{"id":1143,"date":"2024-06-17T15:06:10","date_gmt":"2024-06-17T18:06:10","guid":{"rendered":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1143"},"modified":"2024-06-17T21:40:38","modified_gmt":"2024-06-18T00:40:38","slug":"onde-as-flores-amarelas-nao-murcham","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/?p=1143","title":{"rendered":"Onde as flores amarelas n\u00e3o murcham"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muitos anos depois da morte de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, um ex-aluno do autor havia de se recordar da Casa Branca. N\u00e3o o lar neocl\u00e1ssico de presidentes estadunidenses, mas a resid\u00eancia sazonal de um escritor latino-americano em Cuba. A casa ganhou essa alcunha porque era imposs\u00edvel descrev\u00ea-la melhor: as paredes eram brancas, os m\u00f3veis, o sof\u00e1, as cortinas. A \u00fanica coisa que destoava eram as flores amarelas, imprescind\u00edveis para que o autor exercesse seu of\u00edcio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gente que \u00e9 gente \u00e9 cheia de mania, e o Gabo n\u00e3o era diferente. Se questionado porque s\u00f3 escrevia ao lado de flores amarelas, impacientava-se, jocoso, com a pergunta besta: \u201ccomo assim <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">n\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> escrever com flores amarelas?\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEle era muito louco, mas muito met\u00f3dico\u201d, conta o ex-aluno de Garc\u00eda M\u00e1rquez e cineasta cearense Marcus Moura. O m\u00e9todo associado \u00e0 genialidade deu frutos: foram mais de trinta obras publicadas, pelo menos 10 adapta\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas, a Funda\u00e7\u00e3o Gabo pelo bom jornalismo ibero-americano, al\u00e9m de uma escola de cinema fundada: a EICTV, em San Antonio de Los Ba\u00f1os, Cuba. <\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1144\" aria-describedby=\"caption-attachment-1144\" style=\"width: 393px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1144\" src=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/moura_cuba-300x279.jpg\" alt=\"\" width=\"393\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/moura_cuba-300x279.jpg 300w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/moura_cuba-825x768.jpg 825w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/moura_cuba-768x715.jpg 768w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/moura_cuba.jpg 828w\" sizes=\"auto, (max-width: 393px) 100vw, 393px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1144\" class=\"wp-caption-text\">\u201cEssa \u00e9 a foto que eu acho mas me representa como estudante de cinema nos anos 80 em Cuba\u201d. Fonte: Marcos Lopez<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Abril de 2024 marca os dez anos do falecimento de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez. Em clima de aparente homenagem, novidades s\u00e3o anunciadas no nome do autor: a obra p\u00f3stuma <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Em agosto nos vemos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> chegou nas livrarias do mundo todo no dia seis de mar\u00e7o, anivers\u00e1rio do escritor; e, no m\u00eas seguinte, saiu o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">trailer <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">da adapta\u00e7\u00e3o de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cem Anos de Solid\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> para Netflix. <\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400; font-family: 'Noto Sans'; font-size: 14pt;\"><strong>Al\u00e9m da autoria, o que ambos os lan\u00e7amentos t\u00eam em comum \u00e9 que Gabo n\u00e3o os desejou em vida.<\/strong><\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Distante da Macondo de outros livros, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Em agosto nos vemos <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">ocorre numa ilha caribenha na qual as maiores fantasias se passam na cabe\u00e7a da nossa protagonista. Todo ano, Ana Magdalena Bach anseia pela ca\u00edda da noite do dia de agosto em que deixa um ramo de glad\u00edolos sob o t\u00famulo da finada m\u00e3e.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O costume f\u00fanebre rapidamente se torna um escape para a protagonista (mais r\u00e1pido do que o leitor apaixonado gostaria: s\u00e3o pouco mais de cem p\u00e1ginas de espa\u00e7amento grande e letras ainda maiores). Em uma de suas visitas \u00e0 ilha, Ana \u201ctem uma inspira\u00e7\u00e3o\u201d, como a pr\u00f3pria personagem admite, e toma a iniciativa a uma noite de paix\u00e3o apressada com outro h\u00f3spede de seu rotineiro hotel. A ode \u00e0 m\u00e3e vira atividade secund\u00e1ria nos agostos seguintes de celebrado prazer, e toda vez Ana volta \u00e0 cidade, \u00e0 casa, \u00e0 fam\u00edlia, ao marido, mudada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A sensibilidade do autor <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">conta um conto<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> de desejo feminino geracional, sempre saciado em rec\u00f4ndito segredo. O pr\u00f3prio nome Ana<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> Magdalena <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Bach, apesar de uma homenagem \u00e0 fam\u00edlia musical Bach, tamb\u00e9m carrega o simbolismo b\u00edblico mais \u00f3bvio poss\u00edvel: quem representa mais a dualidade entre o sagrado e o profano do que Maria Madalena e, principalmente, as representa\u00e7\u00f5es midi\u00e1ticas da personagem? No final, a santa \u00e9 beatificada; e a outra n\u00e3o encontra nossos julgamentos, mas nossa simpatia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Garc\u00eda M\u00e1rquez, que trabalhou no livro durante anos, achou que as palavras finais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obra seriam as que proferiu: \u201cEste livro n\u00e3o presta. Tem que ser destru\u00eddo\u201d. Os filhos do autor, respons\u00e1veis pelo exemplar que temos em m\u00e3os, definem a publica\u00e7\u00e3o de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Em agosto nos vemos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> como um \u201cato de trai\u00e7\u00e3o\u201d ao pai, mas se justificam nas esperan\u00e7as de que os leitores apreciem o livro e, assim, sejam perdoados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora n\u00e3o tenhamos o Gabo lapidado que vemos nas suas obras mais primorosas, ainda temos, afinal, o Gabo. Em nota da edi\u00e7\u00e3o original, o editor Crist\u00f3bal Pereira narra a cronologia da cria\u00e7\u00e3o de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Em agosto nos vemos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, tanto antes da morte de Garc\u00eda M\u00e1rquez como ap\u00f3s. Nesta obra, Crist\u00f3bal se diz um restaurador diante da tela de um grande mestre. Restaura\u00e7\u00f5es, contudo, visam preservar e recuperar obras j\u00e1 terminadas, mas danificadas pelo tempo ou condi\u00e7\u00f5es adversas. O processo deste livro, por sua vez, lembra mais o trabalho do mestre escultor Rodin, que delegou, no m\u00ednimo, o refino das m\u00e3os e dos p\u00e9s na obra prima <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Porta do Inferno <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00e0 aprendiz (e igualmente genial) Camille Claudel. Ainda que Rodin o tenha feito por op\u00e7\u00e3o (Gabo era conhecidamente ciumento do pr\u00f3prio trabalho), me parece que o resultado foi semelhante. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Porta do Inferno <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">ainda \u00e9 Rodin, assim como<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> Em agosto nos vemos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> ainda \u00e9 Gabo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vemos o processo de edi\u00e7\u00e3o a partir das notas de Gabo nas quatro p\u00e1ginas de fac-s\u00edmiles inclusas no final do livro, talvez o maior presente para os fan\u00e1ticos do Nobel latino-americano.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1146\" aria-describedby=\"caption-attachment-1146\" style=\"width: 342px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1146\" src=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FAC-SIMILE_page-0001-e1718647101571-256x300.jpg\" alt=\"\" width=\"342\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FAC-SIMILE_page-0001-e1718647101571-256x300.jpg 256w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FAC-SIMILE_page-0001-e1718647101571-655x768.jpg 655w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FAC-SIMILE_page-0001-e1718647101571-768x901.jpg 768w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FAC-SIMILE_page-0001-e1718647101571.jpg 1076w\" sizes=\"auto, (max-width: 342px) 100vw, 342px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1146\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: Cortesia\/Editora Record<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Marcus Moura n\u00e3o leu <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Em agosto nos vemos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, mas ouviu. Da boca do pr\u00f3prio autor, que ansiava pela aprova\u00e7\u00e3o de seus ouvintes como se os incont\u00e1veis pr\u00eamios e recordes de vendas n\u00e3o dissessem nada a respeito de seu talento. Moura fez parte da primeira gera\u00e7\u00e3o de alunos brasileiros graduados na EICTV, em 1990. Durante o curso regular, n\u00e3o foi aluno do Gabo, mas quase quinze anos ap\u00f3s a formatura, foi selecionado para participar de uma oficina especial ministrada pelo autor, famosamente chamada \u201cComo contar um conto\u201d. E l\u00e1 ele conheceu Ana Magdalena Bach.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todo ano, eram dez, doze premiados. \u201cO crit\u00e9rio era dele\u201d, conta Moura, \u201ceu entrei quando ele decidiu que o crit\u00e9rio seria \u2018ex-alunos do curso regular que escreveram algum livro ou roteiro de filme que foi gravado\u2019, mas j\u00e1 teve turma s\u00f3 de mulheres com mais de 40 anos que escreviam novela\u2026 outras vezes era mais geral\u201d. Enquanto Moura estava na oficina, foi convidado para dar aula na faculdade, e ocupou a c\u00e1tedra de Dire\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1147\" aria-describedby=\"caption-attachment-1147\" style=\"width: 475px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1147\" src=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/estudantes_eictv-e1718647228839-300x175.jpg\" alt=\"\" width=\"475\" height=\"277\" srcset=\"https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/estudantes_eictv-e1718647228839-300x175.jpg 300w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/estudantes_eictv-e1718647228839-752x440.jpg 752w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/estudantes_eictv-e1718647228839-768x448.jpg 768w, https:\/\/babel.webhostusp.sti.usp.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/estudantes_eictv-e1718647228839.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 475px) 100vw, 475px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1147\" class=\"wp-caption-text\">Wolney Oliveira, Amaury Candido, Jane Malaquias, Marcos Moura e Valderi Duarte, o primeiro grupo de alunos brasileiros da EICTV &#8211; Inaugura\u00e7\u00e3o 1986. Fonte: Reprodu\u00e7\u00e3o\/O Alquimista Democr\u00e1tico: Por um Novo Novo Novo Cinema Latino-Americano<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com maior proximidade do \u00eddolo (e patr\u00e3o), e munido de um agu\u00e7ado senso de oportunidade, Moura foi um dos cineastas que pediram os direitos de grava\u00e7\u00e3o de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cem Anos de Solid\u00e3o. <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">A fila era grande e c\u00e9lebre: Coppola tinha interesse, al\u00e9m de um Kurosawa que visionava uma releitura japonesa desse romance essencialmente latino-americano. No m\u00ednimo, interessante. Mas Gabo ria e dava uma desculpa fajuta: \u201cImagina o que v\u00e3o dizer l\u00e1 em Aracataca!\u201d, referindo-se \u00e0 cidadezinha onde cresceu e fonte inspiradora para Macondo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa rejei\u00e7\u00e3o ao cinema foi um ato de vingan\u00e7a. Antes de ser <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O<\/span><\/i> <span style=\"font-weight: 400;\">Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, Gabo vivia escrevendo roteiros baratos para a ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica mexicana. Muito do que entrou na hist\u00f3ria dos Buend\u00eda foi o que n\u00e3o emplacou nos roteiros. \u201cQuando eu vi o trailer [da adapta\u00e7\u00e3o pela Netflix], s\u00f3 me lembrei dele dizendo, em aula, que nunca iria dar os direitos de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cem Anos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Podemos nos apoiar na no\u00e7\u00e3o reducionista, ainda que n\u00e3o de toda errada, de que o dinheiro \u00e9 a for\u00e7a motriz que move tudo. Capitalizar na morte alheia \u00e9 um comportamento que categorizamos rapidamente como repulsivo, e ao pegar <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Em agosto nos vemos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> para ler, tive a esperan\u00e7a masoquista de n\u00e3o apreci\u00e1-lo. Essa teria sido a rea\u00e7\u00e3o apropriada. Mas voltar para a prosa de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, depois de tanto tempo, \u00e9 um prazer maior do que qualquer dilema \u00e9tico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o para Netflix, temos um desrespeito claro do desejo de um artista durante toda a vida dele. No caso de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Em agosto nos vemos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Gabo trabalhou na obra com o objetivo de que fosse lan\u00e7ada, e desistiu dela posteriormente. Os filhos do autor argumentam que, por causa da velhice, ele estava senil demais para compreender a qualidade liter\u00e1ria da obra p\u00f3stuma, e por isso o lan\u00e7amento seria adequado. J\u00e1 para <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cem Anos de Solid\u00e3o, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dar a mesma desculpa. A vontade do criador foi desconsiderada quando ele n\u00e3o tinha mais possibilidade de se defender. Para nosso bem, nos apeguemos ao otimismo: que uma nova gera\u00e7\u00e3o visite Macondo e isso estimule a leitura deste autor t\u00e3o fundamental.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Muitos anos depois da morte de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, um ex-aluno do autor havia de se recordar da Casa Branca. 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