na f\u00faria e desd\u00e9m caracter\u00edsticos da m\u00fasica punk, o festival O Come\u00e7o do Fim do Mundo disp\u00f4s de uma magnitude memor\u00e1vel. Parte dela decorre do fato que o punk rock j\u00e1 ecoava entre a juventude brasileira desde o final da d\u00e9cada de 1970.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-family: 'Noto Sans'; font-size: 14pt;\"><b>A chegada do punk ao Brasil<\/b><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O punk surgiu em pa\u00edses centrais do sistema capitalista \u2014 em um primeiro momento nos Estados Unidos, depois se fortaleceu na Inglaterra \u2014 e sempre esteve inerentemente ligado \u00e0 imagem do jovem contestador e rebelde. Esse movimento se alastrou pelo mundo de formas diversas. Tiago de Jesus Vieira, pesquisador na \u00e1rea de identidade punk e docente de hist\u00f3ria na Universidade Estadual de Goi\u00e1s, explica que, embora o punk tenha passado por m\u00faltiplas metamorfoses, sua caracter\u00edstica norteadora segue sendo o \u201cprotagonista juvenil, com capacidade de reinterpretar a ordem estabelecida&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se parte da ess\u00eancia do punk \u00e9 a colis\u00e3o entre as normas impostas e o impulso pela liberdade, a sociedade brasileira durante a Ditadura Militar \u2014 \u00e9poca em que a opress\u00e3o e a viol\u00eancia ro\u00edam a juventude \u2014 formava um cen\u00e1rio extremamente compat\u00edvel com os ideais dessa manifesta\u00e7\u00e3o cultural.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com Vieira, o punk chegou ao Brasil pouco ap\u00f3s seu surgimento, mas as informa\u00e7\u00f5es importadas para este lado do Atl\u00e2ntico eram escassas. Dessa forma, apenas uma ideia vaga do que era o punk pairava pelo pa\u00eds. Essas cis\u00f5es no pr\u00f3prio entendimento do fen\u00f4meno fizeram com que ele desenvolvesse caracter\u00edsticas aut\u00eanticas, que foram moldadas pela realidade social brasileira da \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s desembarcar no Brasil, o movimento adquiriu um car\u00e1ter de insubordina\u00e7\u00e3o dos jovens pobres, se pautando nos dilemas espec\u00edficos dessa demografia. Nas cidades do ABC paulista e na capital, mais precisamente, o punk incorporou valores da classe popular. &#8220;Num contexto de repress\u00e3o, no qual existiam poucos espa\u00e7os para jovens perif\u00e9ricos, o punk rock proporcionou a eles inser\u00e7\u00e3o social, cultural e pol\u00edtica\u201d, o historiador esclarece.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Jos\u00e9 Rodrigues Mao J\u00fanior, ou apenas Mao, \u00e9 fundador e vocalista da banda Garotos Podres, criada no fim de 1982 e at\u00e9 hoje em atividade. De S\u00e3o Bernardo dos Campos, no ABC paulista, ele relembra o primeiro contato que teve com o movimento punk em 1977, quando era ainda estudante de um curso t\u00e9cnico. \u201cA postura contestadora do punk rock caiu como uma luva perante uma juventude inconformada com a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social que viv\u00edamos no Brasil do per\u00edodo\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o era f\u00e1cil obter acesso \u00e0 mensagem do punk durante a repress\u00e3o da Ditadura Militar. No entanto, essa foi uma das barreiras ultrapassadas para que a palavra do movimento fosse divulgada. \u201cN\u00e3o existia internet. O que n\u00f3s t\u00ednhamos era uma imprensa alternativa produzida pelo pr\u00f3prio movimento\u201d, diz Mao. A palavra do punk se alastrou, em grande parte, por meio das fanzines, um tipo de ve\u00edculo informal utilizado por f\u00e3s que buscam compartilhar informa\u00e7\u00f5es sobre determinada cultura. \u201cO pessoal datilografava o texto e depois fazia o xerox, ent\u00e3o o acesso era muito prec\u00e1rio\u201d, relata o m\u00fasico.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 18pt;\"><em><span style=\"font-weight: 400; font-family: 'Noto Sans';\">\u201cA postura contestadora do punk rock caiu como uma luva perante uma juventude inconformada com a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social que viv\u00edamos no Brasil\u201d<\/span><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong><span style=\"font-family: 'Noto Sans';\">Jos\u00e9 Rodrigues Mao J\u00fanior, vocalista da banda Garotos Podres<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mao tamb\u00e9m cita a loja Punk Rock Discos, fundada por F\u00e1bio Sampaio, vocalista da banda Olho Seco, em 1979, na Galeria do Rock. O local foi um dos pontos de encontro entre os punks na \u00e9poca, e tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela circula\u00e7\u00e3o da m\u00fasica e cultura do movimento no exterior para a juventude brasileira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele se refere ao ABC paulista como o \u201colho do furac\u00e3o\u201d, em alus\u00e3o ao movimento sindicalista, especialmente ativo na regi\u00e3o. Mao conta que matou aula para assistir a assembleias e greves, e relembra a indigna\u00e7\u00e3o deixada pela viol\u00eancia do aparato policial contra os trabalhadores. \u201cO sentimento de opress\u00e3o perpassava o cotidiano, e a viol\u00eancia da ditadura era difusa em toda a sociedade\u201d, ressalta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A experi\u00eancia de Mao foi similar \u00e0 de milhares de jovens que, assim como ele, encontraram no movimento punk uma forma de canalizar a revolta pela opress\u00e3o que permeava a realidade brasileira. \u201cO punk foi, naquele momento, a principal ferramenta para externalizar a inquieta\u00e7\u00e3o dos jovens contra um mundo no qual eles n\u00e3o se sentiam representados\u201d, explica o historiador Vieira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0 medida que o tempo passava, o movimento se amplificou. Clemente Tadeu Nascimento, hoje vocalista e guitarrista dos Inocentes e da Plebe Rude, diz que \u201c[as autoridades] s\u00f3 foram perceber que a gente existia quando a cena j\u00e1 estava muito grande\u201d.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 14pt;\"><b>O \u00e1pice<\/b><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os sentimentos compartilhados pelos punks tamb\u00e9m apareciam na est\u00e9tica do movimento \u2013 seja ela representada na m\u00fasica, ou na forma como se vestiam. A est\u00e9tica do punk era agressiva, de forma a denunciar a revolta interna \u00e0 opress\u00e3o \u2014 a postura contestat\u00f3ria e um visual pesado, com jaquetas de couro, correntes, moicanos e coturnos compuseram a imagem disruptiva do punk. \u201cEra uma novidade marcante, porque identificava quem tinha uma postura cr\u00edtica \u00e0 sociedade e ao regime. A m\u00fasica seguia o mesmo contexto. Era um tipo de rock novo, e toda aquela cultura jovem assustava e gerava as mais diversas rea\u00e7\u00f5es\u201d, conta Clemente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sobre a indigna\u00e7\u00e3o do punk contra a ditadura, Clemente diz que o movimento lutava pelo fim do regime e pelo retorno das liberdades democr\u00e1ticas, mas que esse posicionamento trouxe consequ\u00eancias. \u201cA pol\u00edcia passou a nos perseguir sistematicamente, mas fazia parte do contexto de quem se posicionava contra a Ditadura Militar\u201d, lembrou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No festival <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Come\u00e7o do Fim do Mundo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, um dos maiores momentos do punk brasileiro, Clemente tocou como baixista dos Inocentes e recorda como o festival foi organizado. Ele pontua como o escritor, jornalista e dramaturgo Ant\u00f4nio Bivar, que faleceu em 2020, foi essencial para que o festival se tornasse realidade. \u201cS\u00f3 aconteceu por causa dele, que fez as primeiras mat\u00e9rias para a grande imprensa e escreveu o livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Que \u00e9 Punk?<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, publicado pela editora Brasiliense em 1982. O festival aconteceu junto com o evento de lan\u00e7amento do livro e foi a primeira vez em que os punks tocaram no circuito oficial da cidade.\u201d<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-family: 'Noto Sans'; font-size: 14pt;\"><strong>A est\u00e9tica do punk era agressiva, de forma a denunciar a revolta interna \u00e0 opress\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No s\u00e1bado de 27 de novembro de 1982, a for\u00e7a da revolta punk tomou forma bem definida no Sesc Pompeia. Milhares de pessoas \u2014 tanto adeptos ao movimento, quanto as que ainda n\u00e3o eram familiares com o punk \u2014 se reuniram para assistir aos shows. Entre as principais bandas do dia estavam C\u00f3lera, Inocentes, Ulster e Dose Brutal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alguma esp\u00e9cie de confus\u00e3o j\u00e1 era esperada num evento que borbulhava no caos elemental do punk, ainda mais se combinado com as brigas e rixas entre os envolvidos. Apesar da expectativa, Clemente conta que o primeiro dia correu bem, mesmo com a atmosfera naturalmente vol\u00e1til.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O dia seguinte tamb\u00e9m teve um in\u00edcio promissor. \u00c0 medida que o ambiente foi preenchido pelo som de afronta vindo de grupos como Olho Seco, Ratos de Por\u00e3o e Lixomania, o festival seguiu sem conflitos. Os \u00faltimos momentos de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Come\u00e7o do Fim do Mundo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, no entanto, foram marcados pela repress\u00e3o autorit\u00e1ria caracter\u00edstica do per\u00edodo. No fim do segundo dia, a pol\u00edcia invadiu o Sesc Pompeia e tropas de choque puseram um fim ao festival e ainda prenderam alguns dos punks que estavam presentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A inser\u00e7\u00e3o do punk na cena cultural de S\u00e3o Paulo foi excepcional na mesma intensidade com que foi moment\u00e2nea. Ap\u00f3s o \u00e1pice, representado pelo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Come\u00e7o do Fim do Mundo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, a persegui\u00e7\u00e3o e a censura j\u00e1 enfrentadas pelo movimento foram exacerbadas, e quaisquer manifesta\u00e7\u00f5es punks na m\u00eddia adquiriram uma conota\u00e7\u00e3o negativa. A partir da\u00ed, a for\u00e7a do movimento se dissipou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Olhando para tr\u00e1s, Clemente v\u00ea essa \u00e9poca como um momento que formou a maneira com que ele v\u00ea o mundo. \u201cMoldou minhas convic\u00e7\u00f5es, meu jeito de pensar e de compor. Tirando aquele comportamento, t\u00edpico de adolescente, sou o que sou hoje por causa dessa \u00e9poca\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mao tamb\u00e9m fez parte do evento, mas como p\u00fablico \u2013 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Come\u00e7o do Fim do Mundo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> antecedeu a funda\u00e7\u00e3o da sua banda, os Garotos Podres. Para ele, que tinha 19 anos quando o festival aconteceu, o punk proporcionava a sensa\u00e7\u00e3o de fazer parte de algo grande, que questionava uma sociedade autorit\u00e1ria sufocante. Ele diz que a opress\u00e3o incessante alimentava o sentimento \u2013 se fosse revistado por um policial, pensava: \u201colha como eu t\u00f4 incomodando!\u201d. Hoje, mais de 40 anos depois, reflete: \u201cera uma coisa um pouco pueril, mas foi importante para a minha forma\u00e7\u00e3o. Uma esp\u00e9cie de escola de rebeldia\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao fim, al\u00e9m da marca na mem\u00f3ria dos que estiveram presentes, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Come\u00e7o do Fim do Mundo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> foi gravado e lan\u00e7ado como LP e, mais tarde, relan\u00e7ado em formato de CD. Em comemora\u00e7\u00e3o aos 30 anos do festival, em 2012, o Sesc Pompeia realizou um document\u00e1rio intitulado <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Fim do Mundo, Enfim<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, dirigido por Camila Miranda, que cont\u00e9m depoimentos dos artistas e mostra os bastidores da produ\u00e7\u00e3o do evento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muito mais que uma simples importa\u00e7\u00e3o, o punk no Brasil adquiriu perspectiva pr\u00f3pria e atuou como uma manifesta\u00e7\u00e3o contra os dilemas vividos pelos brasileiros na \u00e9poca. A dura testemunha de desintegra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social do cotidiano brasileiro permitiu que os jovens encontrassem na radicalidade do punk uma catarse compreens\u00edvel, e o resultado foi uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural \u00fanica.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Hinos de indigna\u00e7\u00e3o acompanhados de instrumentos pesados denunciavam uma sociedade em decad\u00eancia. 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